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26 junho 2013 17h42

Seguro acusa o Governo de ter "compreensão lenta"

Passos Coelho enfatizou a posição excedentária de Portugal em termos de capacidade de financiamento externo, o que indignou Seguro. “É fantástico, fantástico. O País a viver uma tragédia social e o primeiro-ministro e a maioria a louvarem-se a si próprios”, acusou. O líder socialista lançou críticas à evolução do défice e acusou o primeiro-ministro de não ouvir as confederações patronais nem os sindicatos.
 
O primeiro-ministro respondeu de forma dura. “Não governo a olhar para sondagens nem para o aplauso das associações patronais, nem dos sindicatos, nem da bancada do PS”, afirmou. Passos aproveitou ainda para lançar críticas a Seguro. “Não funciono como um cata-vento. Não ando todos os dias a prometer incoerências e o seu contraditório”, acusou.
 
Para Seguro, Passos evidenciou “desespero” nesta resposta. “Volta a dar outra machadada no diálogo político e no consenso político com o PS”, lamentou Seguro. Mas o líder socialista acusou o primeiro-ministro de “o contributo dos trabalhadores e empresários portugueses”, algo que classificou de “inaceitável”.
 
Rejeitando participar no corte de 4,7 mil milhões que o Governo quer levar a cabo, Seguro lançou uma acusação. “Só um Governo como o seu, de compreensão lenta, é que não compreende o que se está a passar de trágico no nosso País”, sublinhou.