Notícias Jornal de Negócios

12 set 2026 21h00
O presidente da CCP, Gustavo Paulo Duarte, não tem dúvidas de que "o pior inimigo do salário médio é o decreto do salário mínimo"."Não é dizer às empresas que o salário mínimo nacional passa para X. É obrigar as empresas a não pagarem o salário mínimo nacional - este é que é o desafio", defende Gustavo Paulo Duarte, em entrevista ao Negócios e à Antena 1.O novo líder da CCP chama a atenção que "quando se sobe o salário mínimo nacional está-se a comprimir todos os outros trabalhadores", dado que as empresas, ao serem forçadas, por decreto, a aumentar quem o recebe, ficam sem margem para distribuir esse dinheiro pelos demais."A grande maioria dos trabalhadores em Portugal está a sentir-se cada vez mais pressionada e cada vez mais desmotivada, porque estão cada vez mais longe daquilo que são as suas ambições pessoais e profissionais. Por decreto, estamos a ajudar quem não merece".O acordo tripartido para 2025-2028 prevê aumentos graduais de 50 euros por ano, até 1.020 euros, pelo que, no próximo ano, o salário mínimo nacional deve subir para 970 euros.
1 min leitura
12 set 2026 15h24
Donald Trump afirmou este sábado que gostaria de ver a Irlanda do Norte, atualmente parte do Reino Unido, unificar-se com a República da Irlanda, durante uma visita a Dublin."Não quero causar problemas, mas adoraria vê-la unificada", disse o Presidente norte-americano aos jornalistas, após um encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin. Trump acrescentou que acredita que a unificação "vai acontecer eventualmente" e considerou que seria "uma coisa fantástica".As declarações surgem poucas semanas depois de o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ter afirmado que não haverá um novo referendo sobre a reunificação enquanto não existir apoio maioritário da população da Irlanda do Norte.Questionado sobre as declarações de Trump, um porta-voz de Downing Street afirmou este sábado que a posição de Burnham sobre a questão permanece inalterada, refere a imprensa internacional. Recorde-se que o Acordo de Sexta-Feira Santa - ou Acordo e Belfast - assinado em 1998, pôs fim a três décadas de violência entre nacionalistas irlandeses, favoráveis à reunificação da ilha, e unionistas, que defendem a permanência da Irlanda do Norte no Reino Unido.As declarações de Trump provocaram críticas do Partido Democrático Unionista (DUP), a maior força unionista da Irlanda do Norte. O líder do partido, Gavin Robinson, rejeitou a previsão de Trump de que a unificação acabará por acontecer e defendeu que o futuro constitucional da Irlanda do Norte deve ser decidido pela sua população.
1 min leitura
12 set 2026 15h03
O secretário-geral do PS propôs hoje várias reformas do poder local, entre as quais, uma fatia das receitas renováveis para os municípios e uma nova lei eleitoral autárquica que assegure mais estabilidade aos executivos municipais.José Luís Carneiro, que discursava na Convenção Autárquica Nacional do PS, que decorreu em Leiria, defendeu uma maior autonomia para os municípios, considerando que, no âmbito de uma nova lei de finanças locais, Portugal deve aproximar-se progressivamente da média europeia na "participação dos poderes locais nas receitas do Estado"."E assumimos uma ideia muito concreta: os municípios devem participar mais nas receitas geradas também pelas energias renováveis. O esforço do país em diminuir a sua dependência dos combustíveis fósseis está bem patente naquilo que é hoje o custo com os combustíveis", salientou.No âmbito desse esforço, os municípios que "têm o ónus com essa exploração de energia sustentável para o futuro" devem receber um contributo nas suas receitas.Durante a intervenção, o líder socialista defendeu uma nova lei eleitoral autárquica, que reforce as atribuições das assembleias municipais, mas que, ao mesmo tempo, garanta estabilidade aos executivos municipais.Essa nova lei deve valorizar "a pluralidade política das assembleias municipais, mas, simultaneamente", assegurar que os executivos municipais têm "maior eficácia nas respostas às necessidades das populações"."Não podemos permitir que a heterogeneidade, por vezes complexa, bloqueie a ação do executivo", referiu.O líder socialista defendeu que será necessário aproximar o modelo municipal do modelo que já existe nos executivos das juntas de freguesia, para uma maior estabilidade, garantindo, também, que as assembleias municipais tenham meios e recursos para escrutinar e fiscalizar as Câmaras.O secretário-geral do PS salientou ainda a importância de um novo Estatuto dos Eleitos Locais, "que clarifique os regimes de exercício de funções, incompatibilidades e impedimentos", "que reforce as garantias institucionais dos eleitos" e que dê "maior segurança jurídica a quem decide todos os dias"."Não podemos pedir mais responsabilidade aos autarcas sem lhes dar condições adequadas para o exercício das suas funções", defendeu.
