Notícias Jornal de Negócios

02 ago 2026 23h46
A circulação na linha ferroviária do Norte está cortada este domingo à noite, na zona de Vila Franca de Xira, nos dois sentidos, devido a um incêndio que lavra naquele concelho, disse à Lusa fonte da Infraestruturas de Portugal (IP).Segundo a mesma fonte, pelas 22:30 horas a circulação estava cortada entre Vila Franca de Xira e Castanheira do Ribatejo.O alerta para um incêndio em mato na freguesia de Povos, no concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, foi dado às 19:58 deste domingo e, pelas 23:00, estavam mobilizados no combate ao fogo 31 veículos e 101 operacionais, entre bombeiros e agentes da PSP e da GNR, segundo fonte do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil em declarações à Lusa.De acordo com a mesma fonte, o fumo provocado pelo incêndio obrigou a condicionamentos na circulação na ponte Marechal Carmona, também conhecida como ponte de Vila Franca de Xira, que une aquele concelho ao de Benavente, no distrito de Santarém.
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02 ago 2026 21h10
O fogo que deflagrou na terça-feira em Valpaços, no distrito de Vila Real, e atingiu Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, está em resolução, mas continuava a ser combatido ao início da noite por 528 operacionais.Apesar de alguns reacendimentos, o incêndio no concelho transmontano de Valpaços entrou este domingo em fase de resolução, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional das Terras de Trás-os-Montes.Às 19:45, as chamas estavam a ser combatidas por 528 operacionais, 182 viaturas e dois meios aéreos, acrescentou a mesma fonte.O incêndio, que teve início na terça-feira à tarde na zona do Cabelo, Ervões, no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, estendendo-se depois aos concelhos de Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, foi dado como dominado às 04:40 da madrugada de sábado.
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02 ago 2026 19h35
A reabertura do estreito de Ormuz e a suspensão dos ataques em toda a região implica a retomada de negociações entre Estados Unidos e Irão, segundo indicou um responsável envolvido na mediação, à Associated Press. O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano está, por seu turno, a trabalhar na possibilidade de uma nova rota de navegação com Omã.O Presidente Donald Trump afirmou este sábado de madrugada que sobre os termos de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão e que adia a ordem de novos ataques.O acordo "incluirá a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irão", escreveu na sua rede social Truth Social. "Com base neste pedido, concordei, para o benefício futuro do MUNDO e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irão bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO", acrescentou.A proposta prevê o fim dos ataques de milícias apoiadas pelo Irão no Iraque contra os países árabes do Golfo e a Jordânia, de acordo com a AP. Em troca, os EUA terminariam o bloqueio naval ao Irão e permitirão que Teerão exporte o seu petróleo, conforme estipulado no acordo provisório de cessar-fogo, disse a mesma fonte do processo negocial à AP, acrescentando que ainda não foi fechado nenhum acordo, mas os esforços de mediação estão em curso.A CNBC avança ainda que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, ligou este sábado ao Presidente Trump alertando para o risco de "conflito mais alargado" na região. Num comunicado oficial, o reino do Golfo disse que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman "enfatizou a necessidade de dar prioridade ao diálogo para reduzir a escalada e a importância de fazer todos os esforços possíveis para alcançar a calma que abra caminho a soluções diplomáticas, preserve a segurança e a estabilidade da região e impeça um conflito mais amplo".Enquanto decorrem as negociações, o Irão anunciou a possibilidade de um acordo com Omã sobre uma nova rota de navegação para os navios no estreito de Ormuz. "Estamos quase a chegar a um acordo sobre uma rota que seja aceitável para as partes - nem a rota norte nem a rota sul -, respeitando o direito soberano de cada país, os interesses nacionais e a segurança", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, em entrevista à televisão pública.No final de junho, Omã criou, com o apoio dos Estados Unidos, um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito. O Irão respondeu com ataques a embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os bombardeamentos em território iraniano. Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã confirmou ter mantido conversas com os homólogos do Irão, Qatar, Kuwait, Arábia Saudita e Egito para debater um "acordo justo" sobre a navegação no estreito de Ormuz.
