01 Aug 2026
19h19
Os ministros da Administração Interna da UE reúnem-se de emergência, na terça-feira, para discutir a situação em Ceuta, território espanhol em Marrocos, ao qual, nos últimos dias, chegaram milhares de migrantes. A reunião vai decorrer por videoconferência, avançou o primeiro-ministro da Irlanda, que assegura atualmente a presidência da UE.O agendamento da reunião responde aos pedidos de 22 Estados-membros para analisar a crise migratória no enclave espanhol e também do Governo espanhol. "Continuamos em estreito contacto com todos os Estados-membros e as instituições e acompanhamos de perto a situação", afirmou Micheál Martin, numa publicação nas redes sociais.O presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, foi um dos líderes europeus a pedir a realização de uma reunião de emergência para discutir a crise migratória em Ceuta.Numa carta enviada este sábado às instituições europeias, Sánchez acusou vários Estados-membros de adotarem uma postura "egoísta" perante a situação e criticou aqueles que "optaram por atacar Espanha" e defender a sua exclusão temporária do Espaço Schengen. Segundo o líder espanhol, essa posição resulta de "preconceitos, desinformação, ignorância ou interesses políticos".Pedro Sánchez sustentou que esta atitude "não só é contrária ao Direito Europeu e ao Direito Humanitário", como também "aos princípios de solidariedade que nos unem". "No atual contexto internacional, a União Europeia não se pode dar ao luxo de adotar este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal", escreveu.Em paralelo, um grupo de 22 líderes da União Europeia dirigiu outra carta às instituições europeias a solicitar a convocação de uma reunião por videoconferência para coordenar uma resposta à crise em Ceuta."Não podemos permitir que travessias massivas e descontroladas, a exploração da migração ou outras ameaças híbridas criem a impressão de que é possível entrar ilegalmente na União Europeia e que essa entrada ilegal possa ser transformada em residência legal", defendem os signatários.A carta é subscrita, entre outros, pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, cujo país suspendeu temporariamente a aplicação das regras do Espaço Schengen em relação a Espanha, e pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que também defendeu que a União Europeia deve ponderar a suspensão da cooperação Schengen com Madrid.Portugal e França, os dois países vizinhos de Espanha, não figuram entre os signatários desta iniciativa.REfira-se ainda que, em menos de 24 horas, a grande maioria das 50 mil pessoas (dados oficiais marroquinos, que as autoridades espanholas sobem para mais de 60 mil) que atravessaram a fronteira em Ceuta já regressou a Marrocos.Pelo menos 67 pessoas morreram na tentativa de alcançarem a costa de Ceuta a nado na quinta-feira, mas as autoridades locais admitiram que o número possa ainda aumentar.
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01 Aug 2026
16h05
Desde que milhares de marroquinos entraram por mae em Ceuta, nos últimos dias, as redes sociais encheram-se de vídeos e de imagens, muitas delas em torno de narrativas falsas e suportadas por vídeos descontextualizados. A Lusa faz aqui um pequeno levantamento e verifica se correspondem ou não ao que efetivamente aconteceu. Na manhã de quinta-feira, 30 de julho, os enclaves espanhóis de Ceuta e de Melilla, situados no continente africano, no norte de Marrocos, foram alvo de
uma vaga de entradas irregulares de dezenas de milhares migrantes, sobretudo jovens marroquinos que nadaram em torno do espigão de El Tarajal, que serve de fronteira em Ceuta, ou saltaram as vedações, e de imediato o tema invadiu as redes sociais.Uma das principais narrativas que circula desde as primeiras horas é a de que Espanha estava a ser "invadida por homens em idade militar", como denunciou Santiago Abascal, líder do partido de extrema-direita espanhola, o Vox.A teoria de que
