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13 agosto 2026 12h00

Drawdown: O que é?

Drawdown: O que é?

 Drawdown: O que é?

 

 


 

Resumo

 

  •  O drawdown mede a perda máxima de um investimento entre um pico e o mínimo seguinte, em percentagem.

 

  •  É um dos indicadores mais úteis para avaliar o risco real e a volatilidade de qualquer instrumento financeiro, de ações a fundos, ETFs ou índices.

 

  •  Quanto mais profundo o drawdown, maior o ganho necessário para recuperar: uma queda de 50% exige uma subida de 100%.

 

  •  No Carregosa NextGen tens acesso a fundos, ETFs e ações para investires com visão estratégica e disciplina.

 


 

 

Já imaginaste investir durante meses, ver o teu portefólio atingir um máximo… e depois assistir a uma queda de 20%, 30% ou mais? Essa descida tem um nome: drawdown.

 

Mede a profundidade das perdas ao longo do tempo e pode mudar a forma como olhas para o risco, a volatilidade e a estratégia. Se queres investir de forma mais informada, este é um indicador que precisas mesmo de conhecer.

 

 

O que é o drawdown?

 

De forma simples, o drawdown é um indicador financeiro que mede a queda percentual de um investimento desde o seu ponto mais alto (pico) até ao ponto mais baixo (vale) antes de recuperar.

 

Ou seja, mede a perda acumulada entre dois momentos: um máximo (pico) e o mínimo seguinte antes da nova recuperação. O foco está sempre na perda a partir do ponto mais alto atingido. O drawdown não olha para o valor inicial onde começaste a investir, mas para o quanto "recuaste” desde que estiveste no topo. É esta métrica que te ajuda a perceber o pior cenário de perda antes da recuperação.

 

O conceito é especialmente utilizado para analisar fundos de investimento, ETFs ou índices bolsistas.

 

 

Como se calcula o drawdown? (exemplo passo a passo)

 

Drawdown (%) = ((Valor do pico - Valor do vale) / Valor do pico) × 100

 

Imagina que investiste 10.000 €. O valor sobe até 12.000 € (o pico) e depois cai para 9.000 € (o vale) antes de voltar a subir. O drawdown calcula-se a partir do pico:

 

((12.000 - 9.000) / 12.000) × 100 = 25%

 

Repara: o drawdown é de 25%, mesmo tendo começado nos 10.000 €. Conta sempre a partir do máximo atingido, porque é esse o ponto de referência do "pior recuo”. Este cálculo aplica-se da mesma forma a fundos, ETFs e índices.

 

 

Drawdown vs. maximum drawdown: qual a diferença?

 

O drawdown refere-se a qualquer queda registada desde um pico até ao mínimo seguinte antes de recuperar. Ao longo do tempo podem existir vários drawdowns, de diferentes magnitudes. O maximum drawdown (MDD) corresponde à maior dessas quedas num determinado período, o pior cenário histórico de perda acumulada.

 

ConceitoDefiniçãoExemplo
DrawdownQualquer queda do pico ao vale seguinteQuedas de -8%, -15% e -22% (cada uma é um drawdown)
Maximum drawdown (MDD)A maior dessas quedas no período analisado-22% (a perda mais profunda)

 

 

A matemática da recuperação: porque é que um drawdown profundo "dói” mais

 

"O drawdown não se evita — gere-se. Saber de antemão quanto uma carteira pode cair é o que separa um investidor disciplinado de um investidor em pânico.” — João Queiroz, Head of Trading do Banco Carregosa.

 

Há um pormenor que muitos investidores ignoram: recuperar de uma queda exige sempre uma subida proporcionalmente maior. Se perdes 50%, não basta ganhar 50% para voltar ao ponto de partida: precisas de ganhar 100%. Quanto mais fundo o drawdown, mais difícil (e demorado) é recuperar.

