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11 abril 2023 09h20

O que são e como funcionam os Hedge Funds?

O que são e como funcionam os Hedge Funds?
 
 
 
Um Hedge Fund oferece aos investidores com elevada capacidade financeira, oportunidades únicas de valorizar o património, beneficiar com as subidas e descidas dos mercados, assumir posições agressivas e confiar o portfolio a alguns dos gestores mais experientes do mundo. Afinal, o que são exatamente Hedge Funds, quem pode investir e quais as vantagens  - e riscos – a que deve prestar atenção?

 
 
O que são Hedge Funds?
 
 
Na sua essência, os Hedge Funds funcionam como qualquer outro fundo: o capital angariado aos investidores é investido na compra de ativos com vista à valorização num determinado período de tempo. A grande diferença é que, ao contrário do que acontece em fundos mútuos ou ETF negociados abertamente em bolsa, os Hedge Funds são fundos fechados. Ou seja, são controlados por um conjunto limitado de gestores e só os investidores com um mínimo de capital – que pode ir dos 100 mil a milhões de euros – podem investir. A equipa de gestão é responsável por todas as decisões do fundo, da escolha das posições assumidas à definição da estratégia e grau de risco, e o principal objetivo é a valorização agressiva do património. 
 
Esta diferença significa que os gestores de Hedge Funds não estão sujeitos às mesmas limitações e regulações dos restantes fundos. Os gestores podem comprar ativos nos quais outros fundos não podem investir, como imóveis, dívida, arte e moeda. Os Hedge Funds são assim considerados investimentos de elevado risco e retorno potencial. 

 
 
Quais são as vantagens e riscos dos Hedge Funds?
 
 
Entre as principais vantagens do investimento em Hedge Funds, destaca-se o facto de poderem investir numa grande variedade de ativos, com uma gestão profissional que comparte dos retornos obtidos (na forma de comissões de desempenho) e por isso tem um incentivo adicional ao bom desempenho do fundo. Assim, estes fundos podem conseguir retornos com o mercado de ações ou de obrigações, imobiliário ou metais preciosos, seja em ascensão ou em queda, com estratégias personalizadas. Quando integrado num portfólio diversificado, o investimento em Hedge Funds pode reduzir riscos e equilibrar a carteira dos investidores. 
 
 
No entanto, os Hedge Funds não são recomendados a quem tem aversão ao risco ou não compreende totalmente o funcionamento dos mercados financeiros. Aliás, os deveres de informação aos participantes e aos mercados são menos exigentes, ao ponto de ser possível que o investidor desconheça a carteira de investimentos de determinado fundo. 
 
 
Há ainda a considerar o facto de o investidor não poder "entrar” ou "sair” destes fundos quando quiser. O investimento envolve um período de lock-up (bloqueio), no qual não é possível resgatar ou vender ações. Isto significa que há o risco de ter de esperar (por vezes, anos) ou de ter custos adicionais para transformar um instrumento financeiro em liquidez. Por fim, é importante ter em conta o risco de perder o montante investido, de forma parcial ou total. 

 
 
Quais os cuidados a ter ao investir em Hedge Funds?
 
 
Se está a ponderar investir em Hedge Funds, há alguns fatores que deve ter em conta antes de dar o primeiro passo. Em primeiro lugar, deve ter um nível importante de capital para investir. De seguida, certifique-se de compreender com precisão e clareza os riscos envolvidos, para garantir que são adequados aos seus objetivos de investimento, horizontes temporais e tolerância ao risco. Para isso, deve contar com gestores de Hedge Funds devidamente qualificados, com um bom histórico de rentabilidade. 
 
 
É também importante conhecer as taxas associadas, uma vez que podem ter um impacto significativo no retorno. Verifique também se o período de bloqueio é compatível com as suas expectativas. Por fim, não hesite em fazer todas as questões que necessitar. Procure conhecer a equipa de gestão e colocar questões sobre a estratégia, tipos de ativos e horizonte temporal. 

 
 
Que alternativas existem aos Hedge Funds?
 
 
Os Hedge Funds podem não ser convidativos para investidores com um perfil de risco mais moderado. Neste caso, podem ser considerados fundos de investimento mais convencionais como os Exchange Traded Funds (ETF) que podem ser negociados em bolsa, da mesma forma que se investe em ações de uma empresa. Além disso, os riscos são menores e mais fáceis de prever, uma vez que se limitam às variações de mercado. 
 
 
Há ainda a ponderar os Fundos de Ações, Obrigações e Mistos que, apesar de serem um pouco mais arriscados, envolvem maior probabilidade de retorno. Aqui a chave é investir a longo prazo, para amortecer o impacto de oscilações breves do mercado. Especificamente no que diz respeito aos fundos de obrigações, a probabilidade de perda é ainda menor. 

 
 
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