"nem uma única mulher" surgia nas imagens da crise entre Marrocos e Espanha foi repetida por várias contas nacionais e internacionais, algumas com centenas de milhares de visualizações, como as dos exemplos que seguem: e https://archive.ph/cLvoQ (exemplos).As redes encheram-se também de dezenas de vídeos associados ao tema, como o do
alegado apedrejamento de várias viaturas da polícia espanhola, em Ceuta ou em Melilla, consoante as fontes:
Entre as contas que partilharam essas imagens e outras de alegados confrontos em Ceuta está a AfD, o partido de extrema-direita alemão, em publicações que já ultrapassam os 3 milhões de visualizações no Facebook, Instagram e X (antigo Twitter): O vídeo inclui uma segunda cena de apedrejamento de viaturas da polícia junto a uma rotunda, imagens que também estão a ser partilhadas como sendo de um "confronto entre policiais espanhóis e ilegais islâmicos que invadiram Ceuta e Melilla": A narrativa da invasão realizada só por migrantes homens em idade militar, sem qualquer mulher, não resiste a meia dúzia de minutos de leitura dos principais órgãos de comunicação social espanhóis ou de visionamento das imagens das agências espanholas e internacionais.Há dezenas de registos da entrada de mulheres, jovens e crianças, bem como de famílias inteiras com bebés, como narram e mostram as reportagens feitas no local, nomeadamente
pelo jornal de Ceuta, Faro; pelo
El Pais aqui e
aqui, Pela RTVE
aqui, ou Europa Press,
aqui O alegado ataque à polícia espanhola, nomeadamente o apedrejamento de viaturas em Melilla ou em Ceuta, também não é confirmado pela verificação de factos através da análise das imagens e da comparação das viaturas visíveis no vídeo com as das autoridades presentes dos dois lados da fronteira.Na verdade, as imagens registam a agressão a viaturas de dois serviços marroquinos de segurança pública, a Gendarmerie Royale e a Sûreté Nationale, dado que
a decoração e os símbolos correspondem a essas forças marroquinas (
aqui e
aqui).Além disso,
o tipo de via e de iluminação pública também revela que são imagens captadas na estrada entre a cidade marroquina de Fnideq e a fronteira de Ceuta e não em Melilla, enclave espanhol situado a mais de 200 quilómetros.J
á as imagens de jovens a atirar pedras às autoridades numa rotunda, foram filmadas na cidade fronteiriça marroquina de Beni Ansar, junto à cidade autónoma de Melilla, e não em Ceuta, como afirmado.Comprovam-no vários vídeos de media marroquinos e internacionais, bem como verificadores espanhóis:
Também circulam vídeos antigos que estão a ser partilhados de forma desinformativa, como estas imagens (https://archive.ph/r3fMa) que na verdade são de uma crise migratória anterior, promovida por Marrocos em 2021,
como conta aqui o El Pais:Há até
um vídeo de uma comemoração religiosa na Turquia que está a ser atribuído a Ceuta, como já foi verificado pelo
Prova dos Factos, do jornal Público, e pelos verificadores espanhóis da
EFE Verifica , do
Newtral e da
VerificaRTVE .Como é habitual em 'breaking news', sobretudo quando envolvem temas mais polarizadores como imigração ou segurança,
as redes sociais encheram-se de conteúdos falsos ou descontextualizados sobre a crise migratória registada nos últimos dois dias nos enclaves espanhóis de Ceuta e de Melilla, no norte de Marrocos, que é real e já deixou perto de seis dezenas de mortos.Este episódio ainda tem muito por esclarecer, mas
é notório que circulam narrativas falsas promovidas pela extrema-direita e que estão a ser partilhados vídeos autênticos de forma enganadora, em alguns casos porque são imagens de confrontos em Marrocos que são partilhadas como tendo ocorrido nos territórios espanhóis, e noutros porque são imagens de outros acontecimentos e até de outros países que estão a ser reutilizadas para fazer desinformação.
