Jornal de Negócios News

21 Aug 2026 14h52
O Presidente norte-americano anunciou esta sexta-feira a suspensão de tarifas sobre a importação de 300.000 toneladas de carne de vaca para os Estados Unidas nos próximos 90 dias, a poucos meses das eleições intercalares."Enquanto nos esforçamos por reconstituir o rebanho [de bovinos] e apoiar os nossos criadores, durante os próximos 90 dias, os Estados Unidos vão autorizar a importação de até 300.000 toneladas de produtos destinados a carne de vaca picada, isentos de direitos aduaneiros fora do contingente", afirmou Donald Trump na sua plataforma Truth Social.De acordo com dados oficiais sobre a inflação em maio, um bife de vaca está 15% mais caro do que no período homólogo do ano passado. Os preços refletem, nomeadamente, as tensões na oferta, com o número de cabeças de gado no nível mais baixo desde a década de 1950. Especialistas da área apontaram razões climáticas, nomeadamente as secas recorrentes que destroem as pastagens.O poder de compra é uma das principais preocupações dos norte-americanos a menos de três meses das eleições intercalares, previstas para novembro.O líder republicano de 80 anos afirmou que a carne importada seria vendida "a um preço 25% inferior aos preços atualmente praticados no mercado". Trump não especificou, no entanto, de que países proviria essa carne.No final de julho, o Departamento da Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) anunciou o reinício iminente das importações de gado mexicano, mais de um ano após a suspensão provocada por um desacordo sobre o combate a um parasita.O México exportou pouco mais de um milhão de cabeças para os Estados Unidos em 2024, de acordo com as estimativas dos dois governos.Perante o impacto inflacionista das sobretaxas, principal arma económica de Donald Trump, Washington tinha também anulado as que visavam uma série de produtos agrícolas provenientes do Brasil, como a carne de vaca, mas também o café e os tomates.
1 min read
21 Aug 2026 14h23
Dois militares do Exército português morreram esta sexta-feira atropelados na autoestrada 1 (A1), junto à área de serviço da Mealhada, no município de Cantanhede, quando auxiliavam o condutor de um veículo pesado de mercadorias ali imobilizado, afirmou a instituição.Em comunicado enviado à agência Lusa, o Exército informou "com profundo pesar" o falecimento dos dois militares, que tinham sido transportados ao hospital em estado grave, na sequência do atropelamento, cujo alerta foi dado às 09:33 da manhã de hoje."Foram de imediato acionados os mecanismos de apoio às famílias, incluindo acompanhamento psicológico. O Exército determinou a abertura de um processo de averiguações para apuramento das circunstâncias do ocorrido", refere a nota. "O Exército lamenta profundamente este trágico desfecho e apresenta as mais sentidas condolências às famílias, amigos e camaradas dos militares, continuando a prestar todo o apoio necessário", adianta.O comunicado não adianta mais informações - nomeadamente a idade, hierarquia e unidade das duas vítimas mortais - e os contactos realizados pela Lusa nesse sentido resultaram infrutíferos.Já fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra tinha declarado, a meio da manhã desta sexta-feira, que os dois militares ficaram em estado grave e foram transportados para o hospital na sequência do acidente.O atropelamento dos dois militares aconteceu quando ajudavam a sinalizar um veículo pesado de mercadorias, que tinha sofrido um rebentamento de pneu, ao quilómetro 204.8 da A1, no sentido Norte-Sul (na zona de Murtede, no concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra).No local, nas operações de socorro estiveram 18 operacionais e 10 viaturas dos bombeiros da Mealhada, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), GNR e da concessionária Brisa.
