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14 fevereiro 2023 14h25

4 estratégias de investimento para lidar com a inflação

4 estratégias de investimento para lidar com a inflação

 

 

Descubra como proteger o seu património da inflação com soluções financeiras diversificadas, que produzam um retorno igual ou superior às perdas inflacionistas. Estas são as 4 estratégias de investimento para lidar com o contexto atual.

 

Porque investir em tempos de inflação? 

 
Investir em tempos de inflação pode parecer contraproducente, mas é o passo necessário para evitar perder dinheiro real. Basta analisar a alternativa: com uma taxa de inflação média de 2% ao ano, ao fim de 30 anos o valor de 100 mil euros imobilizados passa a equivaler cerca de 54 mil euros, em termos do que conseguirá comprar. Ou seja, apenas por força da inflação, perde quase metade do valor. Em Portugal, onde a inflação já ultrapassou os dois dígitos, o cenário de desvalorização do património é bem real para todos os aforradores.
Conclusão: com as taxas atualmente praticadas, os depósitos a prazo expõem o património à corrosão inflacionista e, apesar de serem produtos com pouco risco e muita liquidez, do ponto de vista da rentabilidade real não são apenas nulos – podem ser negativos. Claro que são uma boa opção para manter parte do património como reserva para situações imprevistas. Mas para proteger da inflação, é importante considerar outro tipo de investimentos. A boa notícia é que a inflação pode até trazer algumas oportunidades rentáveis, se tiver uma boa estratégia de investimento em outro tipo de produtos. 
 
 
 
4 estratégias de investimento que podem beneficiar com a inflação 
 
 
A forma de contornar esta perda de poder de compra é procurar aplicações com rendimento acima da taxa de inflação. É certo que esta não é uma tarefa fácil, especialmente para quem tem um perfil de risco mais conservador. Contudo, uma das mais importantes estratégias de investimento passa por diversificar a sua carteira. Dito doutro modo, investir em produtos diferentes, de vários setores, prazos e níveis de risco (não relacionados entre si). Esta é uma forma de promover a estabilidade e de manter um saldo positivo – se um determinado ativo apresentar um desempenho inferior ao esperado, os outros mantêm-se protegidos. 
 
 

1. ETFs (Exchange Traded Funds)

 
Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimento negociados em bolsa. Dito doutro modo, são comprados ou vendidos, tal como acontece com as ações. Os ETFs são compostos por uma carteira de ativos e, por isso, intrinsecamente diversificados.

O que vai determinar a composição da carteira do ETFs é o objetivo e política de investimento do ETF bem como a perspetiva do gestor, que reproduz um índice bolsista – ou seja, os ETFs são compostos de maneira a refletir a rentabilidade de índices de referência do mercado. Os ETFs de Obrigações ligados à inflação (Inflation-Linked) protegem o poder de compra face ao aumento do custo de vida. Têm, assim, potencial para proteger o seu património perante o aumento da inflação. As taxas podem ser ajustadas à inflação e atualizadas, por exemplo, a cada 6 ou 12 meses. Isto significa que, se os preços subirem, os valores de reembolso também vão aumentar. No entanto, é de sublinhar que é um instrumento um pouco complexo e apesar do nome, em 2022 não protegeram da inflação, atendendo a todas as dificuldades que o mercado. Fale com o Banco Carregosa para saber mais informações sobre estes ETFs e verifique se estão de acordo com o seu perfil de investimento.

 
 

2. Fundos de investimento

 

Ao contrário do investimento direto nos ativos, os fundos de investimento são mais diversificados e, por consequência, menos arriscados. A chave está em privilegiar setores que conseguem manter (ou mesmo aumentar) as suas margens durante a inflação, de forma que o seu património não seja afetado. 

Os setores que, por norma, se comportam melhor em períodos de aumento da taxa de inflação são o da energia, com especial foco no petróleo e gás natural, o setor bancário, o imobiliário e o de bens essenciais, como a alimentação. Nestes casos, as empresas passam para os clientes os aumentos trazidos pela inflação, pelo que preservam a sua integridade económica. Contudo, deve preparar-se para fazer um investimento a longo prazo, de forma a amortecer possíveis desvalorizações do fundo.

 
 
3. Obrigações

 
As obrigações são um produto de investimento que envolve títulos de dívida de empresas ou do Estado. Neste caso, o investidor está a emprestar capital à instituição, em troca de um juro que é pago periodicamente. Este tipo de investimento enfrenta três grandes riscos: taxa de juro, de crédito e liquidez, pelo que se encontra mais vocacionado para investidores experientes e com maior tolerância ao risco. 

Contudo, dedicar uma parte dos investimentos em obrigações pode ser uma forma de estabilizar o património, sobretudo se escolher soluções de maturidade reduzida, de taxa variável ou indexadas à inflação. Algumas obrigações já incorporam a expetativa da taxa de juro e, neste caso, os investidores receberão, na maturidade, um aumento ligado à inflação. 

 
4. Ações

 
As ações representam uma parcela do capital social de uma empresa. Esta estratégia de investimento passa por comprar ações de uma empresa, sendo que o investidor passa a ser acionista, com a possibilidade de ganhar com a sua evolução em bolsa. 

Apesar de este tipo de investimento estar mais exposto aos riscos de capital, liquidez e de mercado, pode ser uma boa solução quando a escolha tem em conta alguns fatores específicos. É o caso, por exemplo, de empresas que produzam bens ou serviços cuja procura permaneça elevada, independentemente do aumento dos preços. É também importante considerar empresas que apresentam um bom rendimento corrente no presente, sendo neste caso menos importante o lucro potencial no futuro. Além disso, os setores escolhidos devem conseguir proteger a sua margem de lucro e, por consequência, preservar o seu investimento. 

 

Banco Carregosa, a experiência ao serviço do seu património 
 
Descritas aqui as principais estratégias de investimento a considerar em tempos de inflação, é fundamental ter presente de que o processo de investimento é sempre personalizado. Uma estratégia que faz sentido para si, pode não fazer para outro investidor. Por isso, é essencial que se aconselhe com especialistas experientes, de forma a reunir o máximo de informação possível e obter uma visão clara e estratégica antes de investir o seu capital. 
A equipa de consultores do Banco Carregosa já atravessou períodos de grande instabilidade social, política e financeira ao longo dos anos, e detém um conhecimento profundo do mercado. Entre em contacto e saiba como pode valorizar o seu património tendo em conta o seu perfil específico e os seus objetivos.