Canal Now - Bolsas no Vermelho após Libertação de Crude
Primeira semana de conflito no Médio Oriente: Brent +30% (de 73 para ~95 USD/barril), gasóleo europeu +43% e TTF holandês (gás natural) +65%. João Queiroz, Head of Trading do Banco Carregosa, analisa a reação dos mercados e as perspetivas para os próximos dias.
Pontos-chave:
• Mercados incorporam cenário de resolução em 4–12 semanas; retórica beligerante natural, mas meios logísticos finitos limitam escalada prolongada;
• Reservas estratégicas (90–120 dias) + frota russa suspensa criam almofada; choque transitório esperado, diferente de 2022 (Europa menos dependente da Rússia, 55% do gás dos EUA);
• Preços extremos (Brent >120–150 USD) penalizam inflação, logística e consumo ? racionalização já equacionada em alguns países asiáticos;
• Impacto em fertilizantes, alumínio e cadeias alimentares pode surgir se Ormuz ficar penalizado por mais tempo;
• Libertação de reservas (AIE + Portugal) alivia curto prazo, mas exige reposição futura; cenário central não prevê medidas como 2022;
• Bolsas: reação moderada (PSI +5–6% no ano); inflação EUA resistente ? Fed adia cortes (final 2026/início 2027); via cambial (dólar mais fraco) ganha relevância para exportações americanas;
• Retórica Trump influencia mais que dados macro; investidores aguardam consistência entre discurso e impacto real.
Veja a análise completa.