1 min read
21 Aug 2026 13h44
O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse esta sexta-feira que o melhor "seria acabar com a guerra hoje", segundo noticiou a agência semi-estatal ISNA, citada pela Bloomberg."Seria melhor acabar com a guerra hoje, agora que somos fortes e temos dignidade, com o mundo inteiro a reconhecer a nossa vitória", sublinhou o representante iraniano.De sublinhar Masoud Pezeshkian tem sido, dentro do Irão, uma das vozes mais públicas a favor de um acordo diplomático com os EUA para o fim da guerra que já assola o país há cinco meses."O que foi alcançado durante as negociações foi uma grande conquista, aprovada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional, com unidade e solidariedade", acrescentou em declarações à ISNA."Não encontrarão uma única cláusula neste acordo que sugira uma capitulação", garantiu também o Presidente iraniano.(Notícia em atualização)
1 min read
21 Aug 2026 13h15
O governador do Banco de Portugal (BdP) defendeu esta sexta-feira que se deve "deixar de ideologia" e ver o que os outros países estão a fazer no que diz respeito a mecanismos para complementar o sistema de pensões público.À margem de um evento, em Bragança, e quando questionado sobre as conclusões do estudo do grupo de trabalho criado pelo Governo, que sugeriu a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática, Álvaro Santos Pereira considerou que é importante que o país saia do seu "retangulozinho" e veja "o que se está a passar noutros lados do mundo e noutros lados da Europa também".O governador recordou que nos anos 90, na Suécia e na Dinamarca, "houve uma grande reforma do sistema de pensões, de Segurança Social, para permitir que as pessoas tenham pensões melhores no final, quando acabam de trabalhar".Estes países "apostaram em reforços de mecanismos de poupança das pessoas, para que as pessoas possam depois, independentemente do seu perfil de risco", complementar o sistema de pensões público, com algo que possa aumentar as suas poupanças, disse ainda à margem da abertura na cidade de Bragança de um serviço de atendimento presencial itinerante do BdP.Santos Pereira destacou ainda que países como a Alemanha também estão a pensar seguir estes exemplos e a debater uma "reforma de sistema de Segurança Social para permitir exatamente esta complementaridade a nível de pensões, para aumentar, reforçar as pensões das pessoas quando se reformam"."Estamos cada vez a viver mais, o que é ótimo, mas também temos que financiar esse aumento da vida", disse, pelo que "é importante, de uma vez por todas, deixarmos de ideologia e vermos o que é que os outros países estão a fazer e aprendemos as boas práticas e as melhores práticas internacionais".O grupo de trabalho criado para estudar a sustentabilidade da Segurança Social, cujo relatório foi apresentado na terça-feira, defendeu a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática, que permitem a renúncia.Segundo o coordenador do grupo, Jorge Bravo, esta medida seria importante "para complementar a pensão pública, não para a substituir", defendeu na apresentação do relatório hoje, em Lisboa.Em causa estão "veículos de poupança para a reforma, em que os trabalhadores elegíveis são inscritos por defeito, aquando da celebração de um contrato de trabalho, ou para os que já existem, é feita a inscrição automática, sendo elegíveis para o sistema, mantendo estes, contudo, sempre a opção de, não querendo participar, exercer uma cláusula de renúncia".
1 min read
21 Aug 2026 11h35
Apresentado esta terça-feira, o relatório final do grupo de trabalho criado há um ano e meio para apresentar propostas com vista a uma reforma da Segurança Social já está publicamente disponível na íntegra.O documento de 607 páginas pode ser consultado neste link. O grupo de trabalho coordenado pelo economista Jorge Bravo foi criado há um ano e meio através de um despacho que previa "a apresentação de medidas tendentes à reforma da Segurança Social com vista a garantir a Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social"O despacho já identificava a intenção de promover uma analise integrada das contas da Segurança Social e da Caixa geral de Aposentações (CGA), de desenvolver mecanismos complementares de reforma "de iniciativa coletiva e individual" e o regime público de capitalização, bem como a reavaliação do regime de reforma antecipada.Os autores , geridas de forma pública e sem capitalização, que tornem as pensões mais próximas das contribuições, com resultados ainda por detalhar. Defendem a transição dos trabalhadores em idade ativa no caso do trabalho prestado desde o momento da transição em diante. Isso implicaria, para futuro, acabar com os mecanismos redistributivos que constam da atual forma de cálculo das pensões.Em alternativa, os autores propõe diversas alterações ao nível do cálculo das penalizações e bonificações ou da fórmula de atualização das pensões. É também dado grande ênfase ao desenvolvimento de mecanismos complementares de reforma que passem por exemplo pela criação de contas de adesão automática para um sistema de capitalização (aplicado em mercados financeiros), com contribuições de Estado, trabalhadores e empregadores, mas com estes últimos a serem compensados por via fiscal.Pelo caminho ficou a intenção prevista no despacho inicial de proceder a uma revisão atuarial da atual taxa social única (TSU), ou taxa contributiva global, que é o principal elemento de financiamento do atual sistema. O Ministério do Trabalho diz que espera contributos "da sociedade, investigadores, academia, organizações, e quem se queira associar, até 18 de setembro de 2026".
