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08 julho 2013 13h24

Seguro: "Portugal precisa de um novo Governo" legitimado por eleições

“Este Governo falhou. O mal está feito. Foram dois anos perdidos e Portugal não pode perder mais dois anos. O país precisa de ser dotado de um novo Governo”, mas não é qualquer “novo Governo” é um que tenha “uma nova política”, afirmou o líder do PS numa conferência de imprensa que marcou encerramento da conferência "Competitividade e coesão na Zona Euro", organizada pela Aliança Progressista Socialista e Social Democrata do Parlamento Europeu.
 
“A austeridade aumentou o desemprego para quase 1 milhão” de portugueses, levou a que a “economia entrasse numa espiral recessiva. Precisamos de sair desta crise”, sublinhou.
 
Seguro considera “inevitável” que haja um “novo Governo” e que só deverá surgir depois de eleições. “Eleições é o instrumento para que o Governo tenha legitimidade”, sublinhou. “Precisamos de um Governo que tenha o país atrás de si”, que seja “confiável e que o que esteja a fazer é o que promete nas eleições”, ao contrário do actual que “prometeu uma coisa e fez outra.”
 
Esta deverá ser a posição defendida pelo líder do PS no encontro que terá com Cavaco Silva. O Presidente da República vai receber todos os partidos com assento parlamentar entre hoje e amanhã, depois da demissão de Paulo Portas ter aberto uma crise política. No final da semana PSD e CDS chegaram a um acordo, que eleva para vice-primeiro-ministro Paulo Portas com a responsabilidade de coordenação económica, negociar com a troika e a reforma do Estado.
 
Contudo, Cavaco Silva terá de dar o aval a esta proposta, sendo que o Presidente da República só se deverá pronunciar depois de ouvir todos os partidos.
 
Questionado sobre a possibilidade de um Governo de Bloco Central, ou seja que coligue PS e PSD, Seguro apenas afirmou que o país precisa de um “Governo coeso, competente e confiável e que prepare o futuro dos portugueses.”
 
Os jornalistas perguntaram ainda qual a interpretação que o líder do PS fazia dos aplausos com que Passos Coelho e Cavaco Silva foram recebidos na primeira missa do novo patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, no Mosteiro dos Jerónimos. Seguro apenas respondeu: “Essa pergunta deve ser dirigida às pessoas que aplaudiram. Portugal é uma democracia e os portugueses são livres de se manifestarem.”
 
O austríaco Hannes Swoboda, líder do Grupo Parlamentar da Aliança Progressista Socialista e Social Democrata, também estava presente na conferência de imprensa, tendo recusado imiscuir-se na vida política nacional. Contudo ainda afirmou que “é óbvio que este Governo vai ser muito frágil” e, se tem confiança na sua política “deve ir a eleições”, defendendo que as eleições antecipadas podem ajudar a serenar os ânimos.