Notícias Jornal de Negócios

02 out 2026 00h20
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apelou esta quinta-feira aos europeus que coloquem gasóleo no mercado "imediatamente" para contrariar a subida dos preços do combustível."Os nossos parceiros europeus deveriam acelerar a colocação em prática dos seus compromissos existentes e disponibilizar imediatamente volumes adicionais para remediar as atuais perturbações", escreveu o responsável na rede social X,Scott Bessent acrescentou que "os agricultores, os transportadores rodoviários e as empresas americanas não deveriam ter de suportar sozinhos o peso de uma escassez mundial de gasóleo".Hoje, também, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que poderia pedir aos europeus para recorrer às suas reservas estratégicas de gasóleo para baixar os preços, durante uma conversa com jornalistas em Dallas, no sul do Texas."Podemos fazer isso. Eles têm gasóleo", afirmou o presidente americano, questionado sobre este pedido, já feito pelo seu ministro das Finanças, Scott Bessent, mais cedo.
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02 out 2026 00h11
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu esta quinta-feira à União Europeia um relaxamento das regras orçamentais para fazer face às despesas extra causadas pelo aumento da inflação e subidas dos custos da energia."À medida que entramos no quarto trimestre do ano, a esperança de ver a crise no Médio Oriente resolvida rapidamente foi desapontada e os mercados de energia continuam extremamente tensos", escreve hoje a chefe do Executivo italiano numa carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen."Embora a maioria dos Estados-membros tenha intervindo para atenuar o aumento dos preços dos combustíveis e das faturas de serviços públicos, o rendimento real disponível das famílias está a ser duramente afetado, com a inflação global a atingir um novo pico em setembro", acrescenta.Neste contexto, Giorgia Meloni pede à União Europeia para poder utilizar uma parte das receitas adicionais, provenientes do "aumento, a curto prazo, das receitas fiscais indiretas resultante de uma inflação mais elevada", para amortecer o aumento dos custos da energia "de forma temporária e direcionada"."Estamos cientes do risco que envolve a alteração das regras orçamentais recentemente introduzidas, que perseguem um objetivo que todos partilhamos, ou seja, a sustentabilidade da dívida", refere a primeira-ministra italiana."No entanto, consideramos que o quadro orçamental deixa margem para que a Comissão Europeia possa ter em consideração os fatores relevantes que acabei de destacar", sublinha Giorgia Meloni.Para se tratar desta questão, que considera "urgente", a primeira-ministra italiana sugere que esta seja abordada na próxima reunião do Conselho de "Assuntos Económicos e Financeiros" (ECOFIN) da União Europeia, que reunirá os ministros das Finanças e da Economia dos Estados-membros no dia 09 de outubro.A inflação registou uma clara aceleração em setembro em Itália, 4,2% em relação ao ano anterior, principalmente devido ao aumento dos preços dos combustíveis, segundo uma primeira estimativa publicada na quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).O conflito no Médio Oriente já tinha levado a inflação para cerca de 3% nos últimos meses na Península.
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01 out 2026 23h34
O Presidente russo rejeitou esta quinta-feira uma suspensão mútua dos ataques de longo alcance com a Ucrânia, que se intensificam há meses, em resposta às propostas apresentadas por Kiev e Washington nesse sentido."Dizem-nos: 'Que eles deixem de atacar as vossas refinarias e vocês deixarão de atacar os navios deles'. Isso é simplesmente ridículo", afirmou Vladimir Putin durante um evento do 'think tank' (grupo de reflexão) Clube de Discussão Valdai.Questionado novamente sobre a resposta russa a esta ideia, respondeu: "Não".A Rússia e a Ucrânia têm multiplicado os ataques de longo alcance, visando cada vez mais, e de forma frequente, infraestruturas civis e provocando um número crescente de vítimas.Moscovo tem tido como alvo armazéns, postos de abastecimento, centros comerciais, navios que partem dos portos ucranianos no mar Negro e, mais recentemente, centros de dados informáticos e operadores de telecomunicações.Por seu lado, Kiev tem visado, nomeadamente, refinarias e depósitos de petróleo, armazéns de gigantes do comércio eletrónico e navios de carga no mar Negro.Segundo Putin, a Rússia "perdeu cerca de 1% do [Produto Interno Bruto] PIB" devido aos ataques ucranianos às refinarias, que provocaram uma crise de combustível este verão.No mesmo evento, Putin admitiu ainda a possibilidade de expropriar empresas ocidentais como a Nestlé ou a Auchan, colocadas sob controlo temporário, como resposta a uma eventual nacionalização de ativos russos por parte do Ocidente."Estamos a criar as condições para que, caso nacionalizem ou roubem as nossas empresas, possamos responder de forma simétrica. É por isso que se instituiu o controlo temporário das empresas ocidentais", adiantou o líder russo.Putin negou que os ativos das empresas colocadas sob controlo temporário tenham sido expropriados.O Ocidente "apresentou naturalmente isto como um roubo, uma nacionalização. Mas o que acontece na realidade? Na verdade, isto é uma mentira. E uma provocação. Nós não tiramos nem nacionalizamos nada a ninguém", indicou.Os países, frisou ainda, "bloquearam as reservas em ouro e divisas do nosso Banco Central e chegam mesmo a destinar as receitas geradas pela utilização dessas reservas à guerra" na Ucrânia."Isto é, na minha opinião, inadmissível", continuou