Notícias Jornal de Negócios

13 jul 2026 22h49
O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) anunciou esta segunda-feira que lançou, pela terceira noite consecutiva, ataques contra o Irão, após Donald Trump ter ameaçado que as forças norte-americanas atacariam "com muita força" a República Islâmica.Numa nota na rede social X, o Centcom indicou que os bombardeamentos procuram degradar a capacidade do Irão de atacar civis e navios mercantes no estreito de Ormuz.Os ataques começaram poucos minutos depois do Presidente norte-americano, Donald Trump ter declarado, numa entrevista, que a República Islâmica seria atingida "com muita força" na mesma noite."Não podem fazer nada quanto a isso. Não têm nada. Só têm bocas grandes. Eu conheço-os e são completamente malucos", frisou.
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13 jul 2026 22h08
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA vão "bombardear o Irão com força" esta segunda e terça-feira, procurando atingir instalações nucleares, em declarações num programa televisivo.   Trump anunciou também que vai proferir um discurso à nação na quinta-feira à noite, num momento em que os EUA retomaram os confrontos com o Irão."O Presidente Trump fará um pronunciamento à nação na quinta-feira à noite, às 21:00 (02:00 de sexta-feira em Lisboa)", escreveu o republicano na sua plataforma de rede social, a Truth Social.Trump não revelou quais os temas que irá abordar, e a Casa Branca não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários da agência France-Presse (AFP).Esta intervenção acontece num momento de aumento das tensões entre os EUA e o Irão na guerra que começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos israelitas e norte-americanos e que está a abalar o Médio Oriente e a economia global.Também na Truth Social, o Presidente norte-americano realçou que os Estados Unidos são agora "os guardiões do estreito de Ormuz" e vão impor aos navios "uma taxa equivalente a 20% do valor da sua carga" que transitam por esta via navegável estratégica, que está sujeita ao direito internacional que supostamente garante a liberdade de navegação.Anunciou também a retoma do bloqueio do estreito, com os militares norte-americanos a especificarem que entrará em vigor às 21:00 (hora de Lisboa) de terça-feira.
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13 jul 2026 19h21
A UE reiterou hoje o apelo para que a navegação no estreito de Ormuz não esteja sujeita a portagens, após o Presidente dos Estados Unidos ter indicado que tenciona cobrar uma taxa de 20% sobre a passagem de mercadorias."Antes da guerra, o estreito de Ormuz estava aberto à navegação sem a imposição de portagens. Após o fim da guerra, o estreito deverá continuar aberto à navegação sem portagens. Os ministros foram claros ao afirmar que a liberdade de navegação não pode ser obstruída", afirmou a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, em conferência de imprensa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco comunitário, em Bruxelas.Kallas referiu que o Médio Oriente "continua preso num ciclo de ataques, contra-ataques e cessar-fogos frágeis" e considerou que os ataques do Irão no estreito de Ormuz "violam o direito internacional" e o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho passado.Segundo indicou, os ministros na reunião de hoje discutiram como "proteger a liberdade de navegação, tanto no Golfo como no Mar Vermelho", onde a UE tem atualmente em curso a operação naval "Aspides", que escolta navios mercantes nessa via marítima frequentemente atacada pelos rebeldes xiitas iemenitas huthis, aliados do Irão."A ameaça mantém-se e a operação 'Aspides' continua a dar um importante contributo para a proteção da navegação internacional. Ainda esta semana, nos próximos dias, deslocar-me-ei à região para inspecionar pessoalmente a missão", anunciou.Sobre as relações com os parceiros no Golfo Pérsico, com quem os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE se reuniram hoje, Kaja Kallas frisou que esses países "desempenham um papel vital na estabilidade regional" e indicou que o bloco tenciona reforçar as suas relações na região."Os ataques contra a Jordânia, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein são inaceitáveis e arriscam provocar o colapso total do acordo de paz provisório", advertiu.O Presidente norte-americano anunciou hoje a intenção de restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e de cobrar uma taxa de 20% sobre as mercadorias que atravessam o estreito de Ormuz, alegando os custos associados à segurança da rota marítima."Os Estados Unidos serão agora conhecidos como os 'Guardiões do estreito de Ormuz', mas, em nome da justiça, receberão uma taxa equivalente a 20% do valor da carga", escreveu Donald Trump na sua plataforma Truth Social.Segundo o Presidente norte-americano, a taxa destina-se a "cobrir todos os custos necessários para cumprir a missão de garantir a segurança desta região particularmente instável do mundo".Trump acrescentou que a medida entrará em vigor "imediatamente", sem divulgar mais pormenores sobre a sua aplicação ou sobre os mecanismos de cobrança.O estreito de Ormuz, palco central de disputas geopolíticas entre o Irão e os Estados Unidos, é uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, sendo considerado um ponto estratégico para o comércio internacional e para o abastecimento energético global.
