12 Jul 2026
21h50
O Presidente da Ucrânia anunciou este domingo uma remodelação ministerial e ofereceu
à primeira-ministra um novo cargo, que não especificou, indicando que o país
"está a mudar a sua estratégia política"."A Ucrânia está a mudar a
sua estratégia política. Cada área prioritária da política externa será
atribuída a uma pessoa específica com experiência substancial, capaz de
implementar o que foi acordado a nível de liderança e o que o povo ucraniano
espera", disse Volodymyr Zelensky, na rede social X.Segundo a publicação, o
presidente ucraniano ofereceu à primeira-ministra da Ucrânia, Yuliia
Svyrydenko, nomeada no verão passado, "a oportunidade de liderar uma nova e
importante área de relações com um parceiro fundamental", sem dar mais detalhes
sobre o novo cargo de Yuliia Svyrydenko ou sobre o parceiro fundamental.O Presidente referiu como
prioridades na política externa áreas relacionadas com os Estados Unidos e os
acordos sobre licenças para o fabrico de sistemas Patriot [sistemas de
mísseis], bem como outras formas de cooperação bilateral em matéria de segurança.Segundo Volodymyr
Zelensky, na lista de prioridades na política externa também "está a China e as
principais organizações internacionais que influenciam as decisões globais e
que podem fazer mais para ajudar a pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia",
que começou a 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa.Ainda dentro das
prioridades na política externa, são referidas a adesão à União Europeia, uma
nova base nas relações com os países vizinhos da Ucrânia, especialmente a
Polónia e a Hungria, o Médio Oriente e a região do Golfo, "como uma das áreas
globais mais promissoras para a cooperação em matéria de segurança e economia".O presidente ucraniano
disse também que espera um aumento do fornecimento de armamento, incluindo todo
o tipo de drones, e defendeu que "todo o trabalho nas regiões fronteiriças e da
linha da frente da Ucrânia, que sofrem diariamente ataques russos, deve ser
significativamente reforçado"."A preparação para o
inverno é uma prioridade extremamente importante, e a Ucrânia deve estar pronta
para qualquer ameaça que possa surgir", acrescentou, indicando que haverá
também mudanças nos chefes das agências de segurança pública.
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12 Jul 2026
21h34
O líder do PS voltou este domingo a considerar que relativamente aos exames o primeiro-ministro "falhou também numa área onde não podia falhar", lamentando que tenha optado por "respostas levianas" sobre esta situação."Significa isto que o Governo, o primeiro-ministro, falhou também numa área onde não podia falhar que é a área da avaliação dos nossos jovens que querem concorrer ao ensino superior", disse."O que se esperava era que desse uma palavra aos portugueses sobre este momento crítico que estão a viver e o que fez o primeiro-ministro, em vez de uma comunicação formal, oficial, com a equipa da Educação, explicar às pessoas o que é que está a ser feito, o primeiro-ministro apareceu num festival de música com declarações levianas sobre um tema que é tão importante para os jovens portugueses e para as famílias portuguesas", criticou.José Luís Carneiro, que falava na cerimónia de encerramento do congresso da Federação Distrital de Portalegre do PS, acusou ainda o Governo de "desmantelar", entre outros serviços, a Direção-Geral de Educação e de ter provocado o "caos" na classificação dos alunos na sequência dos exames.Ao longo de um discurso com mais de trinta minutos, o secretário-geral do PS acusou também o Governo de ter "prometido tudo e a todos", mas "está a falhar em tudo e a todos".Na sequência desta critica, o líder do PS considera que o Governo falhou no setor da habitação e, relativamente aos cuidados de saúde, acusou Luís Montenegro de ter prometido "facilidades", com a atribuição de médicos de família para todos os portugueses "até dezembro de 2025" e a redução das listas de espera nas cirurgias."Dois anos passados o que acontece é que nós hoje temos mais pessoas sem médico de família, temos hoje um milhão e seiscentos mil portugueses à espera de um médico de família e, pior, as listas de espera para cirurgias aumentaram e as listas de espera para cirurgias oncológicas aumentaram também", disse.Durante o seu discurso, José Luís Carneiro acusou ainda o Governo de ter "falhado" na setor da economia.Apostado em combater o custo de vida, caso o PS governe, o líder socialista lamentou que o Governo não tenha acolhido nos últimos tempos as propostas do PS para várias áreas, como a habitação, novo aeroporto de Lisboa e privatização da TAP."Nós não estamos cá para trabalhar para nós próprios, para dentro do PS, o nosso dever é trabalhar para servir o país e foi isso que procurámos fazer desde a primeira hora e, em nenhuma destas áreas, o Governo mostrou abertura para aceitar as propostas, as sugestões do PS. Portanto, não nos podem assacar com quaisquer responsabilidades, porque nós em todos os momentos, sempre que criticámos, apresentamos uma alternativa", alertou.
