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03 julho 2013 16h17

Portugueses "assistem a acelerada decomposição do Governo na praça pública"

Arménio Carlos anunciou também, em conferência de imprensa em Lisboa, a convocação de uma "grande concentração" em Belém no sábado, conforme noticiou a Lusa na terça-feira, para pedir a Cavaco Silva que "assuma os seus deveres constitucionais interrompendo, com urgência, o rumo de Portugal para o risco económico e social demitindo o Governo, dissolvendo a Assembleia da República e convocando eleições antecipadas".
 
Para o secretário-geral da CGTP, esta iniciativa "insere-se numa exigência de âmbito nacional" e que assume "claramente a necessidade de parar com uma política que está a provocar o sofrimento, a angústia, a incerteza e a insegurança quer aos trabalhadores, quer ao povo em geral".
 
Arménio Carlos alertou também para a probabilidade de o Governo, aproveitando o período de férias, avançar com novas medidas de austeridade. "O Governo, sabendo que está profundamente fragilizado, pode tentar nas próximas semanas, aproveitando este período de férias, avançar para a aprovação de novas medidas de ataques aos direitos e interesses dos trabalhadores", afirmou.
 
O secretário-geral da Intersindical aproveitou para frisar que o Governo "não tem legitimidade nem credibilidade para legislar sobre qualquer matéria que tenha a ver com os interesses económicos sociais ou laborais em Portugal", acrescentando que o executivo "deve ser entendido já como um Governo de transição para que se criem as condições necessárias para eleições".
 
Comentando a hipótese de cenários de um novo Governo com ou sem apoio parlamentar, Arménio Carlos observou que tal perspectiva só poderá "agravar a situação", acrescentando que existe, neste momento, uma campanha que passa a mensagem de que se o Governo cair será o caos.
 
"Temos outra opinião, a manutenção deste Governo é que vai provocar o caos, maior ainda do que aquele que temos neste momento", adiantou. 
 
Para Arménio Carlos, após a manifestação programada para o próximo sábado, só poderão acontecer uma de duas coisas: "Ou o Presidente da República assume as suas responsabilidades e dissolve a Assembleia da República", convocando eleições, ou a CGTP-IN continuará a lutar pela queda do Governo.