Notícias Jornal de Negócios

22 ago 2026 17h34
O Presidente da República, António José Seguro, considerou hoje que "as reformas em Portugal são sagradas", lembrando que eventuais alterações às leis relativas aos sistemas de pensões competem ao Parlamento ou ao Governo.Recebido com muitas palmas durante o Cortejo Histórico e Etnográfico da Romaria d'Agonia, em plena Avenida dos Combatentes, no centro da cidade minhota de Viana do Castelo, onde se concentram milhares de pessoas, o chefe de Estado foi cumprimentando várias pessoas com quem se cruzava, tendo sido interpelado por um popular, preocupado com a sua reforma.Questionado pelos jornalistas sobre se está prevista alguma alteração à lei, respondeu: "Como sabe, isso compete ao Parlamento ou compete ao governo. Agora, as reformas em Portugal são sagradas".
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22 ago 2026 17h04
O Canadá vai retaliar contra as novas tarifas norte-americanas, impondo direitos aduaneiros sobre o aço, equipamentos eletrónicos e produtos lácteos comprados aos Estados Unidos da América a partir de 8 de setembro, anunciou hoje o primeiro-ministro, Mark Carney.O chefe do Governo canadiano disse que o país não pode aceitar a proposta de acordo comercial apresentada pela administração norte-americana de Donald Trump e evitar as tarifas, garantindo que não cederá e anunciando medidas de retaliação.Na primeira aparição à imprensa desde o fracasso das negociações comerciais com os Estados Unidos, em Otava, Carney disse que as tarifas canadianas vão visar produtos em setores de atividade como o aço, os laticínios, os eletrodomésticos e a eletrónica, equiparando-se às taxas aduaneiras de 50% que Washington começou a impor hoje sobre cerca de 24.000 milhões de dólares de exportações canadianas.Carney disse que, embora o país "não consiga controlar a tempestade que sopra de Washington", pode "traçar um novo rumo" através da "diversificação" das suas relações comerciais.O primeiro-ministro canadiano disse que alertou Trump para a importância crucial do Canadá enquanto fornecedor de energia para os Estados Unidos."O Canadá impulsiona o crescimento norte-americano ao fornecer 99% das importações de gás natural, 85% das importações de eletricidade e 60% das importações de petróleo bruto", sublinhou.Os dois países enfrentarem o risco de uma guerra comercial, depois de décadas em que o Canadá construiu teve um amplo acesso ao mercado norte-americano.Carney antecipou esta mudança na relação entre os dois países no Fórum Económico Mundial em Davos, em janeiro, quando afirmou que o mundo estava a passar por "uma rutura, não por uma transição". Na altura, defendeu a necessidade de os países fortalecerem as suas economias internamente para reduzirem os riscos perante coerção económica.
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22 ago 2026 16h02
Um tribunal federal norte-americano anulou a suspensão dos vistos de imigrantes de 75 países, considerando que o secretário de Estado, Marco Rubio, excedeu a sua autoridade legal ao tomar esta medida no início de 2026.A decisão foi tomada na sexta-feira pela juíza Jeannette Vargas, do Tribunal Distrital do Estados Unidos da América (EUA) para o Distrito Sul de Nova Iorque.Numa sentença de 61 páginas, a magistrada argumenta que a proibição decidida pela administração de Donald Trump é "manifestamente ilegal" e questiona a justificação do Governo de que os requerentes oriundos dos países em causa representavam um elevado risco de se tornarem um "ónus económico" para os Estados Unidos.A decisão do tribunal pode resultar na revisão de milhares de pedidos já processados.A juíza nota que as autoridades norte-americanas receberam ordens para negar vistos mesmo a imigrantes elegíveis, considerados provavelmente autossuficientes, em violação de uma norma que exige avaliações individualizadas de cada caso.Os países afetados pela diretiva da administração Trump incluem várias nações da América Latina e das Caraíbas, como o Brasil, Colômbia, Cuba, Guatemala, Haiti, Nicarágua e Uruguai.O congelamento da emissão de vistos foi implementado em janeiro deste ano e também abrangia o Afeganistão, Egito, Iraque, Irão, Marrocos, Nigéria, Rússia, Somália, Tailândia e Iémen.Entre os autores da ação judicial estão cinco trabalhadores da Colômbia a quem foram negados os vistos com base nas novas regras, bem como por seis norte-americanos que alegam que a proibição prejudicou os seus familiares no Gana, Jamaica, Guatemala e Etiópia, segundo noticiou o jornal The New York Times."Esta decisão representa uma vitória significativa para as centenas de milhares de famílias em todo o país e em todo o mundo cujas vidas foram mergulhadas no caos pela proibição de vistos ilegal e discriminatória desta administração", reagiu Joanna Cuevas Ingram, advogada sénior do National Immigration Law Center, em comunicado.De acordo com Cuevas Ingram, o tribunal "deixou claro que as leis de imigração não podem ser utilizadas para justificar a discriminação".Skye Perryman, presidente e CEO da organização não governamental Democracy Forward defendeu que a decisão representa uma "rejeição retumbante de uma política ilegal e discriminatória que causou enormes danos a famílias e comunidades de todo o país"."A administração Trump-Vance não pode instrumentalizar a lei da imigração para criar listas negras de países inteiros, separar famílias e negar direitos garantidos pela Constituição impunemente", disse.
