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29 maio 2013 13h22

Rede eléctrica na região Oeste terá investimento de 135 milhões

O Governo prepara-se para lançar o reforço da rede de distribuição de electricidade na região Oeste do país, para beneficiar concelhos que “tiveram um nível de qualidade de serviço inferior à média nacional”, revelou o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, durante uma conferência promovida em Lisboa pela Adene – Agência para a Energia.
 
“É um investimento que vai rondar os 135 milhões de euros e que estará operacional em 2015”, explicou Artur Trindade, dois dias depois de o Governo ter revelado um outro investimento, da ordem dos 85 milhões de euros, no reforço da rede de gás natural na região Norte do País, através do lançamento de um concurso para 26 licenças de distribuição local de gás.
 
Sobre o projecto de melhoria da rede eléctrica na região Oeste, que nos últimos anos foi afectada por intempéries que danificaram as infra-estruturas existentes, o secretário de Estado da Energia lembrou que “a rede está deficiente”.
 
Segundo Artur Trindade, o esforço de 135 milhões de euros, que acabará por se reflectir nos custos gerais do sistema eléctrico e, por conseguinte, nas tarifas pagas por todos os consumidores, é justificado. “Uma rede má é um prejuízo para o sistema eléctrico”, considera o secretário de Estado da Energia, notando que atrás de uma rede deficiente vêm problemas para a actividade económica, além dos impactos directos na qualidade de fornecimento às famílias.
 
“Não podemos pensar que baixamos os custos da energia piorando a qualidade de serviço”, defendeu Artur Trindade. O objectivo do Governo, realçou, é que “não haja assimetrias na qualidade de serviço no País”.
 
Hospitais públicos vão avançar com projectos de eficiência energética
 
Artur Trindade assistiu ainda, na conferência desta quarta-feira da Adene, à assinatura de um protocolo no âmbito da campanha para a liberalização das tarifas. A iniciativa da Adene prevê ainda um acordo entre o Ministério da Economia e o Ministério da Saúde para a implementação de projectos ao abrigo do programa Eco.AP, que visa promover a eficiência energética na Administração Pública.
 
Ao nível da Saúde, esse programa prevê a contratualização, entre vários hospitais públicos e empresas de serviços de energia (ESE), de projectos de eficiência energética, num modelo através do qual sejam conseguidos investimentos que permitam gerar poupanças de energia, cujos ganhos, ao longo dos próximos anos, serão utilizados para pagar esses mesmos investimentos, sem onerar o Estado.
 
“O programa Eco.AP é útil, beneficia a eficiência energética e beneficia a despesa pública e os contribuintes portugueses”, declarou Artur Trindade. “Não se trata de fazer nenhuma PPP, trata-se de trazer para o sector público as melhores práticas que existem no sector privado”, acrescentou.