13 jul 2026
10h10
O
preço dos selos dos maços de tabaco vai aumentar 2% no próximo ano. A alteração consta de um
despacho publicado esta segunda-feira em Diário da República, que atualiza o preço da estampilha dos maços de tabaco que serão colocados à venda no próximo ano e que terá de ser suportado pelas tabaqueiras. A cor de fundo do selo, que comprova a qualidade e legalidade do tabaco, passa de bordeaux para verde.O
preço de cada selo sobe de 0,00544 para 0,00556 euros, no caso de ser um selo não autocolante.
Na versão autocolante, passa de 0,03835 para 0,0392 euros. Em comparação com o ano anterior, o preço dos selos vai registar um acréscimo de 2,2%, depois de, no ano anterior, o Governo ter avançado com um aumento numa proporção idêntica."O montante correspondente ao preço unitário da estampilha especial para os produtos sujeitos a imposto sobre o tabaco (...) referente ao ano económico de 2027, é fixado, respetivamente, em 0,00556 euros e 0,0392 euros, para a versão não autocolante e para a versão autocolante", lê-se no
despacho assinado pela secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte.
Embora o aumento seja cobrado às tabaqueiras, pode repercutir-se no preço de venda aos consumidores.No caso do selo aplicável aos produtos de tabaco que beneficiam de isenção do imposto sobre o tabaco, cuja requisição seja feita "junto da Imprensa Nacional Casa da Moeda", o preço passa a ser de 0,00544 para 0,00556 euros, o mesmo aplicável aos selos não autocolantes para produtos sujeitos a imposto sobre o tabaco.
Depois de bordeaux, o selo volta a ter a cor verde, a mesma que em 2025. "A cor da estampilha especial para os produtos sujeitos a imposto sobre o tabaco (...) referente ao ano económico de 2027, é a cor verde", refere o Governo. Recorde-se que, antes disso, o selo foi azul em 2020, violeta em 2021, castanho em 2022, magenta em 2023 e laranja em 2024. O selo é vendido às tabaqueiras pela Imprensa Nacional Casa da Moeda. O preço é fixado anualmente por despacho do Ministério das Finanças, que define também a cor de fundo da estampilha para cada ano.
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13 jul 2026
08h47
Quando o primeiro Governo de Luís Montenegro tomou posse, 15 dos 18 diretores distritais da Segurança Social tinham ligações ao PS. Dois anos depois e com várias mexidas do Ministério do Trabalho e Segurança Social, a situação inverteu-se:
15 dirigentes são agora do PSD e os restantes três continuam a não ter filiação partidária conhecida, avança o
Observador nesta segunda-feira. A dança de cadeiras começou logo nos primeiros meses após a tomada de posse de Luís Montenegro, à medida que os mandatos dos dirigentes nomeados pelos Executivos de António Costa foram cessando. Até maio, o Governo conseguiu substituir oito diretores distritais e,
se tivesse de esperar pelo fim das comissões de trabalho dos restantes, só no verão de 2028 é que teria retirado todos os diretores próximos da Segurança Social do PS. Porém, a
reestruturação do Instituto da Segurança Social (ISS) levou à cessação automática das comissões de serviço de todos os dirigentes e, assim, o Governo tem estado a completar, entre junho e junho deste ano, a mudança de cor política nessa entidade. Atualmente, já não há nenhum dirigente nomeado pelo PS em funções. O Ministério tutelado por Rosário Palma Ramalho manteve os dirigentes que já tinha nomeado, evitando que tivesse novamente de passar por um concurso público. A Segurança Social tem atualmente dois terços dos seus diretores de centros distritais (12) em
regime de substituição, o que os coloca em vantagem face a outros candidatos.
