Voltar
05 maio 2013 21h01

PS diz que Portas desautorizou Passos e que Portugal tem "dois pequenos governos"

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse hoje não concordar com a nova contribuição sobre pensões e adiantou que o Governo vai negociar com a 'troika' para encontrar medidas de redução da despesa do Estado equivalentes.
 
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz do PS, João Ribeiro, considerou que esta declaração do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, é de uma "enorme gravidade" e uma "profunda desautorização do primeiro-ministro", afirmando que Portugal, neste momento, já não tem "um Governo" mas sim "dois governos".
 
"Em menos de 48 horas, depois do primeiro-ministro apresentar medidas, o ministro de Estado vem dizer que não é tudo a valer, que há coisas que são para negociar e que afinal até o Governo negociou mais tempo com a troika, o que é uma declaração absolutamente surpreendente depois de tudo o que ouvimos dizer o primeiro-ministro sobre isto", considerou.
 
Na opinião de João Ribeiro, Portugal não tem um "Governo com uma fusão ou uma coligação de dois partidos", neste momento há "dois governos, dois pequenos governos sem autoridade política".
 
"Compete ao primeiro-ministro avaliar o seu grau de resistência a desautorizações e compete-lhe a ele fazer essa avaliação política", enfatizou.
 
O porta-voz do PS reitera assim que perante "uma crise política" o caminho defendido pelos socialistas é a "renegociação das condições de ajustamento e essa renegociação precisa de um Governo forte, não precisa de um Governo dividido".
 
"A questão essencial é que neste momento não temos um Governo forte, temos dois pequenos governos sem credibilidade política", sublinhou.
 
O presidente centrista e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros deu hoje uma conferência de imprensa na sede do CDS-PP sobre as medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.