 

Queda (drawdown)Ganho necessário para recuperar
-10%+11,1%
-20%+25%
-25%+33,3%
-30%+42,9%
-50%+100%

 

É por isto que limitar a profundidade das quedas pode ser tão importante como procurar retorno: evitar um drawdown severo poupa-te anos de recuperação.

 

 

Quanto tempo demora a recuperar de um drawdown?

 

A profundidade não conta a história toda. O tempo de recuperação também importa e pode variar muito mesmo entre quedas de magnitude parecida. Dois exemplos reais do S&P 500 ilustram-no bem:

 

COVID-19 (2020): queda de cerca de 34% entre fevereiro e março; recuperou em cerca de 6 meses.

 

Crise financeira (2008): queda de cerca de 57% entre outubro de 2007 e março de 2009; demorou cerca de 5 anos a recuperar o valor anterior.

 

A lição: um drawdown mais profundo tende a exigir muito mais tempo de recuperação, um fator decisivo se tiveres um horizonte de investimento curto.

 

 

O que é um drawdown aceitável?

 

Não há um número universal: o drawdown "certo” depende dos teus objetivos, do horizonte temporal e, sobretudo, da tua capacidade de aguentar quedas sem vender no pior momento.

 

Mais importante do que o número é a coerência com a tua estratégia: um drawdown que te faça abandonar o plano é, na prática, demasiado elevado para ti.

 

 

Vantagens de analisar o drawdown

 

 

Avaliar o risco real de um investimento

 

A rentabilidade média não conta a história toda: dois investimentos podem ter o mesmo retorno anual, mas drawdowns muito diferentes. Um fundo que já caiu 50% exige muito mais resiliência emocional do que outro cujo máximo histórico de perda foi 15%.

 

 

Testar a tolerância emocional ao risco

 

Saber que um investimento pode cair 30% ajuda-te a perceber se conseguirias manter a estratégia durante uma crise. Muitos investidores vendem no pior momento precisamente por não estarem preparados para o drawdown.

 

 

Melhorar a gestão de risco

 

Conhecer o drawdown histórico permite ajustar a alocação de ativos, definir limites de perda (por exemplo, através de uma ordem de stop-loss ou stop-limit) e reequilibrar o portefólio. Ou seja, transforma a volatilidade em informação estratégica.

 

 

Limitações do drawdown

 

Apesar de útil, o drawdown não deve ser analisado isoladamente. Principais limitações:

 

 

Avalia dados passados

 

O drawdown baseia-se em dados históricos. Um ativo pode ter tido um máximo drawdown de 20% no passado e enfrentar 40% numa crise futura.

 

 

Não mede a velocidade da queda

 

Uma queda de 25% em dois dias é diferente de uma queda de 25% ao longo de dois anos, mas o drawdown percentual pode ser igual. O indicador não capta totalmente a dimensão temporal do risco.

 

 

Não considera o tempo de recuperação

 

Dois investimentos podem ter o mesmo drawdown máximo, mas um recuperar em 6 meses e outro demorar 5 anos (como vimos acima). O tempo de recuperação é crucial, mas não está refletido no valor do drawdown.

 

 

Pode penalizar ativos mais voláteis, mas mais rentáveis

 

Os ativos de crescimento, como ações tecnológicas, tendem a ter drawdowns maiores, mas também maior potencial de valorização. Analisar apenas a profundidade da queda pode levar a decisões excessivamente conservadoras.

 

 

Outros indicadores de risco para combinar com o drawdown

 

O drawdown é um excelente ponto de partida, mas analisar o risco exige uma visão multidimensional. Os investidores mais experientes combinam vários indicadores:

 

  •  Volatilidade (desvio padrão): mede a variação dos retornos ao longo do tempo, ou seja, a frequência e intensidade das oscilações do dia a dia.

 

  •  Índice de Sharpe (ver artigo): avalia quanto retorno adicional é gerado por cada unidade de risco (volatilidade) assumida.

