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21 junho 2013 14h54

Seguro leva a votação parlamentar passagem de dívidas vencidas do Estado para a CGD

As dívidas com mais de 90 dias que o Estado tem a pequenas e médias empresas devem passar para a Caixa Geral de Depósitos. As empresas vão levantar essas dívidas ao banco público e, assim, o Estado fica devedor daquela instituição, em vez de dever às referidas empresas. Esta é uma das dez propostas de promoção do emprego que o Partido Socialista levará a votação na próxima quinta-feira no Parlamento.
 
A diminuição do imposto pago pelas companhias que reinvestem os seus lucros na própria empresa é outra das propostas anunciadas esta sexta-feira, 21 de Junho, por António José Seguro no discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PS. As propostas serão levadas para discussão e votação no agendamento potestativo levado a cabo pelo partido na quinta-feira.
 
Nesse dia, o maior partido da oposição voltará a propor a redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) para o sector da restauração, actualmente em 23%, para 13%. Esta proposta foi chumbada esta semana.
 
Uma legislação para não penalizar os sócios de pequenas e médias empresas que colocam o seu dinheiro próprio nas empresas, com a equiparação de juros, e o apoio ao financiamento colaborativo (o chamado “crowfunding) são outros pontos que o PS acredita que podem vir a promover o emprego, razão pela qual os levará ao Parlamento.
 
Seguro apontou linhas para o combate ao desemprego, já que foi nele que centrou o discurso desta sexta-feira. O secretário-geral dos socialistas aproveitou a data, em que se celebram dois anos desde a tomada de posse do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, para dizer que todos os portugueses, “de bom-senso”, concluem que o País está pior do que o que estava há dois anos.
 
“Dois anos que parecem dois séculos”, afirmou o líder socialista, referindo-se aos “sacrifícios, exigências, sofrimento e dor” que os portugueses têm enfrentado, na sua opinião.
O Governo “fez tudo ao contrário”, declarou António José Seguro. “As pessoas estão ao serviço das finanças públicas. O correcto era pôr as finanças públicas ao serviço das pessoas”.