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22 ago 2026 15h00
O relatório técnico apenas apresenta recomendações, cabe ao Governo decidir o que vai fazer em relação às pensões em Portugal. O Executivo já disse que não vai avançar com uma reforma estrutural do Sistema de Segurança Social nesta legislatura,, mas vamos por partes. O documento começa por fazer um diagnóstico. Os autores defendem que a ideia de que a Segurança Social (SS) tem um excedente é "uma ilusão" e, na verdade, congregado com o da Caixa Geral de Aposentações (CGA), há neste momento um défice de 1,944 mil milhões de euros. Desde 2006, os novos funcionários públicos entram para o regime geral da Segurança Social, que ainda não está a pagar estas pensões. O problema é que o fim das inscrições no regime da CGA reduziu drasticamente o número de contribuintes, mas as pensões têm de continuar a ser pagas e, nesta altura, 59% da despesa já é suportada pelo Orçamento do Estado (OE). Por outro lado, as pensões antecipadas, contabilizadas no sistema não contributivo melhoram artificialmente o desempenho do sistema previdencial. Assim, os autores do estudo defendem que a sustentabilidade da CGA deixe de ser avaliada de forma isolada, e concluem que o saldo conjunto dos regimes contributivos "é negativo e sempre foi negativo em Portugal". O grupo de trabalho traça dois caminhos possíveis. O primeiro cenário, e o preferido dos autores, é uma reformulação profunda e sistémica. Os autores consideram que o regime deve manter-se "público, obrigatório, universal e financiado em repartição", mas tem de ser mais transparente para beneficiários e decisores. Assim, defendem que cada trabalhador deve ter uma conta individual e virtual, na qual se registam, por exemplo, as contribuições efetivas e o saldo acumulado. A ideia seria que este sistema, gerido publicamente e sem capitalização, de contas nocionais de contribuição definida (NDC) gerasse um rendimento mais próximo do que resulta das contribuições de trabalhador e empregador. Neste regime, sublinham, deixa de ser preciso uma idade de reforma, passando antes a existir uma idade mínima. Quem se reformar mais tarde, recebe uma pensão maior; caso contrário, o rendimento é menor. Este modelo também faz uma separação das funções do Estado social e defende que a cobertura de situações de desemprego, parentalidade ou doença seria tratada através de "subsistemas autónomos". Isto implicaria ainda, para futuro, acabar com a fórmula atual de cálculo das pensões.Caso a opção seja manter o atual sistema de pensões, são feitas recomendações de otimização. Por um lado, os autores propõem uma redução das bonificações que são dadas a quem decide continuar a trabalhar além da idade da reforma. Atualmente, as bonificações garantem até 1% por cada mês a mais. Sugerem ainda um ajustamento da penalização às reformas antecipadas que garanta mais neutralidade. Por outro lado, apontam uma nova fórmula de atualização de pensões em pagamento que garanta pelo menos a manutenção do valor real. No modelo atual, a fórmula faz depender a atualização de pensões do crescimento económico e da inflação. Uma das recomendações de Bruxelas, presente do relatório, é a criação de um mecanismo de adesão automática a planos de pensões profissionais em regime de capitalização. A ideia é que ao ser assinado um novo contrato de trabalho, a adesão do trabalhador fosse automática, mas não obrigatória. Se o trabalhador não quiser estar neste sistema de descontos, pode sair. O financiamento seria feito num modelo contributivo tripartido entre trabalhadores, empresas e Estado. O relatório final faz ainda outras recomendações para o desenvolvimento de esquemas complementares à reforma. "Programa grão a grão": uma conta de poupança reforma para crianças e jovens, apoiada através de uma contribuição pública direta universal que pode ser "reforçada por contribuições de familiares e terceiros". Instrumentos de dívida pública: o documento propõe a criação das Obrigações do Tesouro-Reforma (OT-REF) e os Certificados de Aforro-Reforma (CAR). Poupança através do consumo: criação de um "Save-as-You-Buy" que "canaliza pequenos montantes gerados nas transações" do dia a dia - como faturas com NIF ou arredondamentos para produtos de poupança previdencial. Imobiliário como fonte de receita: o grupo de trabalho sugere que os imóveis sejam aproveitados como fonte de rendimento para a velhice. As soluções podem "permitir, ou não, a permanência do proprietário no imóvel; podem implicar, ou não, a venda imediata da propriedade; e podem envolver, ou não, uma operação de crédito hipotecário".