1 min leitura
12 set 2026 14h00
O Governo mantém a expectativa de receber, no próximo mês, o primeiro desembolso dos empréstimos europeus para despesa militar, ainda que até aqui o país não tenha assinado o acordo de financiamento do mecanismo Ação de Segurança para a Europa (SAFE). O calendário de investimentos de Portugal, recorde-se, prevê que os pagamentos a fornecedores -  incluindo pela compra de três novas fragatas já anunciada - tenha início ainda neste ano."De momento é previsível que o primeiro desembolso pela União Europeia possa ocorrer em outubro", indica o Ministério da Defesa em resposta ao Negócios, reiterando . Então, o ministério de Nuno Melo apontava para a assinatura do acordo de financiamento de 5.841 milhões de euros a Portugal "até setembro de 2026", algo que até aqui não aconteceu.Questionado sobre eventuais demoras no processo, o ministério esclareceu que "está presentemente em curso o processo interno ao Estado Português que permitirá a assinatura do Acordo de Empréstimo pelos Ministro de Estado e das Finanças, e Ministro da Defesa". Já ao Expresso, na última sexta-feira, foi dada a indicação de quo.Além disso, o acordo terá de passar pela fiscalização do Tribunal de Contas, refere o Ministério da Defesa na resposta ao Negócios. "Subsequentemente [à assinatura] será submetido ao escrutínio do Tribunal de Contas, para obtenção do visto prévio, após o que entrará em vigência", indica, defendendo, apesar de tudo, que "não se identificam atrasos no processo".Foi há um ano, em setembro de 2025, que os Estados-membros que manifestaram interesse em recorrer ao SAFE ficaram a saber qual o valor a que poderiam ter direito no valor global de 150 mil milhões de euros que será disponibilizado. Previa-se, então, que o dinheiro começasse a chegar aos países no início de 2026, o que não se verificou. A Polónia foi o primeiro país a receber parte das suas verbas, no final de maio passado (6,6 mil milhões de euros). Também Chipre (177,2 milhões), Lituânia (956,3 milhões), Grécia (118,2 milhões), Estónia (351,6 milhões), Bulgária (489,3 milhões), Letónia (524,7 milhões) e Roménia (2,5 mil milhões) já receberam a sua parte pré-financiamento após terem firmado os acordos de empréstimo.As regras de pré-financiamento permitem receber 15% do empréstimo após a assinatura dos acordos, que serão acompanhados também de um acordo de operacionalização no qual serão fixados o calendário de desembolsos mas também as metas e requisitos a atingir antes de cada pagamento de acordo com os planos de investimento que cada Estado-membro apresentou. No caso de Portugal, tem a receber 876 milhões no primeiro pagamento. Embora o valor destes empréstimos só vá ter impacto no saldo em contas nacionais após a entrega dos equipamentos - que, no caso da compra de três fragatas a Itália já anunciada pelo Governo, ocorrerá entre 2029 e 2030 -, as verbas terão de ser mobilizadas antes. O momento previsto de pagamento a fornecedores destes e restantes equipamentos decorre, "de acordo com o calendário SAFE, entre 2026 e 2030", segundo esclarecimentos anteriores ao Negócios. Ou seja, os pagamentos terão início ainda neste ano. Se só já no final da atual legislatura, ou depois dela, começará a ser reconhecida esta despesa, será ainda mais tarde que os custos do financiamento europeu começarão a pesar nas contas nacionais. Com uma maturidade de 45 anos, o crédito terá um prazo de carência de dez anos, o que coloca a necessidade de reembolsar a Comissão Europeia após meados da próxima década (período para o qual se prevê também o início de um maior agravamento de custos com pensões, que terá o seu pico em 2046, segundo as projeções mais recentes do Ministério das Finanças incluídas no relatório europeu Ageing Report).Mas, até aqui, o Governo não deu a conhecer o faseamento esperado dos encargos nem estimativas de pressão adicional esperadas com o reforço da despesa militar (que acabarão por ter de ser integradas no planeamento orçamental de médio prazo). Tal como já tinha referido no Parlamento, o Ministério da Defesa referiu recentemente ao Expressode euros entre pagamento de capital e juros, mas que desconta a inflação anual esperada no período, de 2%. Questionado sobre valores nominais desta estimativa do Governo, o ministério não respondeu ao Negócios.Os custos para Portugal, recorde-se, vão depender daqueles a que se vier a financiar a Comissão Europeia nas emissões de dívida através das quais fará o pagamento aos Estados-membros. Dependerão ainda do período de maturidade do empréstimo, sendo que o Governo vai optar pelo prazo máximo de 45 anos permitido no regulamento do SAFE. "A determinação dos encargos, depende da taxa de juro aplicável, só conhecida no semestre anterior ao desembolso, e dos parâmetros do empréstimo SAFE, em particular, período de carência, maturidade, [que] são definidos pelo Ministério das Finanças", reforça o Ministério da Defesa, afirmando ainda que "neste momento, qualquer valor de impacto dos juros não passa de mera especulação".
