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02 maio 2013 18h30

Rompuy: Portugal deve consolidar contas sem perder de vista crescimento e emprego

"Manter o rumo é essencial (...) A consolidação fiscal deve ser feita de maneira gradual mas firme. Os défices excessivos devem ser contidos, mas essa é uma tarefa que claramente não pode ser feita de um dia para o outro", afirmou van Rompuy numa declaração aos jornalistas, no final de uma reunião com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e antes de um almoço em conjunto.
 
O responsável europeu disse que o encontro com Passos Coelho serviu para falar das "perspectivas económicas" de Portugal e da Zona Euro, preparar os conselhos europeus de maio e Junho e discutir "assuntos importantes" tais como a energia e o combate à fraude e evasão fiscal.
 
Herman van Rompuy destacou que "numa altura de crise" o combate à fraude e evasão fiscal ganha especial importância, já que os "sacrifícios devem ser repartidos de forma igual" e que "todas as pessoas e todas as empresas devem contribuir para o esforço comum."
 
"É uma questão de justiça social e acredito que está na hora de, em conjunto, alcançarmos progressos concretos em matérias tais como a troça automática de informações" para combater esse flagelo em toda a Europa, afirmou.
 
"Estamos a falar de milhares de milhões de euros que estão em causa".
 
O presidente do conselho europeu destacou, por outro lado, os "progressos significativos" alcançados por Portugal nos últimos dois anos e que garantem ao país credibilidade junto dos seus parceiros europeus e também levaram a um aumento "gradual" da confiança por parte dos investidores.
 
Nesse âmbito, van Rompuy destacou especialmente a "rápida descida dos défices externos" graças ao "aumento significativo" das exportações, os "progressos visíveis na redução do défice" e os "ganhos importantes" alcançados ao nível da completividade.
 
O responsável europeu disse ter a "perfeita noção" de que esses esforços ainda não se traduziram em crescimento e emprego. Nesse sentido Herman van Rompuy salientou a importância de avançar e intensificar as reformas estruturais, particularmente "aquelas que facilitem o investimento por parte de empresas e criem emprego".
 
 "É [também] preciso implementar urgentemente medidas para reanimar o crescimento e combater o desemprego a curto prazo- não só em Portugal como em outros países que sofrem de altos níveis de desemprego", acrescentou van Rompuy.
 
O responsável adiantou que no conselho europeu vai apresentar "medidas concretas" nesse sentido, sendo outra prioridade "encorajar o Banco Europeu de Investimento" a acelerar as ajudas de forma a colmatar a "falta de crédito, que é um das principais problemas".
 
A nível europeu, van Rompuy destacou que a "conclusão da união bancária" apresenta-se como "principal prioridade", que o mecanismo do supervisor único "já está na fase final" e que o mecanismo de resolução pode ser feito dentro do tratado actual.