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01 Aug 2026
15h20
Vinte e dois líderes da União Europeia pediram hoje uma "videoconferência de emergência" dos ministros da Administração Interna europeus para avaliar e responder à situação criada pela entrada ilegal de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta."Não podemos permitir que as travessias massivas e incontroladas, a instrumentalização das migrações ou outras ameaças híbridas deem a sensação de que é possível entrar ilegalmente na União Europeia. E que uma entrada ilegal possa depois transformar-se numa estadia legal", estimam os 22 signatários de uma carta aberta."Os eventos dos últimos dias exigem uma resposta europeia imediata e coordenada", dizem nesta carta endereçada à presidência irlandesa da UE, ao presidente do Conselho Europeu Antonio Costa e à presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen.A carta foi iniciada pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, cujo país suspendeu temporariamente as regras do espaço Schengen em relação a Espanha, e a homóloga dinamarquesa Mette Frederiksen, que considerou na sexta-feira que a UE deveria considerar suspender a cooperação Schengen com Espanha.Entre os outros signatários estão o Chanceler alemão Friedrich Merz e os primeiros-ministros da Hungria, Suécia e Polónia, mas não assinam os líderes francês e português, cujos países são vizinhos imediatos de Espanha.Esta reunião deve permitir realizar uma avaliação conjunta da situação e concordar com uma resposta europeia coordenada, incluindo a mobilização rápida dos instrumentos disponíveis da União Europeia, bem como o apoio necessário a Espanha para restabelecer um controlo efetivo da fronteira externa da União e impedir novas travessias incontroladas, afirma a carta."Os ministros devem, em particular, examinar a possibilidade de reforçar o apoio da Frontex [a agência europeia encarregada da vigilância das fronteiras] bem como a eficácia da cooperação da União Europeia com Marrocos", precisa.A Presidente da Comissão Europeia, juntou-se ao pedido de convocar uma videoconferência extraordinária "para fazer um balanço do ocorrido", tal como refere a carta dos ministros de 22 países europeus e o próprio primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.Ursula von der Leyen afirmou este sábado, depois de falar com os comissários sobre a situação em Ceuta que, embora a UE "tenha um sistema sólido" de controlo de fronteiras, "é necessário reforçá-lo ainda mais".Assim o advertiu a mandatária depois de uma videoconferência com o comissário europeu do Interior, Magnus Brunner, e a comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, a quem encarregou de prestar apoio às autoridades espanholas e marroquinas para supervisionar a crise migratória ocorrida em Ceuta nos últimos dias.Dezenas de milhares de migrantes penetraram ilegalmente nos últimos dias no enclave espanhol de Ceuta vindos de Marrocos, mas Espanha afirmou este sábado que a situação estava "quase" a voltar ao normal, com o primeiro-ministro Pedro Sanchez a denunciar a atitude "egoísta" de alguns países da UE.Von der Leyen congratulou-se com o facto de "a grande maioria das pessoas que chegaram de forma ilegal terem regressado a Marrocos, graças ao eficaz trabalho das forças de segurança espanholas e marroquinas", bem como por "nenhuma pessoa ter chegado à Espanha peninsular nem ao resto da UE"."Isso demonstra por que é importante o controlo das nossas fronteiras europeias. Contamos com um sistema sólido, mas é necessário reforçá-lo ainda mais", manifestou a política conservadora alemã.Além disso, advertiu que "devemos permanecer alerta em todos os pontos de entrada críticos e manter uma estreita coordenação entre todas as autoridades" e instou a realizar "um processo de análise das lições aprendidas para melhorar" a resiliência europeia."A luta contra a migração ilegal requer solidariedade e uma resposta europeia unida", concluiu Von der Leyen.Entretanto, o ministro da Administração Interna francês, Laurent Núñez, sublinhou hoje que não há razão para suspender Espanha do espaço Schengen, com a qual a cooperação em matéria de controlo da imigração irregular é "muito, muito boa".Núñez, que foi interrogado sobre as consequências da crise de Ceuta durante uma conferência de imprensa sobre a situação dos incêndios em França, sublinhou que o que deve ser feito é aplicar o mais rapidamente possível o pacto de asilo e imigração, que entrou em vigor em 02 de junho passado, mas que necessita de instrumentos jurídicos para ser concretizado.À questão de se deveria suspender a participação de Espanha do espaço Schengen de livre circulação de pessoas na Europa, o ministro francês respondeu de forma categórica: "De forma alguma". "Temos uma cooperação com a Espanha que é importante", assinalou antes de dar um número para o ilustrar.Em concreto, assinalou que quando a França detém migrantes em situação irregular perto da fronteira espanhola, cerca de 70% são readmitidos em Espanha."Portanto - acrescentou - temos uma cooperação que é muito, muito boa com Espanha e não há razão para pedir (...) a suspensão da Espanha do espaço Schengen".A entrada de um afluxo de pessoas de Marrocos para Ceuta deu origem a críticas em relação à política migratória do Governo espanhol por parte de vários países europeus, começando por Itália, que pediu a suspensão da livre circulação com Espanha e anunciou algumas medidas de restrição e aumento de controlos fronteiriços.A França também anunciou na sexta-feira, em resposta à crise de Ceuta, um reforço do seu dispositivo de vigilância nas fronteiras com Espanha, e o ministro do Interior confirmou hoje que isso se vai traduzir em 334 agentes adicionais.Núñez quis recordar que desde os atentados jihadistas de novembro de 2015 em França, Paris decidiu restabelecer os controlos nas fronteiras com os países vizinhos, mas agora com a crise migratória entre Espanha e Marrocos isso vai ser incrementado com Espanha "o tempo que for necessário".