3 min leitura
12 set 2026 11h28
O secretário-geral do PS acusou hoje o Chega de "procurar enganar os portugueses" no debate sobre a redução do IVA nos combustíveis, referindo que o partido contribuiu para o chumbo de propostas dos socialistas nesse setor."Quem apresentou primeiro essas propostas [de redução do IVA sobre os combustíveis] foi o Partido Socialista [...] e apresentámo-las por duas vezes. Por duas vezes, o Chega votou contra. Agora, como nós apresentámos pela terceira vez na semana que passou, à terceira também entendeu dar o ar da sua graça", afirmou José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas na chegada à Convenção Autárquica Nacional do PS, que decorre hoje em Leiria.O líder socialista respondia às declarações do presidente do Chega, André Ventura, que, na sexta-feira, desafiou José Luís Carneiro a aprovar a redução do IVA sobre os combustíveis dos atuais 23% para a taxa intermédia, de 13%.Para o secretário-geral do PS, o Chega está "a procurar enganar os portugueses"."Nós apresentámos várias propostas de redução do IVA de 23% para 13% nos combustíveis, a redução dos custos quer com a eletricidade, quer com o gás de botija e também redução do IVA nos bens alimentares essenciais. A AD [PSD/CDS-PP], o Chega e a Iniciativa Liberal chumbaram estas propostas", notou.José Luís Carneiro afirmou ainda que foi também ele o primeiro líder partidário a propor ao Governo que elaborasse um plano para responder "àquilo que viria a ser uma crise com os preços, nomeadamente dos combustíveis", após a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irão."Alguém tem que responder porque é que faltou à chamada nessas vezes anteriores, mas vamos procurar demonstrar como aquilo que o Chega trouxe para cima da mesa, mais uma vez, é uma tentativa de engano dos portugueses", vincou.Sobre a Convenção Autárquica Nacional, José Luís Carneiro disse que o PS pretende avançar com "uma nova forma de olhar para os poderes e para a organização do poder político", defendendo mais meios humanos e financeiros para as autarquias, assim como uma maior autonomia.
1 min leitura
12 set 2026 10h40
Após nove anos e meio a traduzir e rever conteúdos para uma tecnológica chinesa em Pequim, Martin Ros foi despedido este mês, vítima da crescente adoção da inteligência artificial no mercado de trabalho da China."Parte muito grande do motivo é obviamente a IA, porque tecnicamente conseguem substituir uma boa parte do meu trabalho", disse à agência Lusa o suíço, que trabalhava na área de jogos da Kunlun Tech, na capital chinesa, fazendo localização, tradução e revisão de conteúdos em alemão.Ros estima que cerca de 15 pessoas tenham sido dispensadas nesta ronda. Meses antes, vários trabalhadores da área de desenho e pintura digital deixaram também a empresa.A Kunlun não invocou formalmente a Inteligência Artifical (IA) como motivo para o despedimento, mas algumas das tarefas desempenhadas por Ros podem agora ser automatizadas."Para uma empresa, é uma grande tentação substituir um humano por um sistema de IA", observou Ros, ressalvando, porém, que desaparece também a verificação humana: "Ficamos apenas com tradução automática e ninguém sabe se está correta. A IA alucina".A empresa continua interessada nos seus serviços, afirmou, mas não em mantê-lo nas mesmas condições laborais. Para Ros, o problema imediato é permanecer na China, onde a sua situação de residência depende do emprego."Neste momento, essa é definitivamente a minha maior preocupação", descreveu.O suíço sente a mesma transformação no mercado de tradução fora da empresa. Trabalhos que fazia anteriormente "desapareceram completamente", enquanto as remunerações oferecidas aos profissionais estão a diminuir."Agora competimos com sistemas de IA", resumiu.Um estudo da Universidade ShanghaiTech, divulgado em julho, concluiu que 33,2% de 40,01 milhões de anúncios de emprego publicados na China entre janeiro e abril envolviam tarefas altamente expostas à IA, sobretudo em áreas como contabilidade, operações administrativas, produção de conteúdos visuais e vendas por telefone.A pressão é maior nos postos de entrada e intermédios, com entre um e três anos de experiência e salários mensais entre 5.000 e 8.000 yuan (640 a 1.025 euros), segundo o estudo.Nas indústrias criativas, projetos que anteriormente exigiam dez pessoas podem agora ser realizados por duas ou três, explicou um ilustrador chinês residente em Pequim.Na produção de séries de episódios curtos, setor que emprega diretamente cerca de 690.000 pessoas na China, 95% das cerca de 128.000 produções lançadas no primeiro trimestre deste ano foram geradas por IA, segundo a China Netcasting Services Association.A crescente substituição de trabalhadores chegou, entretanto, aos tribunais.Em abril, o Tribunal Popular Intermédio de Hangzhou confirmou como ilegal