o líder russo, tendo também denunciado a perda de ativos de empresas russas como a Gazprom e a Lukoil no Ocidente.No entanto, indicou que a Rússia está disposta a devolver o controlo destas empresas aos seus proprietários caso a situação internacional se torne "propícia".Nas últimas semanas, a Rússia colocou sob controlo temporário os ativos de várias empresas ocidentais que ainda operavam no mercado russo, incluindo a METRO AG, a Aptar Europe Holding, a Nestlé, a Leroy Merlin e a filial da Auchan.Após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, as autoridades russas colocaram sob gestão estatal temporária os ativos de uma série de empresas estrangeiras, como a Carlsberg ou a Danone, que anunciaram a sua retirada da Rússia em protesto contra o conflito.A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, e as negociações entre as duas partes estão num impasse.A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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01 out 2026 23h06
O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou esta quinta-feira atacar o Irão "com força" caso se confirme que é responsável pelo incidente no voo da Flydubai, que Israel classificou como um atentado terrorist"Serão atingidos com força, não se preocupem", adiantou o republicano aos jornalistas na Casa Branca, quando questionado se ponderava ordenar um ataque caso se confirmasse a autoria iraniana.Quando questionado especificamente sobre um possível envolvimento do Irão, o líder republicano considerou essa hipótese provável: "Diria que a resposta, com base no que estou a ouvir, é sim, mas estamos a trabalhar nisso neste momento".O incidente aconteceu na quarta-feira, quando, alegadamente, os dois pilotos do voo que fazia a rota entre o Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerou pânico a bordo e levou a alertas de emergência e um código associado a uma possível tentativa de sequestro.Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, a tripulação e passageiros habilitados terão conseguido intervir na cabine de comando e assumir o controlo do voo, aterrando de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, onde foram hospitalizados vários tripulantes.O copiloto acusado de esfaquear o piloto num voo da Flydubai com destino a Telavive foi transferido da Arábia Saudita, onde a aeronave tinha feito uma aterragem de emergência, para os Emirados Árabes Unidos, anunciaram hoje as autoridades sauditas."As investigações iniciais (...) mostraram que o copiloto atacou o piloto", apontou o Ministério do Interior da Arábia Saudita, manifestando-se pela primeira vez sobre o caso.Embora o Ministério da Defesa de Israel já tenha classificado o sucedido como um ato "terrorista jihadista", a Flydubai pede que se "evitem especulações prematuras" até que as causas do incidente sejam esclarecidas.Entretanto, as Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram cerca de 9.000 soldados a bordo de um grupo de navios para o Médio Oriente, adiantou esta quinta-feira um responsável norte-americano.O grupo de navios que se dirige agora para o Médio Oriente transporta, ao todo, mais de 7.000 marinheiros e 2.000 fuzileiros.O grupo inclui o grupo de ataque do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, que foi recentemente mobilizado juntamente com o cruzador USS Chosin, e o grupo de prontidão anfíbia do USS Makin Island, que conta com os navios de desembarque anfíbio USS John P. Murtha e USS Anchorage.Isto pode significar a presença de três porta-aviões na região já no final de outubro, segundo uma autoridade norte-americana que falou à AP sob anonimato.Considerando o efetivo já presente no Médio Oriente, esta movimentação elevaria a presença naval dos EUA a um patamar invulgarmente elevado, com mais de 20.000 marinheiros e fuzileiros navais, bem como centenas de aeronaves.
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01 out 2026 22h12
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do Governo brasileiro, informou que o Brasil produziu 6,002 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) de petróleo e gás natural em agosto.A produção de petróleo no Brasil atingiu 4,615 milhões de barris por dia (bbl/d) em agosto, um aumento de 2,6% face a julho e de 18,4% em comparação com agosto de 2025, informou hoje o Governo brasileiro.Os dados mostram que o resultado superou a marca histórica anterior de 4,498 milhões de bpd, registada em julho, e reforça a trajetória de crescimento com o Brasil a bater o recorde pelo terceiro mês consecutivo.Já a produção de gás natural foi de 220,55 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), mais 2,6% do que no mês anterior e 16,8% acima do registado em agosto de 2025.Na região do pré-sal, a produção de petróleo e gás natural alcançou 4,959 milhões de boe/d, equivalente a 82,6% da produção brasileira, crescendo 2,9% face a julho e 23% em relação a agosto de 2025.Foram produzidos no pré-sal 3,842 milhões de bbl/d de petróleo e 177,58 milhões de m³/d de gás natural, através de 203 poços, segundo os dados da agência reguladora.O aproveitamento de gás natural , segundo a ANP, foi de 98,1% em agosto, com 69,41 milhões de m³/d disponibilizados ao mercado e uma queima de 4,16 milhões de m³/d.A queima de gás natural caiu 11% em relação a julho e 14,8% na comparação com agosto de 2025.Os campos marítimos responderam por 98,1% da produção de petróleo e 88,3% da produção de gás natural, enquanto os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio, representaram 87,55% do total.A produção brasileira teve origem em 6.719 poços, dos quais 614 marítimos e 6.105 terrestres, indicou a ANP em comunicado.
