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15 dezembro 2025 08h05
Fonte: FundsPeople

ETF mais subscritos de novembro: ações e obrigações dividem protagonismo

FundsPeople

O penúltimo mês do ano foi marcado por uma mudança de regime nas expetativas de política monetária. De acordo com João Queiroz, head of Trading do Banco Carregosa, "as yields dos treasuries a 10 anos cederam para a zona de 4%, a volatilidade VIX quebrou suportes e a Fed preparou o fim do Quantitative Tightening já no início de dezembro, reforçando liquidez e um enquadramento mais favorável ao risco”. Ao mesmo tempo, o ouro consolidou-se acima dos 4100-4200 dólares, a prata atingiu novos máximos históricos e o índice de matérias-primas BCOM caminhou para o quarto mês consecutivo de ganhos, enquanto o crude permaneceu pressionado por perspetivas de excesso de oferta.


Neste contexto, a preferência dos clientes do Banco Carregosa por grandes blocos de beta global, nomeadamente através do iShares MSCI World UCITS, do iShares Core S&P 500 UCITS e do Source S&P 500 EUR Hedge, é, segundo o profissional, "coerente com a ideia de aproveitar um rally de liquidez sem abdicar de diversificação geográfica nem de proteção cambial em carteiras em euros”. O interesse no Amundi CAC 40, ETF com exposição focalizada à bolsa francesa e ao núcleo europeu, complementa esta visão. 


Em paralelo, o iShares Markit iBoxx High Yield surge como "instrumento natural de caça ao rendimento num ambiente de volatilidade em queda e forte apetite por risco, mas onde o carry continua crucial para compensar o prémio de risco de crédito”, comenta João Queiroz. Já a componente de proteção e diversificação real ficou espelhada na forte dinâmica das matérias-primas. Como revela o profissional, com o ouro e, sobretudo, a prata em máximos, "o iShares Gold Producers UCITS funcionou como via indireta para capturar o ciclo de lucros das mineiras auríferas, mais sensíveis à combinação de metal caro e custos relativamente ancorados”.


Ações e obrigações dividem o protagonismo no ranking

Em novembro, as ações e obrigações dividiram o palco no ranking dos ETF mais subscritos do Banco Best, com a exposição a índices de ações das principais economias desenvolvidas e obrigações corporativas de curto prazo em destaque. 


Novembro trouxe ainda uma mudança de sentimento, com os mercados acionistas globais a interromper a sua trajetória de sete meses de valorização, à medida que os riscos de avaliação e de política voltaram a manifestar-se. "Os sinais mais restritivos dos bancos centrais e a fadiga no segmento da tecnologia ligada à inteligência artificial pressionaram os mercados a meio do mês, isto antes da postura mais moderada da Fed que ajudou a estabilizar o sentimento”, explica Ângelo Custódio, trader no Banco Best.


Desta forma, no topo deste mês, conta o profissional, "o iShares Core MSCI World UCITS, uma opção mais generalista e global de ações, mereceu a preferência dos investidores que valorizaram a diversificação de setores e áreas geográficas”. Seguiu-se o iShares EUR Corp Bond 1-5YR UCITS, focado em obrigações corporativas europeias de curto e médio prazo, e o Vanguard FTSE All-World UCITS, com foco em ações de 23 países/economias desenvolvidos a nível mundial


"Destaque para o setor dos semicondutores, com o iShares MSCI Global Semiconductors UCITS, instrumento focado nos principais produtores de semicondutores, o novo petróleo, a demonstrar que a aposta na tecnologia e no desenvolvimento da IA, continuam na agenda dos investidores”, conclui Ângelo Custódio.

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