o despedimento de Zhou, um trabalhador de uma tecnológica cujas tarefas de controlo de qualidade de respostas produzidas por grandes modelos de linguagem passaram a ser executadas pela própria IA.A empresa tentou transferi-lo para outra função, reduzindo o salário mensal de 25.000 para 15.000 yuan (3.200 para 1.900 euros), e despediu-o depois de este recusar.O tribunal considerou que a adoção de IA não constitui automaticamente uma "alteração significativa das circunstâncias objetivas" que permita rescindir um contrato de trabalho."O progresso tecnológico pode ser irreversível, mas não pode existir fora de um quadro jurídico", afirmou Wang Tianyu, investigador da Academia Chinesa de Ciências Sociais, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.Ros conhece o precedente, mas apontou uma dificuldade: provar que a IA está efetivamente por detrás de um despedimento."Eles não precisam de dizer que é por causa da IA. Encontram outra razão", afirmou. "Se não dizem, como é que se prova exatamente?".Alguns antigos colegas mantêm por enquanto os empregos, trabalhando remotamente e com salários mais baixos, segundo Ros. Mas o suíço receia que seja apenas uma etapa intermédia."Quem sabe o que acontecerá daqui a um ano", questionou. "Talvez descubram como automatizar aquilo que fazem e digam: agora só precisamos de vocês duas horas por semana", apontou.
2 min leitura
12 set 2026 10h00
O Livre quer que as famílias monoparentais "estejam explicitamente protegidas e possam gozar a totalidade da licença parental em igualdade de circunstâncias com as demais famílias". No geral, o partido entende que a licença deve aumentar para os 180 ou 210 dias consecutivos e que o primeiros 180 dias "sejam pagos a 100%, independentemente de serem ou não repartidos entre progenitores, os quais podem ser reforçados com períodos adicionais com fortes incentivos para partilha da licença entre ambas as figuras parentais". Os períodos adicionais poderão ir aos 60 dias desde que cada um dos pais goze no mínimo de 90 dias de licença inicial.Já o Bloco defende, além do alargamento, que a partilha entre progenitores não tenha de ocorrer nos primeiros seis meses, propondo mesmo que, havendo partilha igualitária, então a licença possa chegar aos oito meses. Os comunistas, por seu turno, querem alargar a licença parental para 210 dias consecutivos, com 180 dias exclusivos para a mãe e 30 dias para o pai. Propõem também  a criação de um novo subsídio no caso de bebés prematuros.E quanto ao Chega, avança com uma proposta que passa por uma licença parental inicial para o pai e para a mãe "até 240 dias, a usufruir na sua totalidade até aos primeiros 545 dias de vida do filho, em simultâneo, em exclusivo ou em partilha". No caso de gémeos, serão mais 30 dias e o mesmo poderá acontecer em caso de internamento hospitalar no período inicial de vida da criança. Para o pai deve haver, entende o Chega, uma licença parental de 60 dias consecutivos obrigatórios logo após o nascimento. Estas são algumas das propostas de alteração que os partidos enviaram ao Parlamento no âmbito do processo legislativo de alterações à licença de parentalidade. Em causa, recorde-se, está um projeto de lei de iniciativa de um conjunto de cidadãos que propõe o "alargamento da licença parental inicial exclusiva da mãe e o alargamento da licença exclusiva do pai, bem como o alargamento da licença parental até aos 180 dias paga a 100%", Consagra ainda a "jornada contínua de trabalhador com responsabilidades familiares".O projeto de diploma, que chegou ao Parlamento em 2025 com o apoio de 42,5 mil cidadãos , foi aprovado na generalidade em janeiro deste ano com abstenções do PSD e do CDS e o voto favorável de todos os outros partidos. Será debatido e votado (ainda de forma indiciária) na especialidade na próxima quarta-feira, dia 16.A data limite para a apresentação de propostas de alteração, no âmbito do debate na especialidade foi marcada para esta sexta-feira, mas as do PSD deram entrada ainda em julho. O partido propõe, nomeadamente, a exclusão das famílias monoparentais do alargamento da licença parental inicial para seis meses. Na proposta do PSD desaparece, por exemplo, a norma que obriga ao "gozo, por parte da mãe, de 56 dias consecutivos de licença a seguir ao parto".  E prevê para o pai uma licença parental de 28 dias (muito abaixo dos 56 da proposta), para gozar nos 42 dias seguintes ao nascimento (a proposta aponta para 12 meses), dos quais 14 seguidos e logo a seguir ao parto (a proposta é que sejam 28). O PSD também quer que a licença para os casos de adoção só se aplique para menores até aos 15 anos, e não até aos 18 como consta da iniciativa. Os socialistas não apresentaram, até agora, qualquer proposta de alteração ao projeto de diploma inicialmente preparado pelo grupo de cidadãos que teve a iniciativa.
