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03 maio 2013 20h43

Quem sem se reformar a partir de Janeiro leva maior penalização

Quem se reformar de Janeiro de 2014 em diante arrisca-se a levar um corte na pensão superior ao que estava programado ou, em alternativa, a ter de trabalhar mais tempo, confirmou hoje o primeiro-ministro.
 
O agravamento é devido à alteração da fórmula de cálculo do factor de sustentabilidade que, tal como o Negócios adianta hoje, será agravado.
 
Segundo informações apuradas pelo Negócios, o plano do Governo é abandonar o ano de 2006 como indexante base e usar um ano mais recuado. Recorrendo-se um intervalo de tempo mais largo, os diferenciais de esperança de vida são maiores e os cortes nas pensões ainda mais expressivos. O impacto desta medida no bolso dos pensionistas dependerá do novo ano que o Governo resolver usar como base. Se por exemplo se tomar por referência o ano de 2000, os portugueses que se reformaram em 2013 em vez de uma penalização de 4,78% (como está previsto) teriam sofrido um corte de 12%. Para escapar a estes cortes há a alternativa de trabalhar mais tempo, para lá dos 65 anos de idade legal (é por isso que o "factor de sustentabilidade" é descrito como uma forma indirecta de aumentar a idade da reforma).
 
Segundo Pedro Passos Coelho, o factor de sustentabilidade passará a levar também em linha de conta a "massa salarial total da economia".