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01 out 2026 20h46
O Governo estima poupar 46 milhões de euros em 2027 com a compra centralizada de eletricidade, gás natural e combustíveis rodoviários para centenas de entidades públicas, segundo medidas aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.Em causa estão três resoluções que autorizam a realização das compras centralizadas através da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP), responsável pelo sistema nacional de compras públicas.Segundo o Governo, os três procedimentos representam um volume máximo de despesa inferior a 230 milhões de euros e permitem às entidades públicas abrangidas adquirir energia de "forma agregada, com melhores condições de contratação e menor carga administrativa".Em 2025, o executivo tinha aprovado um procedimento semelhante para o fornecimento de eletricidade, gás natural e combustíveis rodoviários em 2026, estimando então uma poupança de 24,8 milhões de euros.
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01 out 2026 14h18
O bilionário da tecnologia Elon Musk vai integrar um comité encarregado de identificar as tecnologias e armamentos de que os Estados Unidos vão necessitar no futuro, anunciou na quarta-feira o secretário da Defesa, Pete Hegseth.Batizado "Project Meridian", o programa visa "abordar o futuro de forma criativa, identificando as áreas que devemos conquistar e as capacidades que devemos dominar", explicou Hegseth, citado pela agência francesa AFP.Segundo o chefe da Defesa, o objetivo é "alcançar a dominação tecnológica e militar no campo de batalha para as próximas décadas".Além do líder da Tesla e da SpaceX, o comité reúne Palmer Luckey, fundador da empresa de defesa norte-americana Anduril, e Newt Gingrich, 83 anos, antigo eleito republicano que presidiu à Câmara dos Representantes.Para Musk, trata-se de um regresso a uma missão oficial do governo federal, depois de ter liderado, a pedido do Presidente Donald Trump, uma comissão chamada encarregada de cortar nos gastos da função pública norte-americana.O "Project Meridian", que Hegseth disse reunir "três dos cérebros mais brilhantes da nação", tem atividade prevista durante 120 dias.A iniciativa, supervisionada pelo diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, visa descobrir e desenvolver as armas e os sistemas que serão utilizados pelas futuras gerações no campo de batalha, referiu a agência espanhola EP.Também foi anunciada a criação do Comando de Guerra Autónoma para integrar e mobilizar sistemas robóticos e drones em grande escala em todos os ramos das forças armadas, de acordo com a agência espanhola EP.Empenhado numa reforma a passo acelerado das forças armadas, Hegseth proferiu na quarta-feira um discurso na base norte-americana de Quantico, na Virgínia, destacando designadamente as reduções de efetivos entre os generais e almirantes.
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01 out 2026 14h07
O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a criação de uma linha de 200 milhões de euros do o Orçamento do Estado para o próximo ano (OE2027) para projetos inacabados do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)."Tomámos a decisão de aprovar uma linha de 200 milhões de euros, dentro do OE, para garantir que os projetos inacabados podem chegar a bom termo", anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no final da reunião do Conselho de Ministros.O Conselho de Ministros aprovou também a criação de instrumentos para "monitorizar, avaliar e auditar todos os investimentos no âmbito do PRR", que vão estar "vigentes até 31 de dezembro de 2028". "O intuito é fazer essa avaliação e detetar alguns comportamentos que possam ter sido tomados fora das regras e, com isso, combatermos a fraude e o tratamento indevido dos financiamentos que estiveram disponíveis", referiu Luís Montenegro."Foi possível mais uma vez não dar razão aos prognósticos pessimistas de que não seríamos capazes e que Portugal não tinha capacidade de executar o plano de investimento mais volumoso que alguma vez tivemos de realizar no perímetro público. O país está de parabéns", rematou o primeiro-ministro.(em atualização)
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01 out 2026 12h27
Os preços das casas subiram, no segundo trimestre, 4,7% na União Europeia (UE)  e 4% na Zona Euro na comparação homóloga, com Portugal a registar o maior aumento entre os Estados-membros (16,5%), divulga esta quinta-feira o Eurostat.De acordo com o serviço estatístico europeu, na comparação com o trimestre anterior, os preços das casas aumentaram1,2% na União Europeia (UE).Entre os Estados-membros para os quais existem dados disponíveis, três países registaram uma descida homóloga dos preços da habitação no segundo trimestre de 2026 e 23 registaram um aumento anual.O aumento mais elevado foi registado em Portugal (16,5%), seguido da Bulgária (15,5%) e da Lituânia (14,3%) e as únicas descidas verificaram-se na Finlândia (-2,7%), no Luxemburgo (-2,%) e em França (-0,8%).A pressão sobre os preços continua elevada em muitos países da UE, com nove Estados-membros, incluindo Portugal e Espanha, a registarem uma subida superior a 10% face ao segundo trimestre do ano passado.
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