2 min leitura
11 set 2026 22h23
O Governo nomeou esta sexta-feira o diplomata de carreira Nuno Filipe Alves Salvador e Brito para presidir à comissão criada para acompanhar os investimentos na área da Defesa, incluindo os empréstimos europeus SAFE.Em comunicado, o executivo adianta que o Conselho de Ministros, reunido hoje por via eletrónica, aprovou uma resolução "que nomeia Nuno Filipe Alves Salvador e Brito para o cargo de presidente da Comissão de Acompanhamento dos Investimentos na Defesa".Em causa está a criação da Comissão de Acompanhamento dos Investimentos na Defesa (CAID), publicada em Diário da República em julho, estrutura "de acompanhamento, monitorização e emissão de recomendações relativas à execução dos investimentos em defesa nacional e do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (Instrumento SAFE)".Nessa altura, o Governo indicou que esta estrutura seria presidida por "uma personalidade independente de reconhecido mérito designada pelo Conselho de Ministros" sob proposta do ministro da Defesa Nacional.O nome escolhido foi o de Nuno Filipe Alves Salvador e Brito, embaixador de Portugal no Reino Unido desde 2022 e diplomata de carreira. Nasceu em Angola, em 1959.Já foi Representante Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, Embaixador nos Estados Unidos e Representante Permanente junto da União Europeia.Além do presidente, a Comissão de Acompanhamento dos Investimentos na Defesa é composta por um representante dos Negócios Estrangeiros, um das Finanças, um da Economia e Coesão Territorial e um da Defesa Nacional, bem como de "um representante de cada um dos três maiores grupos parlamentares", ou seja, PSD, Chega e PS.Esta comissão foi criada numa altura em que Portugal está a aumentar de forma significativa os seus investimentos em Defesa, incluindo a aplicação das verbas dos empréstimos europeus SAFE (Instrumento de Ação para a Segurança da Europa), cuja candidatura ronda os 5,8 mil milhões de euros.A propósito destes investimentos, o Governo criou ainda uma segunda entidade, a Comissão de Auditoria e Controlo do SAFE (CAC-SAFE), órgão responsável pela fiscalização, auditoria e controlo da aplicação dos fundos do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE) em Portugal.
1 min leitura
11 set 2026 20h09
O Governo vai aumentar o desconto no ISP na próxima semana em 0,109 cêntimos por litro para o gasóleo e reduzi-lo em 0,956 cêntimos para a gasolina, segundo uma portaria publicada esta sexta-feira em Diário da República.A decisão é justificada com a perspetiva de, na próxima semana, se registar "uma subida do preço do gasóleo rodoviário e uma descida do preço da gasolina sem chumbo", levando o Governo a ajustar o desconto extraordinário e temporário no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).Assim, os descontos resultantes deste mecanismo temporário e extraordinário passam a ser de 97,58 euros por 1.000 litros para o gasóleo rodoviário e de 65,92 euros por 1.000 litros para a gasolina sem chumbo, respetivamente.O preço por litro do gasóleo deverá aumentar quatro cêntimos e o da gasolina recuar seis cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, segundo a estimativa do Automóvel Club de Portugal (ACP).Com base nos atuais valores da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e tendo em conta as previsões das variações com os valores do fecho do mercado na quinta-feira, o preço médio do gasóleo simples deverá atingir 2,152 euros por litro, enquanto o da gasolina simples 95 deverá descer aos 2,040 euros por litro.A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização.Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Irão, a tensão geopolítica no Médio Oriente e o consequente fecho do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural.
1 min leitura