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22 ago 2026 13h43
A administração fiscal avisa que há cidadãos a receber chamadas telefónicas fraudulentas em nome do fisco, em que lhes é pedido que corrijam uma suposta divergência na declaração de IRS.As chamadas fazem parte de uma campanha de 'vishing', em que "é pedido aos destinatários destas chamadas que carreguem numa determinada tecla para alegadamente" corrigir uma divergência na declaração de rendimentos, explica a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) numa mensagem publicada esta semana no Portal das Finanças.Os contactos telefónicos acontecem numa altura em que já terminou o prazo para a entrega das declarações de rendimento relativas a 2025 e numa fase em que o fisco já teve de liquidar os ficheiros (dar por concluído o processo de cálculo do imposto e notificação dos contribuintes do resultado final, se daí resulta um reembolso, dinheiro a entregar ao Estado, ou nada a receber nem a pagar).As chamadas "deverão ser ignoradas", recomenda o fisco.No mesmo aviso, a AT dá conta de que estão a circular 'e-mails' fraudulentos em que os atacantes pedem aos destinatários que carreguem em determinados 'links' e ainda mensagens de texto por telemóvel (SMS) com o objetivo de induzir as pessoas a validar dados pessoais.O 'vishing' é um tipo de ataque em que se usam técnicas de engenharia social, com recurso a mensagens de voz ou a chamadas telefónicas, com o objetivo de capturar informação sensível de uma vítima, explica o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS). O termo resulta da combinação das palavras em língua inglesa 'voice' e 'phishing'.Neste caso, ao simularem uma instituição para ganhar credibilidade, os atacantes invocam fraudulentamente o nome da Autoridade Tributária e Aduaneira.Segundo o relatório o "Cibersegurança em Portugal", divulgado pelo CNCS em abril deste ano, "com o aumento sustentado da exposição digital de indivíduos e famílias à internet e a certos serviços digitais aumenta o risco de ciberataques", com casos de engenharia social e fraude, com destaque, no caso da engenharia social, para "o aumento do vishing e da CEO Fraud".Em 2024, "os subtipos de engenharia social mais frequentemente observados foram o 'vishing' (18,31% do total), a CEO Fraud (17,89%), seguindo-se as técnicas de falso recrutamento (11,6% do total) e burlas 'Olá, Pai... Olá, Mãe' (8,7%)", refere o CNCS num outro relatório, de setembro de 2025, de "Riscos & Conflitos". 
