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28 junho 2013 21h22

Ministro da Economia diz que diálogo social tem de continuar

Álvaro Santos Pereira falava num dos painéis da Universidade de Verão do European Ideas Network, que decorre no Porto, tendo defendido que, apesar de todas as dificuldades e de todas a turbulências, o Governo vai "continuar a procurar e a produzir o diálogo social". "Nós vemos pessoas nas ruas a protestar e às vezes a cantar canções revolucionárias, mas o diálogo social tem de continuar porque é muito importante", defendeu.
 
Aos jornalistas, no final da sessão, o ministro considerou que, "se há alguma coisa que tem diferenciado Portugal de outros países, tem sido exactamente a vontade, quer por parte do Governo, quer por parte dos parceiros sociais, de manter o diálogo social".
 
"E o Governo mantém a intenção de que tudo fará para manter esse diálogo social, tudo fará para manter a concertação social e tudo fará, obviamente, para conseguir fazer com que este processo de ajustamento seja feito neste clima, que tem caracterizado o nosso país, que é de paz social e com grande diálogo social", disse.
 
Para Álvaro Santos Pereira, Governo, parceiros sociais e os outros partidos políticos têm que "fazer tudo" o que está ao alcance "para que este consenso social que existe seja fomentado".
 
"Há muitas áreas onde nós podemos trabalhar, e se nós noutros pontos da história fomos capazes de ultrapassar crises foi exactamente porque mostramos, como portugueses, que devemos pôr de lado as nossas diferenças e sabermos unir aquilo que interessa que é o interesse nacional, e o interesse nacional exige que continuemos o diálogo social, e o Governo tudo fará para que tal aconteça", reiterou.
 
No painel, e na sequência de uma questão de um dos participantes sobre a greve geral de quinta-feira, Álvaro Santos Pereira defendeu que em nenhum dos outros países da Europa terá "sido implementado, nos últimos 15 anos, um programa de reformas tão forte como em Portugal".