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01 Aug 2026
15h01
O novo diretor da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), Mário Campos, assume hoje a liderança da instituição, sucedendo a Helena Borges, que dirigiu o fisco durante 11 anos.Mário Campos, de 51 anos, foi escolhido pelo Governo em junho na sequência de um concurso público conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção da Administração Pública (Cresap), cuja lista final de candidatos incluía o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e ex-subdiretor-geral da AT Nuno Santos Félix e o subdiretor-geral responsável pela área do IVA, Fernando Campos Pereira.O mandato de Campos dura cinco anos, período durante o qual novo dirigente terá como incumbência reforçar a transformação digital, a transparência e o combate à evasão, segundo definiu o Governo na carta de missão que fixou os objetivos a atingir até 2031.Formado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico em 1997, e com experiência profissional no Grupo Caixa Geral de Depósitos e nas consultoras Andersen Consulting (atual Accenture) e Deloitte, Mário Campos trabalha na AT há uma década.O dirigente era até desde 07 de março de 2016 subdiretor-geral responsável pela área dos sistemas de informação, fazendo parte, nessa qualidade, do conselho de administração da AT ao longo dos últimos dez anos.Mário Campos acompanhou a quase totalidade do período em que Helena Borges esteve à frente da AT como diretora-geral desde 23 de março de 2015 até 31 de julho de 2026.A antecessora foi nomeada diretora-geral em regime de substituição pelo Governo de Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP) na sequência do caso conhecido por "Lista VIP", sendo depois nomeada em definitivo pelo executivo de António Costa (PS) em 2016 e reconduzida em 2021.A carta de missão para o mandato que agora se inicia com Mário Campos prevê, como objetivo, que a AT aumente o "cumprimento voluntário", designadamente aprofundando "uma abordagem integrada dos canais de comunicação" e o fortalecimento do "controlo dos comportamentos evasivos".O segundo objetivo passa por reforçar "a confiança e a transparência", onde se inclui o uso da "comunicação como um construtor" para isso.O terceiro diz respeito ao desenvolvimento da "transformação digital", para reforçar a "confiança na digitalização através da garantia da segurança e da proteção de dados", de inovar "nos serviços prestados" e de "reforçar a incorporação de tecnologia e gestão inteligente de dados".O quarto objetivo traça como meta "promover a resiliência organizacional e a sustentabilidade", para renovar competências, reter trabalhadores ou flexibilizar os modelos de trabalho.A escolha de Mário Campos foi anunciada pelo Ministério das Finanças em 12 de junho, tendo o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, assinado o despacho de designação em 26 de junho.Na altura, o Ministério das Finanças salientou a "experiência muito relevante" do engenheiro "no desenvolvimento e na gestão de sistemas de informação, na gestão da inovação, na transformação digital, na modernização de processos, na segurança da informação e na interoperabilidade tecnológica".O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) espera que o novo diretor traga mudanças após "15 anos de retrocesso" na organização, designadamente na área tecnológica, segundo disse à Lusa o presidente da estrutura sindical, Gonçalo Rodrigues, após a escolha de Mário Campos.O presidente do segundo sindicato presente na AT, a Associação Sindical dos Profissionais da Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT), Nuno Barroso, afirmou na altura que Campos acumulou "uma experiência significativa na transformação digital, na modernização de processos e na segurança da informação".
