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24 junho 2013 13h58

Sindicatos admitem alterações na mobilidade geográfica de professores após reunião com Governo

Em declarações à agência Lusa, a presidente do Sindicato Independente de Professores e Educadores, Júlia Azevedo, afirmou que foi agendada uma nova reunião para as 16:30, no Ministério.
 
Depois de uma reunião com o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, foi discutida a requalificação profissional, o alargamento do horário de trabalho e a mobilidade geográfica, questão que poderá levar à "cedência de ambas as partes", segundo Júlia Azevedo.
 
No caso dos professores, a mobilidade geográfica pode significar uma colocação a 200 quilómetros de casa, enquanto para os restantes funcionários públicos não pode ser superior a 60 quilómetros, sem o consentimento do trabalhador.
 
Outro dos assuntos que esteve em cima da mesa negocial foi o recente despacho da organização do ano lectivo, que veio retirar duas horas aos directores de turma de componente lectiva para a não lectiva, contou Júlia Azevedo.
 
Texto escrito na reunião da tarde
 
À saída da reunião no Ministério da Educação com o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, Mário Nogueira afirmou que regressaria às 16:30 para prosseguir as negociações.
 
Sem querer falar em alterações, Nogueira disse que na reunião da manhã foram discutidas possibilidades de alteração da mobilidade interna e do despacho de organização do ano lectivo. Apenas às 16:30 poderá "haver um texto escrito", disse.
 
O dirigente sindical entende que só então será possível perceber se a greve dos professores às avaliações, que começou a 07 de Junho, se mantém e se poderá mesmo ser alargada até 05 de Julho.
 
Segundo Mário Nogueira, o ministério disse ainda que vai entregar na terça-feira o registo escrito da polémica reunião que antecedeu a greve ao primeiro dia de exames nacionais do Ensino Secundário.
 
O secretário-geral da Fenprof acrescentou que já foi entregue um documento para que no prazo de 10 dias seja entregue a gravação da reunião.
 
Aos jornalistas, disse que a Fenprof vai ter a gravação da reunião "de forma mais serena ou através de uma intimação do tribunal".
 
Os sindicatos vão reunir-se informalmente antes da reunião no Ministério, para apresentar uma posição concertada.