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13 jul 2026
08h18
Morreu Sam Neill, o ator neozelandês conhecido por "Parque Jurássico", "O Piano" e a série de televisão "Peaky Blinders", aos 78 anos. A morte de Sam Neill foi anunciada, esta segunda-feira, através de um comunicado da família, publicado na sua conta de Instagram.A família refere uma morte "repentina e inesperada". "Sam estava rodeado da família e morreu com a dignidade que caraterizou toda a sua vida", lê-se no texto.Sam Neill nasceu em 1947, na Irlanda do Norte, tendo-se mudado para a Nova Zelândia em 1954. Tornou-se ator profissional no Downstage Theatre. Teve um primeiro papel de destaque no filme "Sleeping Dogs", em 1977, o primeiro filme neozelandês a estrear em território norte-americano. Protagonizou "O Piano", em 1993, ao lado de Holly Hunter, e interpretou Alan Grant em "Parque Jurássico", de Steven Spileberg. O ator passou ainda pela série "Peaky Blinders". Sam Neill tinha anunciado recentemente que estava livre de cancro, depois de ter sido diagnosticado com linfoma angioimunoblástico de células T, um tipo de cancro no sangue, em 2022.
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13 jul 2026
08h07
O Comando Central dos EUA (Centcom) indicou, em comunicado, que foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos de mísseis e drones, além de pequenas embarcações. Segundo o Centcom, foram utilizados pela primeira em simultâneo caças, navios, drones aéreos e drones navais."O estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global. O Irão não o controla", declarou o Centcom.De acordo com a agência de notícias oficial iraniana Irna, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas esta manhã num bombardeamento norte-americano contra a cidade de Mahchahr, no sudoeste do Irão.O ataque levou a nova resposta por parte do Irão, que retaliou atingindo países em todo o Médio Oriente. As sirenes de alerta de mísseis soaram esta manhã no Bahrein, sede da 5.ª Esquadra da Marinha norte-americana, mas sem informação imediata sobre danos.Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Teerão acusou os Estados Unidos de terem "violado abertamente quase todos os termos" do acordo concluído em junho, provocando o "regresso da insegurança" no estreito de Ormuz.O país também acusou Washington de ter "reduzido a nada todos os esforços dos últimos meses" para restaurar a paz na região.Os ataques iranianos de domingo atingiram o Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e até Omã, que partilha com o Irão as águas territoriais que compõem o estreito de Ormuz.O exército norte-americano disse no domingo ter atingido cerca de 140 alvos, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munições, equipamentos de comunicação e outras infraestruturas - ataques muito mais pesados do que nas duas rondas anteriores da última semana."Bombardeámos intensamente ontem à noite", declarou o Presidente Donald Trump à emissora norte-americana NBC.O Irão retaliou atacando países da região que acolhem forças militares dos EUA, insistindo que deve controlar sozinho o estreito e até cobrar taxas às embarcações que o atravessem.A Guarda Revolucionária iraniana reconheceu numa declaração hoje ter iniciado uma nova vaga de ataques em todo o Médio Oriente. "A era dos acordos unilaterais acabou", escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador. "Avisámos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta."Teerão descreveu o estreito como fechado, enquanto os EUA e Trump afirmaram que se mantém aberto.
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12 jul 2026
21h50
O Presidente da Ucrânia anunciou este domingo uma remodelação ministerial e ofereceu
à primeira-ministra um novo cargo, que não especificou, indicando que o país
"está a mudar a sua estratégia política"."A Ucrânia está a mudar a
sua estratégia política. Cada área prioritária da política externa será
atribuída a uma pessoa específica com experiência substancial, capaz de
implementar o que foi acordado a nível de liderança e o que o povo ucraniano
espera", disse Volodymyr Zelensky, na rede social X.Segundo a publicação, o
presidente ucraniano ofereceu à primeira-ministra da Ucrânia, Yuliia
Svyrydenko, nomeada no verão passado, "a oportunidade de liderar uma nova e
importante área de relações com um parceiro fundamental", sem dar mais detalhes
sobre o novo cargo de Yuliia Svyrydenko ou sobre o parceiro fundamental.O Presidente referiu como
prioridades na política externa áreas relacionadas com os Estados Unidos e os
acordos sobre licenças para o fabrico de sistemas Patriot [sistemas de
mísseis], bem como outras formas de cooperação bilateral em matéria de segurança.Segundo Volodymyr
Zelensky, na lista de prioridades na política externa também "está a China e as
principais organizações internacionais que influenciam as decisões globais e
que podem fazer mais para ajudar a pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia",
que começou a 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa.Ainda dentro das
prioridades na política externa, são referidas a adesão à União Europeia, uma
nova base nas relações com os países vizinhos da Ucrânia, especialmente a
Polónia e a Hungria, o Médio Oriente e a região do Golfo, "como uma das áreas
globais mais promissoras para a cooperação em matéria de segurança e economia".O presidente ucraniano
disse também que espera um aumento do fornecimento de armamento, incluindo todo
o tipo de drones, e defendeu que "todo o trabalho nas regiões fronteiriças e da
linha da frente da Ucrânia, que sofrem diariamente ataques russos, deve ser
significativamente reforçado"."A preparação para o
inverno é uma prioridade extremamente importante, e a Ucrânia deve estar pronta
para qualquer ameaça que possa surgir", acrescentou, indicando que haverá
também mudanças nos chefes das agências de segurança pública.