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02 ago 2026 17h40
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, afirmou este domingo que estão 88 cadáveres na morgue que recebe os corpos dos migrantes que morreram na costa nos últimos dias. Em declarações ao jornal espanhol El País, Juan Jesús Vivas lamentou profundamente "a tragédia" destas mortes "em ambos os lados da fronteira".O diário avançou que Marrocos também está a recuperar alguns corpos do mar e "nem todos morreram no tumulto ocorrido no quebra-mar na passada quinta-feira, quando as pessoas foram esmagadas numa tentativa desesperada e em massa de chegar ao lado espanhol da praia"."Alguns dos corpos estão num estado mais deteriorado porque as chegadas à costa de Ceuta já duram há mais de duas semanas e, durante esse período, alguns migrantes desapareceram durante a perigosa travessia noturna pelo mar, para a qual utilizam pouco mais do que uma boia. Muitos dos que chegaram em massa na quinta-feira nem sequer sabiam nadar", lê-se na notícia da edição 'online' do El País.Fontes da agência funerária indicaram ao jornal que, entre os corpos que se encontram na morgue, estão muitos adolescentes, algumas mulheres, marroquinos e africanos da África subsariana.O Governo de Espanha tinha afirmado que pelo menos 72 pessoas morreram afogadas a tentar entrar em Ceuta nos últimos dias.O número de corpos retirados das águas no lado espanhol, junto ao pontão de El Tarajal, na fronteira da cidade autónoma de Ceuta com Marrocos, subiu para 72, confirmou o delegado do Governo de Madrid no território, Miguel Ángel Pérez Triano, numa conferência de imprensa.Fontes da polícia espanhola citadas pela agência de notícias EFE calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira.Este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol entre quinta e sexta-feira e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, disseram as mesmas fontes à EFE.Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.
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02 ago 2026 17h27
O Partido dos Trabalhadores (PT) brasileiro anunciou este domingo oficialmente a candidatura do Presidente Lula da Silva às eleições presidenciais de outubro, nas quais procurará um quarto mandato histórico não consecutivo."Quero dizer a todos os membros do partido aqui presentes: Ratificamos, oficializamos. Lula, Presidente; (Gerardo) Alckmin, vice-presidente", declarou o presidente do PT, Edinho Silva, numa entrevista antes da cerimónia de proclamação, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, o maior centro de votação do país.O evento, que começou pontualmente às 10:00 (14:00 em Lisboa), selou a renovação da aliança com o moderado Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente, perante centenas de membros do partido, ministros e líderes da coligação governamental."Estamos aqui para formalizar, mas também para celebrar, esta conquista política histórica, a conquista política que vai reeleger o Presidente Lula e o vice-presidente Alckmin, mantendo o nosso país neste caminho de reconstrução das políticas públicas", acrescentou Edinho Silva.Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta aquela que será a sétima candidatura à presidência, tendo governado anteriormente entre 2003 e 2010, e regressado ao poder em 2023."Tenho a mesma energia que tinha aos 30 anos", reiterou o veterano dirigente sindical nos últimos meses para dissipar quaisquer dúvidas sobre a sua saúde e projetar vitalidade para a campanha.Lula inicia a campanha eleitoral a defender os avanços alcançados durante a sua governação na redução do desemprego e da pobreza, embora tal ocorra num contexto de desaceleração económica, com um crescimento do produto interno bruto (PIB) projetado em cerca de 2% para este ano eleitoral, depois de 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025.A pressão inflacionista, impulsionada tanto por fatores internos como pela subida dos preços dos alimentos e dos combustíveis devido ao contexto geopolítico, mantém a taxa de juro diretora do país nos 14,25%.O défice público nominal está quase nos 10% do PIB e a dívida pública ultrapassou os 80%, duas questões que a oposição procura explorar durante a campanha, a par do combate ao crime organizado, que se tem intensificado nos últimos anos no Brasil e no resto da região.Além disso, esta semana, um ministro do Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de dois inquéritos por tráfico de influências contra o filho mais velho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido por "Lulinha".As eleições de outubro configuram-se como mais uma disputa direta entre o progressismo defendido pelo atual chefe de Estado e a extrema-direita personificada pelo senador Flávio Bolsonaro, de 45 anos.O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi impedido de exercer cargos públicos, condenado a 27 anos de prisão e está em prisão domiciliária por tentativa de golpe, foi oficialmente designado na semana passada como o herdeiro político do movimento conservador.De acordo com as últimas projeções, o atual Presidente tem uma ligeira vantagem.A mais recente sondagem do instituto brasileiro Datafolha coloca Lula com 48% das intenções de voto, contra 43% para Flávio Bolsonaro numa possível segunda volta.
