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21 junho 2013 12h26

Subidas do BCP e PT levam bolsa a recuperar da queda de ontem

A bolsa nacional continua a negociar em alta depois de esta quinta-feira ter recuado 3,41%, sentimento partilhado pelas congéneres europeias que registaram ontem a pior sessão desde 2011.
 
Ben Bernake revelou ao final da tarde de quarta-feira que a Reserva Federal norte-americana poderá começar a reduzir os estímulos económicos antes do final do ano, o que levou os mercados accionistas a afundar na sessão de quinta-feira.
 
O PSI-20 soma 0,44% para 5.672,07 pontos, com 14 cotadas em alta e seis em baixa. O Banco Comercial Português (BCP) e a Portugal Telecom (PT) lideram os ganhos na bolsa e são as cotadas que mais impulsionam o índice.
 
O banco de Nuno Amado avança 2,15% para 0,095 euros. Também o restante sector bancário acompanha a valorização do BCP. O BES aprecia 1,07% para 0,662 euros e o BPI soma 1,30% para 0,932 euros.
 
A PT avança 1,49% para 3,065 euros. Esta manhã a operadora portuguesa comunicou ao mercado que concluiu a operação de venda da participação que detinha na operadora macaense CMT. A venda tinha sido acordada em Janeiro com os chineses da Citic Telecom e o encaixe vai permitir reduzir o endividamento e reforçar a flexibilidade financeira.
 
Contrariamente, a Zon é a cotada que mais pressiona o PSI-20. A Autoridade da Concorrência deve avançar com uma investigação aprofundada à fusão entre a Zon e Optimus, que se pode arrastar até meados de Outubro e prolongar a conclusão do negócio. Os analistas apontavam que este atraso poderia penalizar as acções da empresa liderada por Rodrigo Costa e é o que está já a acontecer. A Zon desvaloriza 1,15% para 3,794 euros.
 
Na Europa, os principais índices bolsistas negoceiam também em terreno positivo, com excepção da Grécia que desvaloriza mais de 2%.
 
Ao final do dia de ontem a imprensa internacional noticiava que o Fundo Monetário Internacional preparava-se para suspender as ajudas financeiras à Grécia no final do próximo mês, caso as autoridades das Zona Euro continuem a recusar o prolongamento da maturidade das obrigações gregas.
 
As maiores subidas observam-se no FTSE e no MIBTEL, a somarem 1,17% e 0,71%, respectivamente.
 
A impulsionar a subida dos principais índices bolsistas do velho continente está a descida acentuada das taxas de juro do mercado interbancário chinês.