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22 ago 2026 13h18
Mais de 1.600 alunos carenciados conseguiram colocação no ensino superior, representando 3% do total de colocados na 1.ª fase do acesso ao ensino superior, e a maioria beneficiou do contingente prioritário.Depois da quebra registada no ano passado, o aumento expressivo de colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) fez-se acompanhar de uma subida do número de alunos mais pobres com colocação.Segundo dados oficiais do Instituto para o Ensino Superior (IES), divulgados na sexta-feira à noite, foram colocados 1.625 estudantes beneficiários de escalão A de ação social escolar (ASE), cerca de 3% do total de estudantes colocados na 1.ª fase do concurso.A maioria ingressa agora na universidade através do contingente prioritário criado em 2023, e utilizado este ano por 1.252 dos mais de 1.600 colocados.Em 2025, os dados do Ministério da Educação mostravam que tinham ficado colocados 1.548 estudantes com ASE A, mas apenas 1.123 através desse contingente prioritário, menos 129 do que este ano.O contingente prioritário para beneficiários de ASE A foi criado em 2023, pelo Governo liderado por António Costa, passando a reservar 2% das vagas da 1.ª fase do concurso para os estudantes mais carenciados e que têm normalmente maiores dificuldades no acesso ao superior.Nesse ano, o número de beneficiários de escalão A duplicou no ensino superior, chegando aos 2.800 jovens carenciados.Em maio, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação apresentou um novo modelo de ação social, que será implementado de forma faseada já a partir do ano letivo 2026/2027.O novo modelo passará a calcular o valor das bolsas atribuídas aos estudantes mais carenciados considerando o custo médio de estudar no ensino superior e o rendimento que as famílias podem disponibilizar ao estudante, mas, para já, aplicam-se apenas as alterações ao estatuto de deslocado, ao apoio ao alojamento e a nova bolsa de incentivo.A bolsa de incentivo, no valor de 1.075, acumulável com a bolsa de estudo, destina-se aos estudantes que, em 31 de maio de 2026, integravam agregados familiares beneficiários do 1.º escalão do abono de família.Segundo o IES, até às 15:00 de sexta-feira tinham sido apresentados 608 requerimentos de atribuição do novo apoio, atribuído de forma automática após a confirmação da matrícula e verificação dos restantes requisitos de elegibilidade.No ano letivo de 2026/2027, os estudantes bolseiros deslocados mantêm a prioridade no acesso às residências públicas e passam a beneficiar de um complemento mensal de alojamento correspondente a 30% do IAS, mais 20% face à comparticipação anterior.O regulamento prevê a atribuição de uma majoração a quem não tiver vaga em residência, correspondente ao valor estimado do custo do alojamento para o concelho, sem necessidade de apresentação de contrato de arrendamento.Além do contingente prioritário para os estudantes mais pobres, foram colocados 266 alunos através do contingente para candidatos com deficiência, mais 75% face ao ano passado.No contingente prioritário para emigrantes e familiares, e lusodescendentes foram colocados 406 estudantes (mais 33,6%).Aumentaram igualmente os estudantes colocados no contingente prioritário para militares (mais 85%) e através da preferência regional (17%) e habilitacional (mais 100,6%), para candidatos a cursos politécnicos que fizeram o secundário numa via profissionalizante, artística e tecnológica.Entre os mais de 60 mil candidatos à 1.ª fase do CNAES, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.Apesar dos problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais e divulgação das notas, este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no superior devido à pandemia da covid-19.As colocações da 1.ª fase do CNAES serão divulgadas às 00:01 de domingo na página do IES, disponível em www.dges.gov.pt, e os estudantes colocados terão depois até 27 de agosto para realizar a matrícula. 
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22 ago 2026 12h02
O número de candidatos colocados em cursos para ser professor voltou este ano a aumentar, com 1.302 estudantes a garantirem lugar numa licenciatura de Educação Básica, ocupando 97% das vagas.As colocações da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) só serão conhecidas no domingo, mas dados oficiais divulgados na sexta-feira revelam que há cada vez mais jovens a optarem pela docência.Segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior (IES), foram colocados 1.302 estudantes em licenciaturas em Educação Básica, mais 8,6% face ao ano anterior."Nos últimos três anos o número de colocados em licenciaturas em Educação Básica aumentou 30,6%, o que demonstra o crescente interesse dos estudantes por estas formações", sublinha o IES, em comunicado.Com perto de 1.350 vagas disponibilizadas para a 1.ª fase do concurso, 96,9% dos lugares foram ocupados e na maioria das instituições a taxa de ocupação foi total.Para a 2.ª fase, que decorre entre 24 de agosto e 20 de setembro, sobraram vagas em apenas quatro instituições: o Instituto Politécnico (IP) de Portalegre, com 37 lugares disponíveis, o IP de Beja, com seis lugares, o IP da Guarda, com duas vagas, e o IP de Setúbal, com uma vaga para o regime pós-laboral.À semelhança de anos anteriores, Educação Básica era uma das áreas de formação em que as instituições de ensino superior poderiam aumentar o número de vagas além do limite de 5% face ao ano anterior.Outra das exceções eram os cursos de Medicina e, neste caso, os 1.663 estudantes colocados preencheram todas as vagas inicialmente disponibilizadas.Também nas áreas de competências digitais houve um aumento do número de colocados em relação ao ano passado, com 7.579 a garantir um lugar para o próximo ano letivo, mais 17,6% face à primeira fase do último concurso.Entre os mais de 60 mil candidatos à 1.