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12 jul 2026
21h34
O líder do PS voltou este domingo a considerar que relativamente aos exames o primeiro-ministro "falhou também numa área onde não podia falhar", lamentando que tenha optado por "respostas levianas" sobre esta situação."Significa isto que o Governo, o primeiro-ministro, falhou também numa área onde não podia falhar que é a área da avaliação dos nossos jovens que querem concorrer ao ensino superior", disse."O que se esperava era que desse uma palavra aos portugueses sobre este momento crítico que estão a viver e o que fez o primeiro-ministro, em vez de uma comunicação formal, oficial, com a equipa da Educação, explicar às pessoas o que é que está a ser feito, o primeiro-ministro apareceu num festival de música com declarações levianas sobre um tema que é tão importante para os jovens portugueses e para as famílias portuguesas", criticou.José Luís Carneiro, que falava na cerimónia de encerramento do congresso da Federação Distrital de Portalegre do PS, acusou ainda o Governo de "desmantelar", entre outros serviços, a Direção-Geral de Educação e de ter provocado o "caos" na classificação dos alunos na sequência dos exames.Ao longo de um discurso com mais de trinta minutos, o secretário-geral do PS acusou também o Governo de ter "prometido tudo e a todos", mas "está a falhar em tudo e a todos".Na sequência desta critica, o líder do PS considera que o Governo falhou no setor da habitação e, relativamente aos cuidados de saúde, acusou Luís Montenegro de ter prometido "facilidades", com a atribuição de médicos de família para todos os portugueses "até dezembro de 2025" e a redução das listas de espera nas cirurgias."Dois anos passados o que acontece é que nós hoje temos mais pessoas sem médico de família, temos hoje um milhão e seiscentos mil portugueses à espera de um médico de família e, pior, as listas de espera para cirurgias aumentaram e as listas de espera para cirurgias oncológicas aumentaram também", disse.Durante o seu discurso, José Luís Carneiro acusou ainda o Governo de ter "falhado" na setor da economia.Apostado em combater o custo de vida, caso o PS governe, o líder socialista lamentou que o Governo não tenha acolhido nos últimos tempos as propostas do PS para várias áreas, como a habitação, novo aeroporto de Lisboa e privatização da TAP."Nós não estamos cá para trabalhar para nós próprios, para dentro do PS, o nosso dever é trabalhar para servir o país e foi isso que procurámos fazer desde a primeira hora e, em nenhuma destas áreas, o Governo mostrou abertura para aceitar as propostas, as sugestões do PS. Portanto, não nos podem assacar com quaisquer responsabilidades, porque nós em todos os momentos, sempre que criticámos, apresentamos uma alternativa", alertou.