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02 ago 2026 15h58
 A iniciativa Cidadãos pela Cibersegurança (CpC) pediu esclarecimentos à Comissão Nacional de Proteção de Dados sobre o tratamento de dados pessoais no sistema Volta para o depósito e reembolso de embalagens."Em muitos casos, o valor do depósito pode ser creditado em cartões de fidelização ou contas de cliente de cadeias de distribuição. Nestas situações, importa esclarecer em que medida os operadores podem associar as devoluções à identidade do consumidor e cruzar essa informação com os dados de compras anteriormente efetuadas", apontou a CpC, no pedido de esclarecimentos.Conforme referiu, este cruzamento poderá permitir conhecer onde e quando uma determinada embalagem foi comprada, onde foi devolvida, aferir padrões de consumo, hábitos de deslocação ou percursos habituais.A iniciativa notou que esta informação é "potencialmente valiosa" para fins comerciais e de marketing.Desta forma, os cidadãos questionam que categorias de dados pessoais são recolhidos no processo de devolução, quem trata os dados, se é possível associar a devolução ao histórico de compras do consumidor e relacionar uma embalagem devolvida com o momento e local em que foi comprada.Por outro lado, querem saber, entre outros pontos, se os operadores do sistema ou as cadeias de distribuição podem determinar o tempo entre a compra e devolução da embalagem, se o tratamento dos dados permite inferir hábitos de consumo, se existem limites ao uso destes dados e se os mesmos são transmitidos a fabricantes de bebidas, distribuidores ou entidades gestoras do sistema e para que finalidade.A CpC terminou o pedido de esclarecimentos afirmando que os objetivos ambientais devem coexistir com "o respeito pelos princípios da minimização dos dados, da limitação das finalidades, da transparência e da proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos".O sistema Volta permite reembolsar o valor de depósito (0,10 euros) pela compra de embalagens de plástico, metal ou alumio abrangidas.Este valor pode ser convertível em dinheiro, vale de compras, vale de desconto, cartão de fidelização ou pode ainda ser doado a instituições.
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02 ago 2026 12h45
 Uma agência de notícias iraniana qualificou este domingo de "nova mentira" uma declaração de Donald Trump segundo a qual Teerão teria pedido a Washington para renunciar a novos ataques contra o Irão.Citando responsáveis militares, a Mehr indicou que as "alegações" do Presidente norte-americano não eram "mais do que uma nova mentira", acrescentando: "As nossas forças estão em estado de alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade".No sábado, o Presidente Trump indicou que os Estados Unidos e Israel tinham concordado em suspender novos ataques planeados contra o Irão a pedido de Teerão e de outros países da região, desde que um acordo fosse rapidamente concluído.Trump declarou que este acordo com o Irão deveria incluir a abertura "TOTAL E COMPLETA DO ESTREITO DE ORMUZ, assim como o fim da ameaça nuclear iraniana".Hoje, outra agência de notícias iraniana, a Fars, citando "uma fonte próxima da equipa de negociação nuclear", indicou a esse respeito que "enquanto os Estados Unidos mantiverem as suas ações hostis, o estreito de Ormuz permanecerá fechado".A guerra no Médio Oriente começou em 28 de fevereiro com uma campanha de bombardeamentos israelitas e norte-americanos contra o Irão.Desde então, o Irão bloqueou o estratégico estreito de Ormuz, provocando fortes perturbações na economia mundial, já que em tempos normais cerca de 20% da produção mundial de hidrocarbonetos transita por aquela passagem.Em represália, os Estados Unidos instauraram um bloqueio naval aos portos iranianos.
