ETF mais subscritos de outubro: ETF com exposição a ações dos EUA são a grande preferência do mês
Em outubro, os investidores voltaram a privilegiar a exposição a ações globais e a ativos de refúgio. Um mês depois, pouco se alterou no Top 10 do Banco Carregosa e do Banco Best: os ETF com exposição a ações dos EUA são a grande preferência no mês, mas o apetite por ativos refúgio, como o ouro, manteve-se.
Segundo João Queiroz, head of Trading da entidade, em outubro, "o ambiente favoreceu carteiras baseadas em ETF com pilar central nos EUA e diversificadores táticos”. O esperado corte de taxas pela Fed, acompanhado do fim do Quantitive Easing e de mensagens prudentes para dezembro, manteve, explica, as ações em máximos históricos e as yields longas próximas de ~4%. "Este cenário central beneficiou os índices amplos (S&P 500 e MSCI World), mas também destacou a função de cobertura cambial em euros”, sublinha o profissional. A concentração de ganhos nas megacaps ligadas à inteligência artificial foi novamente o motor, com a tecnologia e os semicondutores a liderarem, "ao mesmo tempo que alertas de complacência e de exigência elevada nas valorizações do tema de IA”, acrescenta João Queiroz.
Adicionalmente, na componente central, as carteiras que replicam o S&P 500 captaram o ímpeto do rally, com suporte adicional do recuo da volatilidade e de fluxos robustos de resultados. "Para clientes com passivo em euros”, explica o profissional, "a versão EUR Hedged do S&P 500 e do MSCI World com cobertura mostraram utilidade tática”.
O ouro, sustentado por incerteza política e pelo recuo do USD em partes do mês, manteve-se novamente entre as preferências dos investidores. "A prata e o crude exibiram maior volatilidade, mas não impediram o ouro de preservar a tendência estrutural. Contudo, o risco de correção após movimentos parabólicos permanece”, observa João Queiroz.
No Top 10 do Banco Carregosa, é ainda possível encontrar o tema dos criptoativos: "A bitcoin voltou à centralidade do retalho com o seu 17º aniversário, maior integração institucional e a normalização do veículo ETF como porta de acesso ao investimento. Mesmo com episódios de consolidação, a tese de fluxo líquido positivo para o segmento manteve-se viva”, conclui João Queiroz.
Sem grandes surpresas: ações são o instrumento preferencial do mês
Sem grande surpresa, em outubro as ações destaca-se novamente como a classe de ativos mais subscrita no Top 10 do Banco Best, com destaque para a exposição a índices de ações das principais economias mundiais. "No Top 3, o índice S&P 500 domina – 1ª e 3ª posição no ranking –, juntamente com o MSCI World, uma opção mais generalista e global de ações a fechar o pódio”, conta Ângelo Custódio, trader na entidade.
Segundo o profissional do Banco Best, os mercados financeiros em outubro refletiram um "otimismo cauteloso”, diante de uma incerteza significativa de políticas e da aproximação das decisões de fim de ano dos bancos centrais. "Os índices de ações das principais economias registaram uma valorização de 2,8%, com o desempenho a ser sustentado pelas negociações comerciais realizadas no final do mês entre Estados Unidos e China que elevaram o sentimento global, com ambos os países a concordarem num acordo comercial de um ano”, afirma Ângelo Custódio, que salienta ainda mais uma earning season robusta nos EUA.
Já nas obrigações, a escolha dos investidores recaiu sobre o Xtrackers II EUR Corporate Bond UCITS, focado em obrigações corporativas de vários setores cotado em euros, e sobre o iShares Global Corporate Bond EUR Hedged UCITS, que replica a performance de obrigações "investment grade” de mercados desenvolvidos e emergentes.
"Destaque para o ouro, com o iShares Gold Producers UCITS, instrumento focado em empresas produtoras do ouro, a demonstrar que os instrumentos e temas da atualidade continuam na agenda dos investidores”, conclui.