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19 junho 2013 18h37

Paulo Macedo anuncia estudo alargado sobre efeitos da crise na saúde dos portugueses

"Achamos que, independentemente de estudos sectoriais, temos de fazer um estudo mais alargado sobre o impacto da crise e vamos fazê-lo", declarou aos jornalistas no final de uma visita ao laboratório militar em Lisboa.
 
Paulo Macedo referiu no entanto que estão já a ser concluídos dois estudos mais específicos, um sobre o aumento das taxas moderadoras e outro sobre o impacto da crise na saúde mental.
 
O Observatório Português dos Sistemas de Saúde acusou a tutela de ainda não ter feito um diagnóstico oficial aos efeitos da crise na saúde dos portugueses, no Relatório Primavera 2013 divulgado esta terça-feira.
 
Intitulado "Duas faces da saúde", o documento apresenta os dois mundos que os autores afirmam existir: O "oficial, dos poderes", em que "as coisas vão mais ou menos bem, previsivelmente melhorando a curto prazo, malgrado os cortes orçamentais superiores ao exigido pela troika e a ausência de estratégia de resposta às consequências da crise na saúde da população" e o "da experiência real das pessoas".
 
Para o Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), "são visíveis os efeitos da crise - pouco monitorizados e avaliados - na saúde da população, mas também no sistema de saúde".
 
Governo rejeita críticas

O secretário de Estado Adjunto da Saúde rejeitou esta terça-feira as críticas do Observatório da Saúde sobre a atenção dada ao impacto da crise na saúde, lembrando que o preço dos medicamentos baixou e as isenções das taxas moderadoras foram alargadas.
 
"Não concordo. Na realidade, o Ministério da Saúde tem hoje um conjunto de ferramentas de avaliação e de indicadores de saúde e de comportamento das pessoas face a saúde que anteriormente não existiam", disse o responsável.
 
Para Fernando Leal da Costa, é preciso haver uma separação entre dados objectivos e as dificuldades relatadas por determinados grupos populacionais, como os idosos.
 
"No caso concreto dos idosos não podemos esquecer que houve um esforço (...) e os medicamentos em Portugal estão mais baratos. Porventura nunca estiveram tão baratos como agora", afirmou à agência Lusa o secretário de Estado.