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27 maio 2013 16h45

Passos Coelho: "Se as circunstâncias o recomendarem, não deixaremos de solicitar revisão das metas"

Pedro Passos Coelho garantiu esta segunda-feira que não foi feito nenhum pedido ao presidente do Eurogrupo, com quem se reuniu hoje em Lisboa, para que seja concedido a Portugal uma nova meta do défice para 2014.
 
Em declarações aos jornalistas após uma conferência sobre educação, o primeiro-ministro afirmou que “não excluímos a possibilidade de pedir flexibilidade adicional se as circunstâncias o vierem a recomendar”. Mas alertou que “há um salto muito grande entre o que disse [na sexta-feira no Parlamento] e o “que a comunicação social veiculou”.
 
A possibilidade de Portugal ter mais tempo para cumprir a meta definida para 2014 foi admitida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no último debate quinzenal de 24 de Maio. Esta segunda-feira, Vítor Gaspar, na conferência de imprensa com o homólogo holandês Jeroen Dijsselbloem, também admitiu essa hipótese, caso se verifique um agravamento das condições da economia portuguesa. “Não podemos excluir que seja necessária mais flexibilidade no futuro, mas apenas se houver circunstâncias que o tornem necessário”, disse o ministro das Finanças, acrescentando que “depende de nós cumprirmos a nossa parte do acordo”.
 
Passos repetiu que “não está em discussão nesta altura” a possibilidade de Portugal pedir uma ajustamento menos agressivo no défice de 2014, muito menos falar já de valores concretos. A imprensa avançou que o Governo pretendia ter uma meta de défice de 4,5% em 2014, contra os 4% definidos actualmente.
 
Passos Coelho explicou que com as palavras proferidas no Parlamento, “quis fazer a sinalização” de que “se as circunstâncias o recomendarem, não deixaremos de solicitar a revisão das metas, se isso for necessário”.
 
Questionado se este possível pedido estaria relacionado sobre a intenção de não avançar com a “TSU dos pensionistas”, Passos Coelho repetiu que “assumimos o compromisso de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para não executar uma medida dessa natureza. Não a excluímos porque consta no compromisso que temos com a troika. Faremos rudo o que esta ao alcance para encontrar alternativas”.
 
Passos Coelho falou ainda das expectativas “mais positivas” para o segundo semestre, com a aprovação das medidas para fomentar o investimento. Quanto à reforma do IRC, desejou que “possa gerar o compromisso mais alargado possível”.