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13 jul 2026 16h20
O fisco pediu o levantamento do sigilo bancário em 803 processos em 2025 e, em 73% dos casos, a consulta dos dados foi autorizada de forma voluntária pelos contribuintes visados, refere o relatório de combate à fraude.Segundo o documento do Governo que faz o balanço sobre o combate à fraude e evasão fiscais em 2025, entregue no Parlamento, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) recorreu mais vezes em 2025 a este "mecanismo de apuramento da real capacidade contributiva dos sujeitos passivos".Em 2024, o número de processos de derrogação ficou abaixo dos 800 (foi de 795) e, em 2023, também foi inferior (de 677).Dos 803 procedimentos administrativos de derrogação do sigilo abertos pelas Finanças, 199 receberam decisões favoráveis, 588 avançaram porque os contribuintes visados autorizaram a anulação do sigilo de forma voluntária, e em 16 situações houve decisões de levantamento notificadas a familiares ou a terceiros.Segundo o relatório, em 2025 só houve dois casos em que os contribuintes, familiares ou terceiros colocaram recursos em tribunal para travar o acesso às informações bancárias por parte do fisco.Nos dois processos, as sentenças foram favoráveis à AT, que, com isso, pôde solicitar ao banco a consulta das informações financeiras a que pretendia aceder para fazer as suas inspeções.De acordo com a Lei Geral Tributária, o fisco pode aceder às informações e documentos bancários em várias situações sem ser necessário o consentimento de uma pessoa.Isso acontece, por exemplo, se a AT tiver indícios da prática de um crime tributário, se encontrar indícios "da falta de veracidade" de uma informação declarada ou se tiver em falta uma declaração fiscal legalmente exigível, ou quando um contribuinte tiver dívidas à AT ou à Segurança Social.Também é possível ao fisco aceder aos dados bancários se tiver indícios de que um contribuinte tem um acréscimo de património não justificado ou se o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e a Unidade de Informação Financeira (UIF) comunicarem à administração tributária que uma determinada pessoa ou empresa fez uma operação bancária suspeita.
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13 jul 2026 13h48
O Presidente dos EUA, Donald Trump, quer assumir o controlo do estreito de Ormuz. "Vamos assumir o controlo do estreito. Eles não têm nada", acresceu o republicano, numa entrevista que está a ser citada pela Bloomberg.Mas Trump também diz querer ser compensado pela intervenção na importante ligação martítima situada entre o Irão, com quem os EUA estão em guerra, e o Omã."Protegemos o estreito a troco de nada. Agora vamos protegê-lo e vamos ser pagos para fazê-lo", adiantou Trump na mesma entrevista. "Apenas queremos ser compensados por fazer isto tudo, por colocarmos os nossos em perigo", acrescentou.As declarações surgem numa altura em que os EUA e o Irão estão a disputar o atual estado do estreito de Ormuz. Enquanto os iranianos consideram o estreito fechado para navegação, os americanos sinalizam que o mesmo continua disponível para a travessia dos navios de mercadorias. Antes do início da guerra, pelo estreito de Ormuz passava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural consumido a nível global.O renovar das tensões entre os dois países, depois de na semana passada ter havido uma nova troca de ataques, culminou nesta segunda-feira com a .(Notícia em atualização)
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13 jul 2026 13h40
A Europa importou uma quantidade recorde de gás natural liquefeito (GNL) no primeiro semestre deste ano à central de produção russa Yamal LNG meses antes de a . As compras de países do bloco ao projeto de GNL controlado pela empresa privada russa Novatek atingiram um recorde de 9,89 milhões de toneladas nos primeiros seis meses do ano - mais 18% do que no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Kpler, citados pelo . No total, a Europa poderá ter pagado cerca de 6 mil milhões de euros por estas importações, segundo estimativas da organização não governamental (ONG) alemã Urgewald. Entre os principais compradores destacaram-se França, Bélgica e Espanha, que importaram 3,6 milhões, 2,9 milhões e 2,7 milhões de toneladas de GNL de Yamal, respetivamente, na primeira metade do ano, consumindo uma grande parte do GNL disponível para exportação destas instalações localizadas na Sibéria.As regras da UE já proíbem a compra de GNL russo ao abrigo de contratos de curto prazo, o que significa que cada carga de Yamal com destino à Europa requer a confirmação, por parte da autoridade aduaneira do país importador, de que a venda foi efetuada ao abrigo de um contrato de longo prazo, cita o jornal britânico. As avultadas compras foram feitas antes de, a partir de 1 de janeiro de 2027, entrar em vigor uma proibição do bloco relativa às ao abrigo de contratos de longo prazo, sendo que o gás transportado por gasoduto será proibido mais tarde nesse mesmo ano. Inaugurada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, em 2017, a Yamal continua a ser o maior produtor de gás liquefeito da Rússia. Para além da Novatek - acionista maioritário -, a francesa TotalEnergies e a chinesa CNPC detêm participações no projeto.
