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26 abril 2013 13h29

REN assina contrato para financiamento chinês de 400 milhões na segunda-feira

A formalização do contrato, que decorre no Centro Cultural de Belém, às 11:30, contará com a presença da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, e do secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, em representação do Governo português.
 
Do banco chinês, o mesmo que fechou acordo de financiamento com a EDP, estará presente Liu Zhenxi, diretor geral do departamento de grandes clientes corporate, e da State Grid, o director do departamento internacional de cooperação, Cheng Mengrong.
 
A empresa liderada por Rui Cartaxo anunciou em Outubro um financiamento de 800 milhões de euros com o China Development Bank, um dos compromissos assumidos pela empresa chinesa State Grid aquando da aquisição de 25% do capital da gestora das redes energéticas nacionais.
O empréstimo é composto por duas parcelas de 400 milhões de euros, com maturidades e objectivos distintos.
Uma das partes, com maturidade de oito anos, a contar da data da primeira utilização, terá um 'spread' (margem de lucro do banco) de 4,7% ao ano, acrescida da Euribor a seis meses, destina-se ao refinanciamento da dívida financeira da REN.
 
Por seu lado, a segunda parcela será aplicada em investimentos respeitantes a projectos de infra-estruturas de electricidade e de gás natural, no montante de 400 milhões de euros, com maturidade de 12 anos a contar da data da primeira utilização e um 'spread' de 4,9% ao ano, acrescida da Euribor a 6 meses.
 
A chinesa State Grid concorreu à aquisição de uma participação pública de 25% na REN, no âmbito da privatização da empresa, com o compromisso de conceder créditos à gestora das redes energéticas no valor de 1.000 milhões de euros para financiar investimentos e necessidades de refinanciamento.
 
Do pacote de financiamento negociado de 1.000 milhões, a REN fica ainda com 200 milhões de euros para novos projectos a identificar, segundo adiantou à Lusa o responsável financeiro Gonçalo Morais Soares.
 
Em Julho, a mesma instituição financeira chinesa aprovou um empréstimo à EDP no valor de 1.000 milhões de euros, com maturidade de cinco anos e uma taxa de 4,80% acima da Euribor a seis meses, que também resultou da privatização da eléctrica nacional.
 
Em maio, os chineses da State Grid e aos árabes da Oman Oil Company adquiriram 40% do capital da REN, o que permitiu ao Estado um encaixe de 592,21 milhões de euros.
 
Após esta fase de privatização, o Estado fica ainda na posse de 11,1% dos títulos da REN, que o Governo pretende dispersar em bolsa, quando as condições de mercado melhorarem.