ª fase do CNAES, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.Apesar dos problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais e divulgação das notas, este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no superior devido à pandemia da covid-19.Cerca de metade dos candidatos foram colocados na primeira opção e, no total, 84,5% dos estudantes conseguiram assegurar um lugar numa das três primeiras opções.Os cursos da Universidade de Lisboa estavam no topo das prioridades dos estudantes, indicados como primeira opção em 9.472 candidaturas, seguida da Universidade do Porto, com 7.887 candidatos em primeira opção, do Instituto Politécnico do Porto (5.140) e da Universidade de Coimbra (5.002).Pelo contrário, as instituições com menos candidatos em primeira opção foram os institutos politécnicos da Guarda (119), de Tomar (126), de Beja (182) e a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (160), em Lisboa.Por áreas de formação, os estudantes privilegiaram as Ciências Empresariais, indicadas como primeira opção de 9.899 candidatos, a Saúde (9.745) e as Engenharias (8.790), em detrimento de áreas menos procurados como Serviços de Segurança, com apenas 16 candidatos em primeira opção, Serviços de Transporte (60) ou Indústrias Transformadoras (115).Os estudantes continuam a preferir o subsistema universitário, com mais de 40 mil candidatos em primeira opção e cuja taxa de ocupação superou os 95%, enquanto os politécnicos foram a escolha preferencial de cerca de 20 mil estudantes, registando uma taxa de ocupação próxima dos 80%.As colocações da 1.ª fase do CNAES serão divulgados às 00:01 de domingo na página do IES, disponível em www.dges.gov.pt, e os estudantes colocados terão depois até 27 de agosto para realizar a matrícula.As candidaturas à 2.ª fase do concurso, que contará com 6.639 vagas, decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro e a divulgação dos resultados está prevista para 30 de setembro, seguindo-se depois a 3.ª fase entre 10 e 12 de outubro.  
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22 ago 2026 11h11
Três dos cinco cursos com a média mais elevada na 1.ª fase do acesso ao ensino superior são da Universidade do Porto, que lidera a lista com Engenharia Aeroespacial, onde a nota do último colocado foi 19,5 valores.Pelo quarto ano consecutivo, Engenharia Aeroespacial, na Universidade do Porto, voltou a ser o curso com a média mais elevada na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior (IES) divulgados na sexta-feira.Com apenas 30 vagas disponíveis, o último aluno a conseguir assegurar um lugar naquele curso candidatou-se com uma média de 19,50 valores, numa escala de zero a 20.Além de Engenharia Aeroespacial, a Universidade do Porto ministra outros dois cursos entre os cinco com média mais elevada: Medicina, cuja nota do último colocado foi 18,67 valores, e Engenharia e Gestão Industrial, com 18,85 valores.Acima destes, e com a segunda média mais elevada, está Engenharia Aeroespacial na Universidade do Minho, onde o último aluno a conseguir uma das 31 vagas foi a concurso com 18,98 valores.Em quinto lugar na lista, surge igualmente o curso de Engenharia Aeroespacial, mas ministrado pela Universidade de Lisboa, com 18,60 valores.Há outros 13 cursos onde só entraram alunos com uma média mínima de 18 valores, ministrados pelas universidades de Aveiro, Madeira, Trás-os-Montes e Alto Douro, Coimbra, Nova de Lisboa e um do Instituto Politécnico do Porto.Em áreas sobretudo relacionadas com engenharias e Medicina, todos os cursos eleitos pelos alunos de excelência preencheram a totalidade das vagas, à exceção de Engenharia Física e Computacional, na Universidade da Madeira.A instituição abriu 15 vagas, mas só um aluno ficou colocado, com uma média de 18,28 valores.Por outro lado, a média de entrada mais baixa foi no curso de Gestão e Informática, do Instituto Politécnico de Viseu (9,70 valores), havendo ainda outros quatro cursos com notas abaixo dos 10 valores: Turismo no politécnico de Beja, Biologia na Universidade dos Açores, Educação Ambiental e Turismo de Natureza no politécnico de Santarém, e Engenharia de Sistemas de Computadores, no politécnico de Lisboa.Este ano, existem 39 cursos que não receberam qualquer candidato, ficando as mais de 700 vagas por ocupar.À semelhança de anos anteriores, são quase todas formações ministradas em institutos politécnicos e universidades do interior, a maioria na área das engenharias.Entre os mais de 60 mil candidatos à 1.ª fase do CNAES, 49.991 conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que no ano passado, ocupando 88,9% das vagas.Apesar dos problemas registados no processo de classificação dos exames nacionais e divulgação das notas, este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no superior devido à pandemia da covid-19.Cerca de metade dos candidatos foram colocados na primeira opção e, no total, 84,5% dos estudantes conseguiram assegurar um lugar numa das três primeiras opções.Entre as mais de mil opções de formação, sobraram apenas 6.639 vagas em 412 cursos para a 2.ª fase, que se realiza entre 24 de agosto e 20 de setembro.A lista disponibilizada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação mostra centenas de cursos em que mais de metade dos lugares ficou por ocupar, em áreas como engenharias, ciências a saúde, agronomia, turismo ou gestão.Os opções com mais vagas disponíveis para a 2.ª fase são Engenharia Informática nos institutos politécnicos de Bragança, Castelo Branco, Beja, Santarém e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e Engenharia de Energias Renováveis no politécnico de Bragança.As colocações da 1.ª fase do CNAES serão divulgados às 00:01 de domingo na página do IES, disponível em www.dges.gov.pt, e os estudantes colocados terão depois até 27 de agosto para realizar a matricula.