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13 jul 2026 11h28
O ministro da Educação anunciou esta segunda-feira que 92% dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidos e que os alunos terão acesso às suas notas na próxima sexta-feira."Neste momento, 92% dos exames estão corrigidos e a cadência está a ser muito elevada", afirmou o ministro da Educação, Fernando Alexandre, à entrada para uma reunião com o Conselho das Escolas, que está a decorrer em Lisboa.
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13 jul 2026 11h13
Um incêndio de grandes proporções em França, na floresta de Fontainebleau, que se localiza a cerca de 60 quilómetros da capital do país, está a preocupar as autoridades francesas e já obrigou a retirar cerca de 900 pessoas das localidades em torno do incidente. Segundo avança o Le Monde, este incêndio já mobilizou dois aviões Canadair, obrigou à interrupção da circulação ferroviária e rodoviária, tendo igualmente tido implicações no tráfego aéreo durante o fim de semana. O incêndio já terá consumido cerca de 800 hectares, ou seja, 5% da floresta estatal de Fontainebleau. As autoridades têm estado a descrever o incêndio como "muito violento" e "sem precedentes". O fogo começou no final da tarde de domingo e, em declarações citadas pelo jornal francês, Laurent Nuñez, ministro do Interior, diz que "pode ter sido provocado por fogo posto". Cerca de 400 bombeiros, acompanhados por dezenas de viaturas, combatem as chamas e prevê-se a chegada de mais 500 bombeiros ao longo desta segunda-feira. Eric Brocardi, da Federação Nacional de Bombeiros de França, referiu ao Le Monde que dois helicópteros de combate a incêndios e uma aeronave de observação também estão envolvidos na operação. Brocardi sublinhou ainda que esta é a primeira vez que aviões de combate a incêndios do sul do país são enviados para atuar na região de Paris, com as aeronaves a reabastecerem-se no rio Sena.
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13 jul 2026 10h10
O preço dos selos dos maços de tabaco vai aumentar 2% no próximo ano. A alteração consta de um publicado esta segunda-feira em Diário da República, que atualiza o preço da estampilha dos maços de tabaco que serão colocados à venda no próximo ano e que terá de ser suportado pelas tabaqueiras. A cor de fundo do selo, que comprova a qualidade e legalidade do tabaco, passa de bordeaux para verde.O preço de cada selo sobe de 0,00544 para 0,00556 euros, no caso de ser um selo não autocolante. Na versão autocolante, passa de 0,03835 para 0,0392 euros. Em comparação com o ano anterior, o preço dos selos vai registar um acréscimo de 2,2%, depois de, no ano anterior, o Governo ter avançado com um aumento numa proporção idêntica."O montante correspondente ao preço unitário da estampilha especial para os produtos sujeitos a imposto sobre o tabaco (...) referente ao ano económico de 2027, é fixado, respetivamente, em 0,00556 euros e 0,0392 euros, para a versão não autocolante e para a versão autocolante", lê-se no assinado pela secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte. Embora o aumento seja cobrado às tabaqueiras, pode repercutir-se no preço de venda aos consumidores.No caso do selo aplicável aos produtos de tabaco que beneficiam de isenção do imposto sobre o tabaco, cuja requisição seja feita "junto da Imprensa Nacional Casa da Moeda", o preço passa a ser de 0,00544 para 0,00556 euros, o mesmo aplicável aos selos não autocolantes para produtos sujeitos a imposto sobre o tabaco. Depois de bordeaux, o selo volta a ter a cor verde, a mesma que em 2025. "A cor da estampilha especial para os produtos sujeitos a imposto sobre o tabaco (...) referente ao ano económico de 2027, é a cor verde", refere o Governo. Recorde-se que, antes disso, o selo foi azul em 2020, violeta em 2021, castanho em 2022, magenta em 2023 e laranja em 2024. O selo é vendido às tabaqueiras pela Imprensa Nacional Casa da Moeda. O preço é fixado anualmente por despacho do Ministério das Finanças, que define também a cor de fundo da estampilha para cada ano.
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