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12 Jul 2026
21h00
As próximas eleições legislativas israelitas, as primeiras desde o
ataque inédito do islamista palestiniano Hamas, a 7 de outubro de 2023,
realizar-se-ão em 27 de outubro, anunciou este domingo a conselheira jurídica do
Parlamento, Sagit Afik."Uma vez que a atual
legislatura deverá cumprir o seu mandato até ao fim e que as eleições já estão
fixadas por lei para 27 de outubro, sem que se preveja encurtar o mandato da
Knesset, não é necessário aprovar uma 'lei de dissolução' da Knesset', explicou
Afik num comunicado citado pelas agências internacionais.As eleições de outubro
são amplamente consideradas como um referendo à liderança do primeiro-ministro,
Benjamin Netanyahu, e surgem na sequência da conclusão do mandato completo de
quatro anos, que termina na próxima semana.Se o calendário for
cumprido, estas serão as primeiras eleições convocadas na data estabelecida por
lei em Israel em cerca de 40 anos e as primeiras em que um Governo completa o
seu mandato em mais de meio século, depois de, no mês passado, a oposição ter
fracassado na sua tentativa de promover eleições antecipadas através da
dissolução da 'Knesset', o parlamento israelita.A iniciativa foi então
rejeitada por 61 votos contra 53, depois de os partidos ultraortodoxos Shas e
Judaísmo Unido da Torá, parceiros da coligação do primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu, terem retirado o seu apoio após terem chegado a um acordo preliminar
com o Governo sobre a controversa lei do serviço militar para os
ultraortodoxos.Em junho de 2024, o
Supremo Tribunal de Israel determinou que o Exército deveria começar a recrutar
judeus ultraortodoxos após o termo da disposição temporária que lhes permitia
ficar isentos do serviço militar obrigatório.A decisão levou o Governo
a apresentar um projeto de lei para preservar grande parte dessas isenções,
embora preveja a incorporação de uma parte desta comunidade ao serviço militar.A questão do serviço
militar dos ultraortodoxos tornou-se um dos principais focos de tensão política
em Israel, especialmente desde o início da guerra na Faixa de Gaza, que
aumentou as necessidades de efetivos do Exército e obrigou a alargar o serviço
obrigatório e a mobilizar dezenas de milhares de reservistas.
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12 Jul 2026
20h07
Professores sem trabalho atribuído foram convocados no final da tarde de sábado para corrigir exames nacionais, a três dias do prazo para concluir o processo de classificação, denunciou este domingo a Missão Escola Pública.Segundo a porta-voz do movimento, Cristina Mota, vários professores foram informados pelos agrupamentos do Júri Nacional de Exames (JNE) no sábado, cerca das 18:00, de que iriam receber itens para classificar na plataforma eletrónica."Sei de um professor que estava convocado para Literatura Portuguesa e, entretanto, telefonaram-lhe a avisar que iria passar para Português. Ainda está a aguardar itens", relatou Cristina Mota.Na mensagem enviada à Missão Escola Pública, a que a Lusa teve acesso, o professor explica que, desde o início do processo de classificação dos exames nacionais do ensino secundário, nunca chegou a receber provas de Literatura Portuguesa para corrigir.Noutro caso, a informação de que teria de corrigir exames de Português do 12.º ano só chegou hoje de manhã, com cerca de 200 itens atribuídos."Esta é a situação mais grave", sublinhou Cristina Mota, explicando que a professora em causa está a corrigir provas de Português do 9.º ano, com mais de 1.800 itens atribuídos.Os casos foram partilhados pelos próprios em grupos de professores, mas, segundo a porta-voz, os docentes pedem para não ser identificados.A três dias do prazo para concluir as classificações, que deverão estar finalizadas na terça-feira, Cristina Mota continua a manifestar preocupações quanto ao cumprimento dos prazos e ao rigor das avaliações, uma vez que muitos dos constrangimentos se mantêm.Além das folhas de continuação ainda em falta, alguns professores receberam, durante o fim de semana, centenas de itens por classificar.No caso do exame de Português do 12.