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12 jul 2026
21h00
As próximas eleições legislativas israelitas, as primeiras desde o
ataque inédito do islamista palestiniano Hamas, a 7 de outubro de 2023,
realizar-se-ão em 27 de outubro, anunciou este domingo a conselheira jurídica do
Parlamento, Sagit Afik."Uma vez que a atual
legislatura deverá cumprir o seu mandato até ao fim e que as eleições já estão
fixadas por lei para 27 de outubro, sem que se preveja encurtar o mandato da
Knesset, não é necessário aprovar uma 'lei de dissolução' da Knesset', explicou
Afik num comunicado citado pelas agências internacionais.As eleições de outubro
são amplamente consideradas como um referendo à liderança do primeiro-ministro,
Benjamin Netanyahu, e surgem na sequência da conclusão do mandato completo de
quatro anos, que termina na próxima semana.Se o calendário for
cumprido, estas serão as primeiras eleições convocadas na data estabelecida por
lei em Israel em cerca de 40 anos e as primeiras em que um Governo completa o
seu mandato em mais de meio século, depois de, no mês passado, a oposição ter
fracassado na sua tentativa de promover eleições antecipadas através da
dissolução da 'Knesset', o parlamento israelita.A iniciativa foi então
rejeitada por 61 votos contra 53, depois de os partidos ultraortodoxos Shas e
Judaísmo Unido da Torá, parceiros da coligação do primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu, terem retirado o seu apoio após terem chegado a um acordo preliminar
com o Governo sobre a controversa lei do serviço militar para os
ultraortodoxos.Em junho de 2024, o
Supremo Tribunal de Israel determinou que o Exército deveria começar a recrutar
judeus ultraortodoxos após o termo da disposição temporária que lhes permitia
ficar isentos do serviço militar obrigatório.A decisão levou o Governo
a apresentar um projeto de lei para preservar grande parte dessas isenções,
embora preveja a incorporação de uma parte desta comunidade ao serviço militar.A questão do serviço
militar dos ultraortodoxos tornou-se um dos principais focos de tensão política
em Israel, especialmente desde o início da guerra na Faixa de Gaza, que
aumentou as necessidades de efetivos do Exército e obrigou a alargar o serviço
obrigatório e a mobilizar dezenas de milhares de reservistas.
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12 jul 2026
20h07
Professores sem trabalho atribuído foram convocados no final da tarde de sábado para corrigir exames nacionais, a três dias do prazo para concluir o processo de classificação, denunciou este domingo a Missão Escola Pública.Segundo a porta-voz do movimento, Cristina Mota, vários professores foram informados pelos agrupamentos do Júri Nacional de Exames (JNE) no sábado, cerca das 18:00, de que iriam receber itens para classificar na plataforma eletrónica."Sei de um professor que estava convocado para Literatura Portuguesa e, entretanto, telefonaram-lhe a avisar que iria passar para Português. Ainda está a aguardar itens", relatou Cristina Mota.Na mensagem enviada à Missão Escola Pública, a que a Lusa teve acesso, o professor explica que, desde o início do processo de classificação dos exames nacionais do ensino secundário, nunca chegou a receber provas de Literatura Portuguesa para corrigir.Noutro caso, a informação de que teria de corrigir exames de Português do 12.º ano só chegou hoje de manhã, com cerca de 200 itens atribuídos."Esta é a situação mais grave", sublinhou Cristina Mota, explicando que a professora em causa está a corrigir provas de Português do 9.º ano, com mais de 1.800 itens atribuídos.Os casos foram partilhados pelos próprios em grupos de professores, mas, segundo a porta-voz, os docentes pedem para não ser identificados.A três dias do prazo para concluir as classificações, que deverão estar finalizadas na terça-feira, Cristina Mota continua a manifestar preocupações quanto ao cumprimento dos prazos e ao rigor das avaliações, uma vez que muitos dos constrangimentos se mantêm.Além das folhas de continuação ainda em falta, alguns professores receberam, durante o fim de semana, centenas de itens por classificar.No caso do exame de Português do 12.º ano - aquele que Cristina Mota acredita ser o mais problemático - uma professora disse-lhe que só consegue classificar, em média, cerca de seis composições por dia, muito abaixo do necessário para conseguir concluir o trabalho com rigor.Por outro lado, os classificadores aguardam ainda os critérios de avaliação definitivos, que só deverão ser publicados na segunda-feira, ao final da tarde, restando apenas o dia de terça-feira para rever o trabalho."E muitos professores nem sequer estão a conseguir aceder aos itens que já tinham classificado", acrescenta Cristina Mota, alertando que, mesmo depois de concluído o processo, poderão continuar a surgir problemas.Em particular, a MEP está preocupada com a forma como os exames serão unificados, uma vez que, depois de digitalizadas, as provas foram "partidas" entre os vários itens de resposta, depois distribuídas por diferentes classificadores."Se têm existido tantos problemas a fazer associar aos itens as respetivas folhas de continuação, até que ponto é que se vai conseguir juntar os itens referentes a um aluno para dar a classificação final?", questiona, lembrando que após concluídas as classificações, no dia 14, as pautas deverão ser afixadas no dia 17.Após ter denunciado, na sexta-feira, que supervisores estão a recomendar aos professores classificadores que recebem respostas incompletas que as classifiquem tal como estão, caso as folhas em falta não cheguem até ao fim do processo, a MEP refere que os docentes continuam a aguardar instruções oficiais do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e do JNE.Num esclarecimento publicado no sábado, o EduQA refere que "implementou um sistema de reporte de eventuais desconformidades dos itens (botão "Reportar"), permitindo aos professores classificadores a sua sinalização centralmente".No entanto, não esclarece como deverão proceder os docentes se ainda tiverem folhas de continuação em falta no final do processo, uma vez que os professores só conseguirão dar o trabalho como concluído se todos os itens tiverem uma classificação atribuída.A Lusa questionou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre as situações relatadas hoje pela MEP, sem resposta até ao momento.
