Voltar
21 junho 2013 00h55

Primeiro-ministro grego diz que Governo se mantém mesmo se coligação falhar

"O Governo foi eleito por quatro anos e deve manter-se esse tempo. Faremos isso", disse Antonis Samaras (na foto) numa declaração televisiva após o fracasso das negociações entre os três partidos sobre a crise que surgiu em torno do encerramento da televisão pública, ERT.
 
Samaras sublinhou a necessidade de prosseguir com o Governo e as reformas e voltou a insistir que a Grécia está a começar a sair da crise, tendo já recuperado a confiança dos mercados.
 
A ruptura das negociações foi anunciada pelo líder da esquerda moderada, Fotis Kuvelis, que, porém, não esclareceu se o seu partido abandona o grupo.
 
O presidente do partido social-democrata Pasok, Evángelos Venizelos, reconheceu o fracasso da negociação, mas deu a entender considerar ser melhor permanecer no Governo.
 
"O que é melhor para os trabalhadores da ERT, que se dissolva o Parlamento ou que se renegoceie o tratado da coligação?", questionou Venizelos numa declaração à imprensa, momentos antes de uma reunião de urgência do seu grupo parlamentar.
 
O dirigente convidou mesmo o partido de esquerda, Dimar, a permanecer no Governo e continuar a lutar em conjunto por uma reestruturação das regras da coligação tripartidária.
 
Um abandono do Dimar não faria, obrigatoriamente, cair o executivo já que os conservadores da Nova Democracia e os sociais-democratas do Pasok contam com 153 deputados, dois acima da maioria absoluta.
 
Contudo, o apoio da esquerda moderada permitiu ao Governo uma estabilidade de vital importância durante o actual processo de reformas.
 
Quer Venizelos (Pasok) como Kuvelis (Dimar) responsabilizaram Samaras pelo fracasso ao não aceitar a sua exigência de cumprir a ordem do Supremo Tribunal Administrativo de restabelecer imediatamente o sinal da ERT.