 

  •  Índice de Sortino: semelhante ao Sharpe, mas considera apenas a volatilidade negativa (as quedas).

 

  •  Value at Risk (VaR): estima a perda máxima esperada num período, com um nível de confiança estatístico; olha para o futuro, não para o passado.

 

  •  Índice Calmar: relaciona a rentabilidade anual média com o maximum drawdown, mostrando a eficiência entre crescimento e profundidade das quedas.

 

  •  Beta: mede a sensibilidade de um ativo face ao mercado; um beta superior a 1 tende a amplificar os movimentos e os drawdowns.

 

 

Drawdown: investe com especialistas no Carregosa NextGen

 

Perceber o que é o drawdown ajuda-te a investir com maior maturidade financeira. Mais do que procurar rentabilidade, trata-se de compreender as quedas possíveis e estar preparado para elas.

 

No Carregosa NextGen encontras acesso a fundos de investimento, ETFs e ações, através do GoBulling Investor, e análise de mercado que te ajudam a avaliar o risco, o retorno e a consistência das estratégias. Porque investir não é evitar quedas, mas sim saber geri-las com inteligência.

 

Se queres construir um portefólio alinhado com o teu perfil, fala connosco e descobre como investir de forma estratégica.

 


 

Drawdown: Perguntas frequentes

 

 

Um drawdown elevado é sempre mau?

 

Não necessariamente. Um drawdown elevado pode indicar maior volatilidade, mas também estar associado a um maior potencial de retorno. Deve ser analisado no contexto da estratégia e do perfil de risco.

 

 

Qual é um drawdown considerado aceitável?

 

Depende do perfil do investidor. Perfis conservadores tendem a aceitar quedas menores (ex.: 10–15%), enquanto perfis agressivos podem tolerar oscilações superiores a 30%.

 

 

O drawdown é o mesmo que volatilidade?

 

Não. A volatilidade mede a variação frequente dos preços; o drawdown mede a maior queda acumulada desde um pico até ao vale.

 

 

Como se calcula o maximum drawdown?

 

Identifica-se o pico mais alto e o vale mais baixo que se lhe segue no período e aplica-se: ((pico - vale) / pico) × 100. O maximum drawdown é o maior valor obtido entre todas as quedas do período.

 

 

Quanto tempo demora a recuperar de um drawdown?

 

Depende da profundidade e do ativo. Quedas ligeiras recuperam em meses; quedas profundas podem demorar anos — o S&P 500 recuperou da queda da COVID (~34%) em ~6 meses, mas da crise de 2008 (~57%) recuperou cerca de quatro anos após o mínimo de março de 2009, voltando a máximos no início de 2013.

 

 

Qual foi o maior drawdown do S&P 500?

 

Um dos mais severos das últimas décadas ocorreu na crise financeira de 2008, com uma queda de cerca de 57% entre outubro de 2007 e março de 2009.

 

 

Qual a diferença entre drawdown e Value at Risk (VaR)?

 

O drawdown mede perdas passadas (a maior queda já ocorrida); o VaR estima a perda máxima esperada no futuro, com um nível de confiança estatístico.

 

 

O drawdown aplica-se a fundos e ETFs?

 

Sim. É um dos indicadores mais usados para avaliar o risco histórico de fundos de investimento, ETFs e índices bolsistas.

 


 

Aviso Legal: Este artigo foi preparado pelo Banco Carregosa com fins meramente informativos e educativos, não constituindo, em circunstância alguma, uma proposta de investimento, recomendação de compra ou aconselhamento financeiro personalizado. O investimento em instrumentos financeiros envolve riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. A rentabilidade histórica não é garantia de rentabilidade futura. Recomendamos que consulte um gestor de conta ou consultor financeiro antes de tomar qualquer decisão de investimento, para garantir que a mesma se adequa ao seu perfil de risco e objetivos financeiros.

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