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01 Aug 2026
13h10
"Acompanhamos desde o início os graves incidentes, quer em Espanha, quer em França. Não tivemos pedidos de ajuda. Estamos em contacto com os nossos serviços consulares no terreno e sabemos que há muitos portugueses que perderam as suas casas, as suas habitações, os negócios. Estamos a acompanhar em permanência", afirmou este sábado o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.O governante falava aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, concelho de Almeida, distrito da Guarda, no decorrer da ação de sensibilização, Sécur'Été 2026 -- Verão em Portugal", promovida pela associação Cap Magellan, principal e maior associação de jovens lusodescendentes em França."Em França, as autoridades francesas funcionam bem, a evacuação resultou, não houve feridos nem mortos portugueses, pelo menos que conheçamos, e o seguro em França é obrigatório", afirmou.Isto, porque, na conversa que tem tido com pessoas que foram afetadas, contou o governante, "umas perderam a casa, é terrível, mas como o seguro em França é obrigatório, elas vão ser naturalmente ressarcidas dos prejuízos".Para já, acrescentou, "é toda uma burocracia junto das seguradoras para terem esse retorno das perdas" existentes, nomeadamente dos cidadãos que estão na zona de Bordéus, França, a região mais afetada pelos incêndios naquele país."Estamos a acompanhar, vamos falando com as pessoas. O nosso cônsul geral até anda individualmente, diria, a procurar recolher opiniões e estaremos sempre disponíveis para ajudar os portugueses, embora, repito, estejamos a falar de um país desenvolvido como é a França, com seguros obrigatórios, onde a autoridade e a justiça funcionam", reforçou.Neste sentido, disse acreditar que "aqueles que ficaram afetados irão ser ressarcidos".Emídio Sousa referiu ainda que "Bordéus está a poucas horas de Portugal, de carro", e, por isso, "as pessoas têm uma ligação permanente e quando têm que regressar, regressam" a Portugal sem terem que o fazer devido aos incêndios."Também temos de perceber que as pessoas têm toda a sua vida lá, familiar e profissional, portanto, porque iriam regressar? Têm é que, agora, recuperar as suas vidas e é isso que temos de ajudar", defendeu.Questionado sobre a forma como o Governo pode ajudar as pessoas, o governante limitou-se a dizer que "uma ajuda financeira não faz sentido", uma vez que os seguros em França irão "indemnizar em conformidade".
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01 Aug 2026
11h29
Entre abril de 2024 (data da eleição do primeiro governo liderado pelo PSD) e junho de 2026, o número de beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI) aumentou 75%, passando de cerca de 140 mil para 245,5 mil, contabiliza o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), assinalando que o mês de junho registou o "número mais elevado de beneficiários de sempre".Também em junho, e pela primeira vez, mais de metade dos beneficiários do CSI recebeu um apoio mensal superior a 200 euros: um em cada cinco recebeu mais de 300 euros.Os seniores que recebem mais de 200 euros mensais através do CSI passaram de 45 mil para 132 mil, um acréscimo de 87 mil beneficiários, de acordo com os mesmos dados.O MTSSS indica ainda que, em 2026, mais de 220 mil idosos beneficiaram de medicamentos gratuitos através do CSI."Este crescimento resulta das medidas adotadas para reforçar o CSI", reclama o MTSSS, recordando que o valor de referência deste apoio subiu, desde 2024, de 550,70 para 670 euros."Também foram alteradas as condições de acesso, para que o rendimento dos filhos deixasse de ser considerado na atribuição e reavaliação do valor da prestação do CSI", sublinha o ministério, considerando que estas medidas permitiram aumentar a cobertura e o valor dos apoios atribuídos aos idosos com menores recursos.