º ano - aquele que Cristina Mota acredita ser o mais problemático - uma professora disse-lhe que só consegue classificar, em média, cerca de seis composições por dia, muito abaixo do necessário para conseguir concluir o trabalho com rigor.Por outro lado, os classificadores aguardam ainda os critérios de avaliação definitivos, que só deverão ser publicados na segunda-feira, ao final da tarde, restando apenas o dia de terça-feira para rever o trabalho."E muitos professores nem sequer estão a conseguir aceder aos itens que já tinham classificado", acrescenta Cristina Mota, alertando que, mesmo depois de concluído o processo, poderão continuar a surgir problemas.Em particular, a MEP está preocupada com a forma como os exames serão unificados, uma vez que, depois de digitalizadas, as provas foram "partidas" entre os vários itens de resposta, depois distribuídas por diferentes classificadores."Se têm existido tantos problemas a fazer associar aos itens as respetivas folhas de continuação, até que ponto é que se vai conseguir juntar os itens referentes a um aluno para dar a classificação final?", questiona, lembrando que após concluídas as classificações, no dia 14, as pautas deverão ser afixadas no dia 17.Após ter denunciado, na sexta-feira, que supervisores estão a recomendar aos professores classificadores que recebem respostas incompletas que as classifiquem tal como estão, caso as folhas em falta não cheguem até ao fim do processo, a MEP refere que os docentes continuam a aguardar instruções oficiais do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e do JNE.Num esclarecimento publicado no sábado, o EduQA refere que "implementou um sistema de reporte de eventuais desconformidades dos itens (botão "Reportar"), permitindo aos professores classificadores a sua sinalização centralmente".No entanto, não esclarece como deverão proceder os docentes se ainda tiverem folhas de continuação em falta no final do processo, uma vez que os professores só conseguirão dar o trabalho como concluído se todos os itens tiverem uma classificação atribuída.A Lusa questionou o Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre as situações relatadas hoje pela MEP, sem resposta até ao momento.
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12 Jul 2026
19h57
O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, quebrou o silêncio sobre a polémica contratação de um empreiteiro, seu amigo pessoal, para obras na PJ, numa entrevista exclusiva ao Now, este domingo.Recorde-se que o caso foi revelado na edição desta semana do jornal 'Nascer do Sol', que menciona que a empresa Construbarcelos, de João dos Santos Carvalho, assinou vários contratos tendo em vista a renovação dos edifícios-sede da PJ na Guarda e em Évora, durante o período em que Luís Neves era Diretor Nacional da Polícia Judiciária.Luís Neves começou por negar as acusações do partido Chega, que em comunicado afirma que o ministro, aquando de uma discussão sobre o SIRESP, se dirigiu à bancada parlamentar dizendo: "vais pagá-las todas, vais engoli-las todas". O Ministro da Administração Interna exclui a hipótese de intimidação policial colocada pelo partido de André Ventura e frisa que "os polícias não trabalham assim". Afirma ainda que "é uma afronta a todos os polícias quando se diz que foi feita uma intimidação policial" e que as palavras que proferiu não correspondem às mesmas referidas pelo Chega em comunicado.Sobre a polémica contratação de um empreiteiro, seu amigo pessoal, para obras na PJ, Luís Neves diz que o empresário teve uma relação com a PJ desde 2019 a 2025 e que "durante 4 ou 5 anos não sabia quem era a pessoa". Ainda assim, confirma que conheceu a pessoa em causa em 2023 e que em 2024 mantinham uma relação "mais próxima". Explica que comprou um monte alentejano, que tinha obras por realizar e que o empreiteiro era "uma pessoa que trabalhava bem, uma pessoa de confiança".O Ministro da Administração Interna admite que "hoje faria de maneira diferente", mas reforça que não conhecia "o grosso