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28 junho 2013 23h34

Passos diz que deve ser dada aos cidadãos uma visão de futuro e uma reforma estrutural

No discurso do jantar da Universidade de Verão do European Ideas Network, Pedro Passos Coelho deixou um cumprimento muito especial a todos os deputados europeus que permitiram recentemente que fosse concluído com êxito um acordo entre o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu para o quadro financeiro plurianual.
 
"Para muitos países europeus, mas seguramente para Portugal, a possibilidade de dispor de um quadro estável e previsível para os próximos sete anos, para fazer um nível de convergência mais intenso e para, evidentemente, dar o estímulo à economia que é necessário, um instrumento como estes é indispensável", sublinhou.
 
O primeiro-ministro acrescentou que, numa altura em que Portugal está "a colocar as finanças públicas em ordem" e, do ponto de vista privado, a fazer o ajustamento das empresas, "a existência de um quadro financeiro plurianual arrumado e previsível é uma ferramenta indispensável para poder crescer nos próximos anos". "Mas essa é, no fim de cada dia de luta que enfrentamos, o melhor que podemos oferecer aos nossos cidadãos. Ao invés de pensar nas eleições e nas sondagens, devemos oferecer-lhes uma visão de futuro e de reforma estrutural", argumentou.
 
Pedro Passos Coelho disse ter consciência que em muitos países europeus o resultado do trabalho que Portugal está a fazer demorará alguns a tornar-se perceptível, mas não é possível continuar a adiar esse exame". "O pior que podia acontecer era estarmos a correr atrás do prejuízo apenas para não desiludir os nossos cidadãos. A maior das desilusões seria não os respeitar e não pensar seriamente no seu futuro", disse.
 
"Haverá uma altura própria para recolher dos cidadãos a resposta certa e eu confio que o trabalho que temos vindo a realizar, em termos europeus também, no Partido Popular Europeu, nos dá todas as razões para pensar que teremos dos cidadãos europeus a resposta adequada também", concluiu.