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12 jul 2026
19h57
O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, quebrou o silêncio sobre a polémica contratação de um empreiteiro, seu amigo pessoal, para obras na PJ, numa entrevista exclusiva ao Now, este domingo.Recorde-se que o caso foi revelado na edição desta semana do jornal 'Nascer do Sol', que menciona que a empresa Construbarcelos, de João dos Santos Carvalho, assinou vários contratos tendo em vista a renovação dos edifícios-sede da PJ na Guarda e em Évora, durante o período em que Luís Neves era Diretor Nacional da Polícia Judiciária.Luís Neves começou por negar as acusações do partido Chega, que em comunicado afirma que o ministro, aquando de uma discussão sobre o SIRESP, se dirigiu à bancada parlamentar dizendo: "vais pagá-las todas, vais engoli-las todas". O Ministro da Administração Interna exclui a hipótese de intimidação policial colocada pelo partido de André Ventura e frisa que "os polícias não trabalham assim". Afirma ainda que "é uma afronta a todos os polícias quando se diz que foi feita uma intimidação policial" e que as palavras que proferiu não correspondem às mesmas referidas pelo Chega em comunicado.Sobre a polémica contratação de um empreiteiro, seu amigo pessoal, para obras na PJ, Luís Neves diz que o empresário teve uma relação com a PJ desde 2019 a 2025 e que "durante 4 ou 5 anos não sabia quem era a pessoa". Ainda assim, confirma que conheceu a pessoa em causa em 2023 e que em 2024 mantinham uma relação "mais próxima". Explica que comprou um monte alentejano, que tinha obras por realizar e que o empreiteiro era "uma pessoa que trabalhava bem, uma pessoa de confiança".O Ministro da Administração Interna admite que "hoje faria de maneira diferente", mas reforça que não conhecia "o grosso da adjudicação que esta pessoa teve" e que todos os contratos da PJ passam por várias fases antes da adjudicação. Acrescenta que ainda existem obras que foram adjudicadas e que permanecem por concluir. "Tinha confiança para não exigir contrato" ao empreiteiro, uma vez que "era e vai continuar" a ser seu amigo, explica Luís Neves durante a entrevista ao Now. Deixa ainda claro que todo o processo interno de escrutínio sobre o caso "está tranquilo e ao dispor de toda a gente" e disponibiliza-se para dar "as explicações que tiverem de ser dadas". O ministro diz já ter feito várias obras e que em vários momentos, na sua vida pessoal, não fez qualquer tipo de contrato, e salvaguarda-se dizendo que "ninguém vai passar uma fatura que não está paga".Luís Neves reforçou que existem vários passos antes de os contratos chegarem até si e que muitos nem foram assinados pelo próprio. "Desde que conheci esse senhor menos de 4% das execuções é que lhe foram adjudicados", afirmou. "A minha integridade pública é à prova de bala", reforça, dizendo que "não podia ter existido favorecimento". De seguida, o ministro continuou a defender-se: "tenho uma única conta bancária, o meu registo financeiro é todo escrutinável".Em relação à reação de Luís Montenegro relativamente à polémica, o ministro limitou-se a dizer que "se houvesse algum problema, o assunto já teria sido resolvido".Já sobre negociações do Governo com o Chega, Luís Neves explica que "o governo é minoritário no parlamento e que, se quer fazer mudanças, tem de encontrar em alguns temas suporte parlamentar". "Desde que nada viole os meus princípios humanistas, estarei bem", frisa o ministro da Administração Interna, dizendo "que todos os ministros têm a liberdade de darem a sua opinião de uma maneira franca e aberta".
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