da adjudicação que esta pessoa teve" e que todos os contratos da PJ passam por várias fases antes da adjudicação. Acrescenta que ainda existem obras que foram adjudicadas e que permanecem por concluir. "Tinha confiança para não exigir contrato" ao empreiteiro, uma vez que "era e vai continuar" a ser seu amigo, explica Luís Neves durante a entrevista ao Now. Deixa ainda claro que todo o processo interno de escrutínio sobre o caso "está tranquilo e ao dispor de toda a gente" e disponibiliza-se para dar "as explicações que tiverem de ser dadas". O ministro diz já ter feito várias obras e que em vários momentos, na sua vida pessoal, não fez qualquer tipo de contrato, e salvaguarda-se dizendo que "ninguém vai passar uma fatura que não está paga".Luís Neves reforçou que existem vários passos antes de os contratos chegarem até si e que muitos nem foram assinados pelo próprio. "Desde que conheci esse senhor menos de 4% das execuções é que lhe foram adjudicados", afirmou. "A minha integridade pública é à prova de bala", reforça, dizendo que "não podia ter existido favorecimento". De seguida, o ministro continuou a defender-se: "tenho uma única conta bancária, o meu registo financeiro é todo escrutinável".Em relação à reação de Luís Montenegro relativamente à polémica, o ministro limitou-se a dizer que "se houvesse algum problema, o assunto já teria sido resolvido".Já sobre negociações do Governo com o Chega, Luís Neves explica que "o governo é minoritário no parlamento e que, se quer fazer mudanças, tem de encontrar em alguns temas suporte parlamentar". "Desde que nada viole os meus princípios humanistas, estarei bem", frisa o ministro da Administração Interna, dizendo "que todos os ministros têm a liberdade de darem a sua opinião de uma maneira franca e aberta".
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12 Jul 2026
19h22
Os EUA voltaram a bombardear
o Irão este domingo devido ao alegado ataque iraniano a um navio cargueiro no
estreito de Ormuz, avança a AP. A
agência IRNA cita o governador da ilha de Qeshm, perto do estreito, que refere
que foram disparados projéteis contra alvos militares, sem provocar baixas. A
agência iraniana refere que as explosões também foram ouvidas na cidade costeira
de Bandar Abbas e em Hajiabad, mais a norte. Um responsável
norte-americano citado pela AP disse que foram conduzidos alguns ataques
visando sistemas de mísseis e de defesa aérea, assim como barcos de reduzida
dimensão da Guarda Revolucionária em alguns locais junto ao estreito para
diminuir a capacidade iraniana de atacar a navegação comercial. Os novos ataques, que
decorrem desde quarta-feira entre as duas partes, colocam em dúvida o memorando
de entendimento assinado entre as duas partes, que previa um período de
negociações de 60 dias para ser alcançado um acordo final de paz. Entretanto, o
Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as negociações vão continuar, mas ressalvou que
o cessar-fogo previsto durante esses dois meses terminou. A mais recente vaga de
ataques dos EUA teve início no sábado, depois de as forças iranianas terem
alegadamente visado um navio no estreito de Ormuz que navegaria sem autorização.
Depois do incidente, o Irão declarou o encerramento do estreito, enquanto o
Comando Central dos EUA garante que a via marítima continua aberta à navegação,
estando "preparado para garantir que assim continua".
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12 Jul 2026
18h44
O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, vai quebrar o silêncio sobre a polémica contratação de um empreiteiro, seu amigo pessoal, para obras na PJ, numa entrevista exclusiva ao NOW, este domingo.Recorde-se que o caso foi revelado na edição desta semana do jornal 'Nascer do Sol', que menciona que a empresa Construbarcelos, de João dos Santos Carvalho, assinou vários contratos tendo em vista a renovação dos edifícios-sede da PJ na Guarda e em Évora, durante o período em que Luís Neves eram Diretor Nacional da Polícia Judiciária. Não perca a entrevista conduzida por Eduarda Pires, às 19h deste domingo, em direto no NOW.