1 min read
21 Aug 2026 11h21
O endividamento do setor não financeiro - que junta administrações públicas, empresas e particulares -, aumentou 36,9 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano, para um total de 894 mil milhões, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP) nesta sexta-feira, 21 de agosto. Este valor equivale a 282,7% do produto interno bruto (PIB), depois de ter atingido os 278,5% no final do ano passado.Do total, 500,3 mil milhões de euros do endividamento eram do setor privado e 393,6 mil milhões de euros do setor público.O endividamento do setor público na primeira metade do ano subiu 22,6 mil milhões de euros. Esta evolução refletiu, segundo o comunicado do BdP, "sobretudo, o acréscimo do endividamento junto do exterior (+15,3 mil milhões de euros), decorrente do investimento líquido de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa (+15,1 mil milhões de euros, dos quais +13,4 mil milhões de euros em títulos de longo prazo). Verificou-se também, revela a mesma nota, "um aumento do endividamento do setor público perante as administrações públicas (+4,1 mil milhões de euros), os particulares (+1,8 mil milhões de euros) e o setor financeiro (+1,7 mil milhões de euros)". Pelo contrário, "diminuiu o endividamento junto das empresas (-0,3 mil milhões de euros)". Quanto ao endividamento do setor privado, este aumentou 17 mil milhões de euros no mesmo período. No que toca aos particulares, cresceu 8,2 mil milhões de euros, "essencialmente perante o setor financeiro (+7,2 mil milhões de euros, dos quais +5,9 mil milhões de euros por via do crédito à habitação)", sublinha a nota, enquanto o "endividamento das empresas privadas subiu 8,8 mil milhões de euros, refletindo o acréscimo do financiamento junto do setor financeiro (+5,0 mil milhões de euros), do exterior (+3,3 mil milhões de euros) e das empresas não financeiras (+0,4 mil milhões de euros)". Assim, nos primeiros seis meses do ano, "o endividamento das empresas privadas cresceu 4,2% em termos homólogos, e o dos particulares 9,9%" em relação ao mesmo período do ano passado, revelou hoje o BdP.
1 min read
21 Aug 2026 11h00
Oito pessoas ficaram feridas e cinco estão desaparecidas depois de um incêndio que começou no piso superior de um edifício com apartamentos ter-se alastrado para o restaurante português Beverin na cidade de Thusis, no leste da Suíça, durante a madrugada desta sexta-feira. Uma das pessoas que se encontra desaparecida tem nacionalidade portuguesa, avança a RTP.A polícia cantonal de Graubunden revelou que o edifício ficou completamente destruído e que as escadas do mesmo desabaram, cita o Le Soir.  
De acordo com fonte policial, citada pelo Le Temps, duas pessoas ficaram gravemente feridas, duas foram consideradas feridos moderados e as outras quatro sofreram ferimentos ligeiros. Catorze pessoas foram retiradas do edifício. Os feridos foram transportados para três hospitais da região e para o Hospital de Zurique.O alerta para a polícia foi dado pouco depois da 00h00 (23h00 em Lisboa). Quase 100 bombeiros foram mobilizados para o combate às chamas. As autoridades e o Ministério Público estão a investigar.
1 min read
21 Aug 2026 10h44
Em julho, os consumidores previram uma inflação de 2,9% na Zona Euro para os próximos doze meses, face aos 3% do inquérito anterior de junho, reduzindo ligeiramente as suas expectativas de inflação, indica o inquérito realizado pelo Banco Central Europeu (BCE) e publicado esta sexta-feira.Além disso, os consumidores projetaram uma inflação de 2,7% para os próximos três anos, em comparação com 2,8% no inquérito anterior.As expectativas de inflação para os próximos cinco anos mantiveram-se nos 2,4%.Em julho, os consumidores registaram uma inflação de 3,5% na Zona Euro (3,6% em junho), embora os preços tenham subido, na realidade, 2,9% nesse mês, segundo dados do gabinete de estatísticas da União Europeia.A incerteza sobre as expectativas de inflação para os próximos doze meses manteve-se em julho, mas continua "acima do nível vigente antes do início da guerra no Médio Oriente", segundo o BCE.Os consumidores da Zona Euro prevêem que a economia da região sofra uma contração de 1,2% nos próximos doze meses (contração de 1,4% no inquérito anterior de junho).Da mesma forma, os consumidores projetam que a taxa de desemprego na Zona euro se situe nos 11,2% nos próximos doze meses (sem variação face ao inquérito anterior de junho).
1 min read
21 Aug 2026 09h19
O Instituto Nacional de Estatística (INE) esclarece que "a aquisição de capital de uma empresa, nomeadamente comprando ações, constitui uma transação financeira. Como tal, deve ser registada na conta financeira, sem impacto na capacidade/necessidade de financiamento das Administrações Públicas (défice/excedente) e sem efeito direto na dívida pública", avança o esta sexta-feira.Assim, a reentrada do Estado no capital da REN - Redes Energéticas Nacionais, com a aquisição de uma participação de 13,7% pela Parpública, não irá contar para o saldo orçamental ou diretamente para a dívida pública. A REN comunicou, há uma semana, através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o Estado português voltou ao capital da empresa ao chegar a acordo para comprar 13,7% do capital à Pontegadea Inversiones, family office de Amancio Ortega, fundador da Zara. O Estado vai pagar 380 milhões de euros, que incluem 55 milhões de euros em prémio, ou 17% mais sobre o preço das ações no dia do anúncio. O Governo justificou esta quinta-feira o prémio associado à compra com a "influência relevante" que a participação confere na empresa. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, não revelou o valor da operação, que aguarda a avaliação do Tribunal de Contas, mas defendeu que uma posição desta dimensão tem "um poder inerente" e, por isso, um valor adicional.
1 min read