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22 ago 2026 10h19
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na sexta-feira que o problema do aumento da dívida e dos pagamentos de juros será resolvido "com muita facilidade" graças ao atual crescimento económico do país.Questionado sobre a dívida do governo federal, que esta semana ultrapassou pela primeira vez os 40 mil milhões de dólares (34,2 mil milhões de euros), e cujo crescimento tem acelerado após a decisão do Supremo Tribunal de baixar as tarifas alfandegárias que geravam receitas orçamentais, Trump sublinhou que herdou a dívida, mas realçou que o atual desempenho económico resolverá o problema."Esta dívida é um problema há 35 anos. E o que temos agora --- algo que nunca tivemos antes, embora tenhamos visto uma boa parte dela durante o meu primeiro mandato, como sabem --- é um crescimento tremendo, e a forma de gerir a dívida é através do crescimento, e agora estamos a experimentar um crescimento tremendo", observou."Nunca tivemos um crescimento como este antes. Este crescimento resolverá o problema com muita facilidade", acrescentou o chefe de Estado norte-americano, antes de embarcar no Air Force One rumo à Carolina do Sul para uma ação de campanha para as eleições intercalares de novembro.A economia norte-americana cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no período de abril a junho, embora se espere um número significativamente mais forte para o trimestre atual.Os jornalistas questionaram ainda o Presidente republicano sobre o aumento das taxas dos títulos do Tesouro, que a 30 anos atingiram mais de 5,3% esta semana, o nível mais elevado desde 2007, e se tinha dado instruções ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, para intervir no mercado de dívida anunciando um programa de recompra que reduziu ligeiramente as taxas."Não, de todo. Ele [Bessent] é um homem muito capaz. Ele queria fazer isto e é muito bom nisso. Tem um bom instinto, um excelente talento natural para as questões das obrigações e das taxas de juro", afirmou Trump.O Presidente norte-americano lançou ainda uma aparentem ameaça militar ao Irão, numa altura em que a guerra prolongada aumenta as dúvidas sobre a inflação e a saúde da economia norte-americana."Há muitos tipos de intervenção [contra o Irão], esta (económica e financeira) é uma delas. A intervenção máxima é a militar e, se tivermos de recorrer a ela, recorreremos", garantiu.Paralelamente, e com o preço dos combustíveis em alta e as pressões inflacionistas a acumularem-se, Donald Trump 'esqueceu' a sua promessa de dar sempre prioridade aos produtos "Made in USA" (Fabricados nos EUA, em português), e vai suspender temporariamente as tarifas sobre certas importações de carne de bovino, em benefício dos consumidores norte-americanos.Em concreto, as tarifas sobre a importação de 300 mil toneladas de carne de bovino destinada à venda como carne picada serão suspensas durante os próximos 90 dias, anunciou o Presidente norte-americano na rede social Truth Social.Mas para aos produtores, esta medida é um "banho de água fria para o objetivo de aumentar o efetivo bovino americano", denunciou Colin Woodall, presidente da Associação Nacional de Produtores de Carne de Bovino, num comunicado condenando uma decisão "que sacrifica a estabilidade a longo prazo em prol das relações públicas de curto prazo".O custo de vida é uma das principais preocupações dos eleitores, à medida que se aproximam as cruciais eleições intercalares, e a oposição democrata insiste que Donald Trump, com as suas tarifas abrangentes e a sua guerra contra o Irão, é o principal responsável pelo elevado custo de vida. 
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