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02 ago 2026 11h05
Centenas ou mesmo milhares de migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta na quinta e na sexta-feira continuam no enclave espanhol no norte de África e dizem não querer voltar a Marrocos.Segundo as primeiras estimativas do Governo de Espanha, entraram ilegalmente em Ceuta, sobretudo numa avalanche na quinta-feira, mais de 50.000 pessoas e pelo menos 48.300 regressaram logo na sexta-feira a Marrocos, por sua própria iniciativa.Mas muitos - centenas ou até milhares - permanecem em Ceuta, concentrados em zonas mais afastadas dos controlos militares e policiais que foram reforçados na cidade, em praias ou nas imediações do centro de acolhimento temporário a migrantes (conhecido como CETI), como constatou a agência Lusa.Há também relatos de outros meios de comunicação de centenas de pessoas escondidas ou refugiadas em serras da cidade.São, quase na totalidade, migrantes de países subsaarianos que permanecem em Ceuta e os que saíram por iniciativa própria desde sexta-feira eram marroquinos.Entre as centenas que permanecem junto ao CETI, sem acesso ao centro de acolhimento que as autoridades de Ceuta dizem estar sobrelotado, há pessoas de países como o Senegal, Gâmbia, Iémen ou Sudão que já viviam em Marrocos, em cidades como Casablanca ou Tânger, e se dirigiram à fronteira de Ceuta depois de "ouvir dizer" ou "ver na Internet" que se podia cruzar para o lado espanhol, como contaram vários destes migrantes à Lusa.Todos os que falaram com a Lusa contaram ter cruzado a nado na quinta-feira, aproveitando a entrada massiva de pessoas e a maré baixa que permitiu contornar o pontão de El Tarajal, na fronteira entre Ceuta e Marrocos.Estão agora na rua, amontoados em passeios e na estrada de acesso ao CETI, "sem comer, sem beber e sem banho", mas querem permaneceu em Ceuta, Espanha, Europa, disse Florence, 32 anos, do Senegal."Quero viver bem, como todos. E a liberdade", disse à Lusa o também senegalês Ali, de 32 anos, que já vivia há quatro anos em Marrocos e se dedicava ao "pequeno comércio"."Há guerra no nosso país", acrescentou Fátima, de 28 anos, do Sudão.Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.Foi também reforçada a fronteira junto ao pontão de El Tarajal, com uma nova barreira pneumática de meio quilómetros já instalada sobre o mar no sábado.Deste local foram retirados 72 corpos desde quinta-feira, segundo o balanço mais recente da polícia espanhola. Em todo o ano de 2025 morreram 46 pessoas afogadas neste ponto, também na tentativa de entrar ilegalmente em Ceuta.Fontes na cidade citadas hoje pelo jornal El Pais garantem que estão a ser preparadas instalações, com câmaras frigoríficas, para a receção de até 200 cadáveres, admitindo a possibilidade de haver mais mortos nas águas.Para já, desconhece-se o número de corpos retirados do mar no lado de Marrocos.Por outro lado, perto de 1.150 das pessoas que entraram em Ceuta desde quinta-feira receberam assistência médica, disseram hoje as autoridades locais.A cidade de Ceuta está a recuperar parcialmente a normalidade, com as lojas e restaurantes de novo abertos desde sábado, os turistas a encherem as esplanadas do centro da cidade e os carros de novo a circular.Tudo, porém, com forte presença policial e de militares nas ruas e com o cancelamento das grandes festividades anuais da cidade, que culminam com a celebração do Dia da Virgem de África, em 05 de agosto, e deveriam ter arrancado no sábado.
