Voltar
03 junho 2013 08h59

Privatização dos CTT atrai menos procura que a da ANA

O Diário Económico noticia que, apesar das demonstrações de interesse chegarem quer do próprio sector quer de grupos financeiros, o Executivo terá menos propostas para avaliar quando for efectivamente lançado o processo de venda. O Governo chegou a receber propostas vinculativas de seis consórcios diferentes pela ANA, o que representa um envolvimento de cerca de duas dezenas de empresas privadas. O plano do Governo é num cenário ideal, vender em bloco 100% da empresa, deitando por terra as intenções de algumas empresas do sector, como o grupo Rangel, de comprar apenas a actividade expresso. O modelo e perímetro da privatização, contudo, será definido pelos assessores financeiros, que deveriam ter sido anunciados esta semana pelo Governo, sendo que segundo o mesmo jornal, o Executivo terá escolhido a CaixaBI e o UBS para a assessoria financeira e a Vieira de Almeida para a assessoria jurídica.
 
Para já haverá o interesse dos Correios do Brasil, sendo que a próxima visita da presidente daquele país, Dilma Rouseff, deve entre outras questões debater os temas das privatizações dos CTT e da TAP. Haverá ainda o interesse demonstrado de dois consórcios portugueses, mas as propostas são não vinculativas.
 
Os CTT, à semelhança da ANA, sempre foram lucrativos. Os resultados de 2012, revelaram um lucro de 50,7 milhões de euros, menos 9% do que no ano anterior.