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25 abril 2013 12h24

Rehn defende que Europa já está a reduzir o ritmo de consolidação orçamental

“O ritmo de ajustamento orçamental deve ter em conta a situação económica específica de cada país”. As palavras são do comissão europeu Olli Rehn em Bruxelas, no mesmo dia em que a eurodeputada Elisa Ferreira pediu ao responsável para aprender a dizer "basta" à austeridade.
 
“Nós encorajamos o equilíbrio das finanças públicas através de uma política orçamental consistente em que se reduza os défices estruturais no médio prazo, e não com cortes abruptos em primeiro lugar”, disse Rehn numa conferência em Bruxelas, citado pela agência Bloomberg.
 
Para o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, a Europa não está apenas focada na austeridade e tem vindo a abrandar a obrigatoriedade de ajustamento.
 
“O ritmo da consolidação orçamental já está a ser mais lento na Europa”, afirmou, segundo a Bloomberg. Este é um ritmo que Rehn defende que se verifica já desde o início de 2012, ano em que se flexibilizaram as reduções de défices exigidas a países como Portugal e Espanha. E só não aconteceu antes porque a Grécia estava próxima de uma falência.
 
Os governos da Zona Euro vão reduzir 0,75 pontos percentuais dos défices estruturais (diferença entre receitas e despesas, sem quaisquer efeitos temporários e de conjuntura) em 2013, quando era exigido 1,5 pontos percentuais no ano passado, referiu Rehn como exemplo desta política de abrandamento nas exigências relativas à consolidação orçamental.
 
A questão da austeridade já causou polémica esta semana, depois de Durão Barroso ter dito que este excessivo controlo orçamental tinha atingido o "limite". A Comissão Europeia viu-se obrigada a emitir um comunicado em que dizia o que "realmente" tinha sido dito pelo presidente, de forma a clarificar o discurso.