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02 ago 2026 09h34
O Presidente Donald Trump afirmou este sábado de madrugada que os aliados do Médio Oriente chegaram a um entendimento sobre os termos de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão e que adia a ordem de novos ataques.O Presidente norte-americano acrescentou numa publicação na Truth Social, a rede social que lhe pertence, que o acordo em vias de ser concluído "incluirá a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irão", em maiúsculas, como sempre faz."Com base neste pedido, concordei, para o benefício futuro do MUNDO e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irão bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO", acrescentou.Segundo Trump, Israel concordou em juntar-se aos Estados Unidos no compromisso de tentar concluir o acordo com o Irão para pôr fim à guerra.Pouco antes de anúncio do chefe de Estado norte-americano, o meio de comunicação Axios - órgão ao qual são passadas com frequência pela Casa Branca informações de fontes sob anonimato - revelou que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, líder de facto do reino, manifestou a Trump este sábado preocupações quanto a uma potencial escalada do conflito com o Irão por parte dos EUA, num telefonema, revelado por fonte a par da discussão entre os líderes.A conversa surgiu num momento em que Trump ponderava se devia ou não levar a cabo novos ataques contra o Irão, segundo a imprensa norte-americana.Os sauditas, de acordo com a fonte anónima da Casa Branca, manifestaram preocupação com a possibilidade de, caso os Estados Unidos atacassem as infraestruturas energéticas do Irão ou realizassem ataques em grande escala contra outras infraestruturas-chave, Teerão poderia responder com ataques às infraestruturas energéticas do reino e de outros países do Golfo.O príncipe herdeiro terá procurado obter esclarecimentos de Trump sobre quais as novas medidas que este estava a ponderar tomar contra o Irão, revelou a fonte.Outro responsável da Casa Branca, não autorizado a comentar, confirmou que os líderes falaram no sábado, mas não forneceu quaisquer detalhes sobre o conteúdo da conversa, avançou a agência Associated Press (AP).No início da semana passada, a Arábia Saudita juntou-se aos Estados Unidos no ataque a vários alvos utilizados por milícias apoiadas pelo Irão no Iraque, ao mesmo tempo que tem vindo a instar Washington e Teerão a regressarem à mesa de negociações para encontrar uma solução para o conflito que já dura há mais de cinco meses.O príncipe herdeiro também enviou o seu irmão, o ministro da Defesa saudita Khalid bin Salman, a Washington no início da semana passada para reuniões separadas com Trump e com o vice-presidente, JD Vance, para discutirem a estratégia em relação ao Irão.Os riscos da continuação da ação militar dos Estados Unidos são elevados para Trump e para o Partido Republicano, que enfrentam eleições intercalares decisivas em novembro próximo.Trump prometeu tomar medidas de retaliação depois de as forças armadas norte-americanas terem frustrado, no início da semana passada, um ataque surpresa do Irão a uma base dos Estados Unidas na Jordânia.O Presidente disse aos jornalistas na passada sexta-feira que os Estados Unidos "só querem vencer" no Irão e iriam atacar "com toda a força" até que a República Islâmica não consiga aguentar mais.No sábado, o Departamento de Estado dos EUA emitiu novos alertas de segurança para os cidadãos norte-americanos em 10 países da região, instando-os a redobrar a cautela devido à escalada das tensões com o Irão.Os alertas - que abrangem o Bahrein, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos - exortaram os cidadãos norte-americanos a prepararem-se para a possibilidade de cancelamentos de voos, encerramentos temporários do espaço aéreo e outras perturbações nas viagens.
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