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19 abril 2013 17h13

SATA fica sem obrigação de voar para a Terceira, Faial, Horta e Pico nos sete dias de greve

Em comunicado, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, que integrou uma plataforma sindical, indicou que foi recebido pela administração da SATA em Ponta Delgada e que “após mais de quatros horas de reunião, os responsáveis de ambos os lados não chegaram a qualquer entendimento e as paralisações previstas para os trabalhadores da SATA Air Açores e da SATA Internacional, durante os dias 23, 24 e 25 de Abril e 2, 3 e 4 de Maio, irão mesmo realizar-se”.
 
Partindo do pressuposto que não estão previstas outras greves, o CES considera que as ilhas açorianas “manterão um certo nível de ligações ao Continente”. É considerado que a TAP assegura voos para a Terceira,Faial, Pico e Horta. Desta forma, “a greve da SATA não afectará de forma drástica as ligações a estas três gateways”.
 
O Tribunal Arbitral decidiu então que no dia 23 serão realizados os voos Lisboa-Faial/Horta e o Faial/Horta-Lisboa e o Lisboa-São Miguel/ponta Delgadae São Miguel Ponta Delgada-Lisboa.
 
No dia 24 de Abril, a decisão recai para a realização dos mesmos voos do dia anterior. Já no dia 25 de Abril terão que ser efectuados os voos Lisboa-Ponta Delgada/São Miguel e Ponta Delgada/ São Miguel – Lisboa.
 
No dia 2 de Abril, os voos qie terão que ser realizados é os dois que ligam Lisboa e Ponta Delgada/São Miguel e o que Liga Ponta Delgada a Boston. O mesmo ocorrerá no dia 3 de Abril.
 
Já no dia 4 de Abril são apenas obrigatórios os dois voos que ligam Lisboa a Ponta-Delgada/São Miguel.
 
A greve foi convocada pela não aplicação na SATA do acordo que os sindicatos assinaram com a administração da TAP com o objectivo de evitar os cortes salariais médios de 5% previstos no Orçamento do Estado.
 
O Governo dos Açores, que tutela a SATA, tem reiterado que no caso da companhia aérea açoriana, só seria possível evitar esses cortes violando a lei do Orçamento do Estado, recusando dar indicações à empresa para cometer uma "ilegalidade".
 
Recorde-se que os 12 sindicatos da aviação haviam acordado cancelar a greve na altura da Páscoa, com a garantia que o Governo açoriano iria aplicar o mesmo acordo na companhia dos Açores