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12 Jul 2026
18h19
Os governos espanhol e francês classificaram este domingo como racistas e xenófobas as declarações do ex-chefe do Governo espanhol Mariano Rajoy sobre a seleção francesa de futebol, que disse ser uma equipa boa, mas "sem franceses".Em causa está uma coluna de opinião escrita pelo ex-presidente do Governo espanhol (PP, direita) entre 2011 e 2018, em que classifica a equipa francesa presente no Mundial2026, que defrontará a espanhola nas meias-finais na terça-feira, como "um coletivo de muito alto nível, sim, sem franceses".A embaixada de França em Madrid recordou que "todos os jogadores da seleção francesa são franceses" e que, "dos 26 jogadores, 23 nasceram em França" e os que não nasceram "são igualmente franceses".Também o atual chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez (PSOE, esquerda), apelidou as palavras do seu antecessor como "declarações xenófobas"."Há quem ainda meça a pertença pelo nome da família, pelo lugar de nascimento e pela cor da pele. Outros medem-na pelo apego a um país e pela vontade de contribuir para ele. Jogando futebol. Cuidando dos nossos idosos. Abrindo negócios", disse hoje o líder espanhol na rede social X, numa publicação em resposta às declarações de Rajoy.Para Pedro Sánchez, a Espanha "é de quem a ama e a trabalha" e não "de quem a envergonha com declarações xenófobas"."França, vemo-nos nas meias-finais. Que ganhe o melhor e que perca o racismo", conclui a mensagem do chefe do executivo de Madrid.Também o ministro dos Transportes, Óscar Puente, apelidou Rajoy de "racista" e "idiota pós-franquista corrupto".Já em França, coube ao ministro do Interior, Laurent Nuñez, classificar as declarações de Rajoy como "absolutamente inaceitáveis" numa entrevista à BFM TV."Se essa declaração for verdadeira, é absolutamente inaceitável. Não reflete, em absoluto, o que é a França", apontou o ministro.O responsável francês disse que a "França é um país diverso em que toda a gente se pode desenvolver" e considerou que "há uma França, simplesmente, que é uma República em que toda a gente pode encontrar o seu lugar"."Creio que nos distanciamos disso quando acontecem declarações destas. Não damos uma imagem de esperança a muitos jovens que vivem nos bairros e que são cidadãos da República", frisou.Também a ministra responsável pela Igualdade de Género, Aurore Bergé, falou em "repetidos deslizes racistas" e "intoleráveis", e a Ministra dos Territórios Ultramarinos, Naima Moutchou, pediu à Federação Francesa de Futebol que tomasse "todas as medidas legais adequadas" relativamente às declarações do ex-presidente do Governo espanhol.Já o líder do PS francês, Olivier Faure, respondeu a Rajoy dizendo que "a equipa francesa só tem franceses" e o país "não é uma nação étnica, não tem cor de pele nem religião", sendo "uma nação política unida em torno do lema republicano", para "grande desgosto da direita racista"."Ontem, uma senadora do Paraguai, agora um ex-primeiro-ministro de Espanha: não conseguem evitar expressar um racismo flagrante numa tentativa de irritar a nossa maravilhosa equipa francesa", disse também o líder do Partido Comunista Francês, Fabien Roussel.A senadora paraguaia Celeste Amarilla foi acusada de racismo após ter chamado o jogador francês Kylian Mbappé de "camaronês colonizado" após a derrota do Paraguai por 1-0 frente à França.Na rede social X, a política escreveu: "O bruto nem sequer aprendeu a escrever, em vez do leite materno chupava cocos e o mais instruído que ouviu eram chimpanzés".
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12 Jul 2026
17h52
Um novo furo de captação de água subterrânea entrou em funcionamento em Almada antes do previsto, aumentando em 60 metros cúbicos por hora a capacidade.Em comunicado publicado no seu site, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) explicam que a nova captação aumenta a capacidade de produção do sistema em mais 60 metros cúbicos por hora, "reforçando a resposta às medidas que têm vindo a ser implementadas para fazer face ao aumento dos consumos e aos constrangimentos registados nas últimas semanas".Os SMAS de Almada indicaram que a entrada em funcionamento da nova infraestrutura estava inicialmente prevista para o final de julho.A antecipação foi possível após a aceleração dos trabalhos de instalação e ligação à rede, bem como dos ensaios e verificações técnicas necessários para garantir a segurança e a qualidade da água fornecida à população, detalham.A operação envolveu equipas de várias áreas dos serviços municipalizados e de empresas parceiras, que trabalharam para reduzir os prazos inicialmente previstos.Os SMAS de Almada adiantaram que continuam em curso outras intervenções destinadas a aumentar a capacidade de resposta da rede e a reforçar o sistema de abastecimento de água no concelho.Nos últimos dias, têm sido relatadas sucessivas falhas de água, com especial incidência na Costa da Caparica, tendo sido ativado, na segunda-feira, o plano de contingência dos SMAS de Almada e criado um gabinete de crise.
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