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03 junho 2013 20h15

Poiares Maduro foi vaiado numa conferência mas conseguiu falar

À semelhança do que tem acontecido noutros eventos, Miguel Poiares Maduro foi esta segunda-feira, 3 de Junho, vaiado quando se preparava para fazer um discurso em público. Mas, ao contrário dos colegas do Governo, o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional acabou por conseguir intervir.
 
A agência Lusa descreve que dezenas de manifestações receberam o ministro com protestos e pedidos de demissão à entrada para a conferência que celebra os 125 anos do “Jornal de Notícias”.
 
Os manifestantes empunhavam cartazes, cada um com uma letra, formando a palavra "Demissão". Havia, igualmente, uma faixa onde se lia "A luta continua, outra política e outro governo", conta a agência de notícias.
 
Já quando se preparava para intervir, para fechar a conferência do século e meio da publicação do grupo Controlinveste, Poiares Maduro foi novamente interrompido por vários protestos dentro da sala. Um dos elementos que se manifestava mostrou-se bastante insistente e afirmou, conforme cita a Lusa, que o governante teria pedido a demissão do Governo antes de o integrar.
 
“Não vou entrar em discussão consigo”, respondeu Poiares Maduro do púlpito em que iria discursar, acrescentando que era muito fácil ver os registos do que disse, já que estão “disponíveis”. “E não disse isso”, concluiu, recebendo alguns aplausos por parte de quem assistia.
 
“Assim como tiveram oportunidade [de exprimir a opinião], espero que me permitam exprimir a minha”, lançou o ministro do Governo de Passos Coelho. Depois, além de renovadas palmas, Poiares Maduro conseguiu iniciar o seu discurso.
 
“Em Portugal, quem nasce pobre tem muito menos possibilidades de subir na vida do que noutros Estados europeus”, foi uma das frases que o governante proferiu na sua intervenção.
 
Poiares Maduro conseguiu falar, ao contrário do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, que não fez o seu discurso na conferência "A região metropolitana, a mobilidade e a logística", promovida pela Área Metropolitana de Lisboa, esta segunda-feira.
 
Segundo a Lusa, o secretário de Estado preparava-se para falar quando cerca de duas dezenas de manifestantes da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) se levantou, começou a rir e a gritar: "Queremos o nosso dinheiro, este Governo para a rua". O governante ainda interveio numa tentativa de restabelecer a ordem mas, como o grupo se recusou a terminar o protesto, levantou-se e abandonou a sala.