Voltar
12 março 2025 06h40
Fonte: Funds People

ETF mais subscritos de fevereiro: obrigações, defesa e ativos refúgio no centro das atenções dos investidores

ETF mais subscritos de fevereiro: obrigações, defesa e ativos refúgio no centro das atenções dos investidores

Fevereiro foi marcado por uma elevada volatilidade nos mercados financeiros ,  "impulsionada pela incerteza política nos EUA , as expetativas de cortes de juros pelo BCE , e as dinâmicas do setor de tecnologia ”, explica João Queiroz , head of trading do Banco Carregosa .


Este ambiente acabou por influenciar as escolhas dos investidores e os fluxos de capital para determinados ETF, refletindo uma abordagem tanto defensiva como estratégica . De facto, no Top do Banco Carregosa, o S&P 500 EUR Hedged que se encontra em primeiro lugar, sinaliza a preocupação dos investidores com a "eventual força relativa do dólar dos EUA e os impactos cambiais nas suas carteiras ”. Além deste ETF, ainda figura entre os mais negociados o iShares MSCI World EUR Hedged. "A incerteza decorrente da política de tarifas dos EUA levou os investidores a procurar exposição global, mas mitigando o risco cambial”, afirma João Queiroz.


Investimento em ativos refúgio e em defesa


Os investidores também aumentaram as suas posições em ativos refúgio , com o iShares Gold Producers UCITS a registar um interesse sustentado, situando-se em segundo lugar. Já o iShares Global Infrastructure "beneficiou do interesse em ativos de longo prazo com fluxos de caixa previsíveis , à medida que a expetativa de cortes de juros alimenta a atratividade do setor de infraestruturas”, explica o profissional.


Em fevereiro, a defesa e o rendimento fixo surgiram como alternativas de baixa correlação . "Com as incertezas geopolíticas e o aumento das despesas militares anunciadas por vários países da NATO, o VanEck Defense UCITS atraiu investimentos significativo”, afirma João Queiroz. A necessidade de reforço das capacidades militares, somada ao apoio financeiro crescente à Ucrânia, "impulsionou a valorização de empresas do setor ”, acrescenta.


Adicionalmente, no segmento de rendimento fixo, o iShares Lehman 20+ Year Treasury "refletiu a procura por alternativas num ambiente de yield em queda nos EUA, com as obrigações a 10 anos a atingirem 4,24% no final do mês”. Já o iShares Markit iBoxx High Yield foi impulsionado pela procura de remuneração com a yield mais elevada, face à possibilidade de uma política monetária menos restritiva nos próximos meses .


Obrigações destacam-se como a classe de ativos mais subscrita


No passado mês de fevereiro, as obrigações destacaram-se como a classe de ativos mais subscrita no Top 10 do Banco Best , após meses de domínio das ações, com o ETF Xtrackers iBoxx EZ Govt Bond Yield Plus, índice diversificado sobre yields de obrigações governamentais europeias, a liderar a preferência dos investidores.


Assim, afirma Ângelo Custódio , trader na entidade, "a subida das obrigações em fevereiro superaram os principais índices de ações , com as yields globais a ganharem momentum, tornando as obrigações uma escolha estratégica para investidores que procuram navegar pela complexidade dos movimentos das taxas de juro e pelo atual panorama geopolítico adverso”.


Desta forma, no ranking podemos encontrar os seguintes ETF: o Xtrackers iBoxx EZ Govt Bond Yield Plus UCITS e o iShares EUR Ultrashort Bond UCITS , que procuram acompanhar o desempenho de obrigações governamentais e corporativas denominadas em EUR, o iShares USD Treasury Bond 20+yr UCITS , que investe em obrigações governamentais americanas de longo-prazo; e o iShares Core Xtrackers II JAPAN Gov BOND , um índice sobre yields de obrigações governamentais japonesas.


Já nas ações encontramos as alternativas Vanguard S&P 500 Acc UCITS e Vanguard S&P 500 Dist UCITS , que procuram replicar a performance do índice S&P 500; o iShares Core MSCI World UCITS , com foco em ações de 23 países/economias desenvolvidos a nível mundial; e o iShares MSCI Canada UCITS , com foco no mercado canadiano e nas suas principais empresas, foram a escolha dos investidores.


"Destaque ainda para os mercados de ações na esfera asiática, com o Vanguard FTSE Japan UCITS , instrumento focado na exposição das principais empresas do Japão, e o Amundi MSCI Indonesia (Acc) UCITS , que procura replicar o mercado local, a demonstrar que a volatilidade sentida nos principais mercados levou os investidores a procurarem novas oportunidades”, acrescenta Ângelo Custódio.

 

 

Partilhe este artigo