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31 Jul 2026
20h19
O Presidente da República assinalou esta segunda-feira a responsabilidade dos órgãos de soberania na preservação da dignidade das instituições e pediu um rápido "apuramento de responsabilidades" no inquérito do Ministério Público às polémicas com o ministro da Administração Interna."O senhor primeiro-ministro conhece a minha opinião e as minhas posições sobre todas estas situações. (...) Mas há uma coisa que eu quero dizer. Todos temos responsabilidades, no âmbito das competências que a Constituição atribui aos órgãos de soberania, de preservar a dignidade das nossas instituições e os valores que fazem a nossa democracia e o nosso Estado de Direito Democrático", disse, após ser questionado sobre as polémicas das últimas semanas a envolver o ministro da Administração Interna, Luís Neves.António José Seguro, que falava aos jornalistas em Marvão, no distrito de Portalegre, depois de ter sido recebido nos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara, pediu que a investigação iniciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) a Luís Neves possa, rapidamente, "ter conclusões e apuramento de responsabilidades.Esta é a primeira reação do chefe de Estado às polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, depois de ter afirmado, a 17 de julho, que "está sempre muito atento" a tudo o que se passa, mas "fala no momento certo e no local adequado".
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31 Jul 2026
18h28
Itália suspendeu o Acordo Schengen com Espanha esta sexta-feira.
Segundo o jornal El País, a decisão foi tomada na manhã desta sexta-feira pelo Ministro do Interior, Matteo Piantedosi, no Palácio Viminal, após a análise das informações mais recentes, em particular no Comité de Análise de Imigração e Segurança de Fronteiras.
Embora Espanha e Itália não tenham fronteiras terrestres, a medida irá afetar quem viaja entre os dois países de barco ou de avião.
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31 Jul 2026
15h58
O comissário europeu para
os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, negou esta sexta-feira que estejam a
ocorrer deslocações de pessoas de Ceuta para o continente europeu,
classificando, contudo, a situação na cidade autónoma espanhola como
"inaceitável"."A situação em Ceuta
é inaceitável. Continuo em estreito contacto com as autoridades espanholas.
Reitero que não estão a verificar-se deslocações para o continente europeu nem
para outros Estados-membros", escreveu Brunner nas redes sociais, recordando
que o Código das Fronteiras Schengen "estabelece regras específicas"
para as cidades autónomas espanholas.O comissário saudou ainda
a "estreita cooperação entre Espanha e Marrocos na gestão da situação e na
garantia de retornos rápidos", lembrando que Marrocos integra a lista da
União Europeia (UE) de países de origem seguros.Brunner acrescentou que a
Comissão Europeia "continuará a trabalhar com as autoridades espanholas
para assegurar uma utilização eficaz dos instrumentos disponíveis" no
âmbito da política migratória, através das suas agências."Estou disponível
para me deslocar aos pontos críticos, uma vez que a situação está em constante
evolução. A nossa prioridade imediata é apoiar Espanha na proteção e gestão da
fronteira externa da UE de forma eficaz e ordeira", acrescentou.Nesse apoio, especificou,
inclui-se "o combate às redes de tráfico de migrantes e a prevenção de
viagens perigosas".Hoje, o presidente do
Governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que os acontecimentos em Ceuta
resultam de uma interpretação, por parte das redes de tráfico de seres humanos,
da decisão do Supremo Tribunal espanhol que impedia as chamadas devoluções
imediatas de pessoas que chegassem a nado ao território espanhol.Segundo o Governo
espanhol, 25.000 pessoas que entraram ilegalmente na cidade na quinta-feira e
na madrugada de hoje já voltaram a Marrocos por iniciativa própria ao longo da
manhã, estando a sair "a um ritmo de 150 pessoas por minuto".O executivo espanhol
estima em 50.000 o número de pessoas que entrou em Ceuta ilegalmente nas
últimas 24 horas, enquanto o governo autónomo disse que podem ter sido 60.000.
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