Conhecer o patrimônio, os interesses e os objetivos de investimento dos clientes é fundamental
Conhecer o cliente e acompanhá-lo: são os dois verbos mais referidos pelo responsável de banca privada da entidade, que rejeita a ideia de um serviço que apenas serve para posicionar produto. A sucessão de património é um dos desafios que mais preocupam o profissional.
O Banco Carregosa é um dos que tem mais história para contar no panorama nacional. No serviço de banca privada que prestam há uma equidade (não intencional) entre Lisboa e Porto, no que à equipa diz respeito. O total de 12 colaboradores repartem-se de forma igual entre ambas as regiões: cinco private bankers e uma assistente operacional, em cada uma das cidades. Bruno Minoya Perez, diretor de Banca Privada, a quem ambas as equipas reportam, começa por explicar que o serviço que proporcionam adota abordagem holística relativamente ao património dos clientes”. E o que quer isso dizer? Trabalham a partir de um conceito alargado de Global Wealth Management, e conhecer o cliente nas várias vertentes é muito importante. "Conhecer o património (financeiro, imobiliário e empresarial) de quem procura os nossos serviços, os interesses (colecionismo, filantropia, entre outros), e objetivos de investimento, é um requisito fundamental para uma gestão adequada dos seus ativos, bem como para o planeamento sucessório”, atesta o diretor.
No que diz respeito à gestão global do património dos clientes, a independência é um ponto-chave para o Banco Carregosa. O banco tem uma abordagem assente numa arquitetura aberta, baseando a sua oferta e serviços em três conceitos: gestão discricionária; consultoria para investimento; e execução. "Dependendo do grau de intervenção pretendido pelo cliente, apresentamos o serviço que melhor se adequa a cada caso”, diz o profissional, que analisa detalhadamente todas as dimensões e características do cliente. "Desde o conhecimento e experiência, à situação financeira, passando pelos objetivos de investimento, tolerância ao risco, mas também hoje em dia e de forma cada vez mais determinante, são tidas em conta as preferências em termos de sustentabilidade”, conta-nos o responsável.
O ESG é tido em conta desde o momento em que o cliente abre conta no Banco. Complementarmente, Bruno Minoya Perez adianta que "o banco já começou a integrar na oferta, para além da existente com soluções mais abertas, alguns ativos ESG no âmbito de uma política de sustentabilidade definida estrategicamente em termos globais”.
IMPORTÂNCIA DOS ALTERNATIVOS
Em termos mais genéricos, os fundos de investimento que entram nas carteiras dos clientes do banco são avaliados pela equipa de gestão de ativos através de um "processo de investimento proprietário”. A seleção e posicionamento têm por base os temas de investimentos discutidos em Comité de Investimento, mas, paralelamente, é feita "uma análise bottom-up em que são analisados vários parâmetros quantitativos dos fundos”. Atualmente, posicionam-se em megatendências seculares como a demografia, o bem-estar, ou temas como a tecnologia, digitalização das economias, cibersegurança, entre outras. "Acreditamos que a nossa gestão ativa pode aportar valor ao portefólio de quem nos confia o seu património”, refere o profissional.
Os investimentos alternativos são uma área onde se têm tentado diferenciar. O contexto de taxas de juro baixas dos últimos anos impulsionou o segmento, e o banco acabou por conseguir capitalizar e afirmar-se no mercado neste segmento de produtos. Por um lado, a oferta de fundos de investimento imobiliário temáticos, comercializando os fundos da Carregosa SGOIC, e, por outro, "implementando parcerias, com reputadas sociedades gestoras nacionais e internacionais com elevado expertise em venture capital e private equity, para disponibilizar ao cliente uma vasta oferta dentro dessa área”.
Quanto aos desafios do setor, mais concretamente nos serviços holísticos de Wealth Management, a lista é extensa, mas Bruno Minoya Perez centra-se num tema específico: A transmissão de património para as novas gerações. "Têm acesso a mais informação e, por isso, são mais informadas, mais digitais e têm uma preferência mais acentuada para investimentos sustentáveis”. Nesse sentido, cada private banker deverá ter a preocupação de aproximação às novas gerações por forma a criar e reforçar os laços de confiança com o Banco Carregosa, conclui.