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24 junho 2013 17h56

Passos: "Estamos a trabalhar para poder impulsionar a economia e a criação do emprego"

Pedro Passos Coelho realçou, numa conferência de imprensa no âmbito da visita à fábrica da Embraer, em Évora, que o Governo fez e está a implementar “reformas que preparam o país para crescer no futuro. Processo que tem vindo a decorrer em bom ritmo” e está a ser aprofundado, nomeadamente ao nível das administrações públicas.
 
E por estar a decorrer a um “bom ritmo”, este é “o momento do investimento”, sublinhou Passos Coelho. “Uma vez que fomos bem-sucedidos é o momento de poder colher alguns frutos e apostar na criação de emprego para que o país possa vir a crescer.”
 
Contudo, para que isto seja possível “é muito importante que se exija capacidade de diálogo, o que o Governo tem mantido”, afirmou.
 
“Todos estamos preocupados em conseguir antecipar a retoma da economia. Os empresários não estão mais preocupados que o Governo”, salientou. “Estamos a trabalhar para poder impulsionar a economia e a criação do emprego”, acrescentou o primeiro-ministro numa conferência de imprensa que se seguiu à visita à fábrica da Embraer em Évora.
 
Comentando as negociações entre o Executivo e os sindicatos, Passos Coelho afirmou que “o Governo tem a mesma atitude nas negociações desde que [estas] se iniciaram”, sendo que o Executivo tem “mostrado capacidade para fazer compromissos” e isso estende-se “da edução à administração pública”, porque “o Governo tem mantido predisposição para flexibilizar.”
 
Passos Coelho admite que as propostas apresentadas pelo Governo possam sofrer alterações no âmbito das negociações desde que se acrescente “ao acordo alguma coisa que seja importante para o país.” Ainda assim, “esperamos que os sindicatos também façam esse esforço” de negociação e flexibilização.
 
Quanto aos professores, que não têm conseguido chegar a acordo com o Ministério da Educação devido ao aumento da carga horária para as 40 horas semanais e à questão da requalificação/mobilidade, Passos Coelho considera que, “nesses dois aspectos, o Governo mostrou uma grande flexibilidade. Não há sectores protegidos”, mas há formas de se implementarem medidas que de alguma forma compensem estas, considera.
 
“O objectivo principal é que estas reformas não deixem nenhum sector de fora. Esperamos que os sindicatos também estejam flexíveis”, acrescentou.
 
No que respeita à Embraer, Passos Coelho salientou a importância do investimento para Portugal, uma vez que “traz uma possibilidade bastante alargada para desenvolver um cluster de aeronáutica em Portugal. Hoje, neste investimento que arrancou há cerca de um ano, temos um conjunto de fornecimentos que está a ser feito por um número alargado de empresas de base portuguesa”, realçando que este é um “valor acrescentado para a indústria e mercado português.”