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18 dezembro 2025 11h10
Fonte: FundsPeople

Fundos mais subscritos de novembro: apetite pelo risco continua contido

FundsPeople

O mês de novembro foi de equilíbrio. Do mesmo modo que nos ETF mais subscritos as ações e as obrigações dividiram o protagonismo, nos fundos mais subscritos do Banco Best observa-se, segundo Rui Castro Pacheco, responsável de Investimentos da entidade, "um certo equilíbrio entre estratégias de menor risco e de maior risco, continuando a não existirem fundos de perfil de risco médio no Top”.

Começando pelos fundos de perfil de risco mais conservador, encontramos, com risco SRI de 1, o Pictet-Short-Term Money Market. "Ainda no risco 1, dois fundos de obrigações de taxa variável, o DWS Invest ESG Floating Rate Notes e o Allianz Floating Rate Notes Plus VarioZins, que conseguiram nos últimos 12 meses uma performance acima dos 2%”, acrescenta o profissional. Ainda no baixo risco, mas já com nível de risco 2, temos duas propostas um pouco diferentes. Por um lado, o já habitual Property Core Real Estate Fund. Por outro, ainda que investindo em ações, o fundo JupiterMerian Global Equity Absolute Return Fund, que gere posições longas e curtas de forma a ter uma exposição muito limitada aos mercados acionistas.

"Quanto às escolhas de risco mais elevado, fundos de ações, o destaque este mês vai para soluções de gestão passivas, para ouro e metais preciosos e para tecnologia”, afirma Rui Castro Pacheco. Na gestão passiva, temos os habituais Fidelity S&P 500 Index Fund e Fidelity MSCI World Index Fund, que replicam os principais índices americano e mundial. Quanto às commodities, observa-se a preferência pelos metais preciosos ou especiais, com o Franklin Gold & Precious Metals Fund. Na tecnologia, encontramos uma versão mais focada no tema aerospacial, com o Echiquier Space, e uma mais genérica, com o BlackRock Global Funds - World Technology.

Investidores continuam prudentes

A análise dos fundos mais subscritos em novembro do Banco Carregosa confirma a persistência de um posicionamento prudente por parte dos investidores, embora com sinais pontuais de maior seletividade. "O topo da tabela continua a ser ocupado por soluções de liquidez e de curta duração, refletindo a atratividade de rendibilidades monetárias ainda elevadas num contexto de incerteza quanto ao ritmo dos cortes de taxas”, explica Tiago Gaspar, responsável pela Análise e Seleção de Fundos da entidade. 

Em paralelo, observa-se um reforço em estratégias obrigacionistas flexíveis e de rendimento, beneficiando de um enquadramento de estabilização das yields e de spreads de crédito historicamente comprimidos. "A presença de alguns fundos de ações específicos sugere que alguns investidores começaram a adicionar risco de forma gradual e temática, sobretudo em segmentos percecionados como estruturalmente resilientes”, acrescenta o profissional.

Fundos mais resgatados

Nos mais resgatados, Rui Castro Pacheco revela que continuam a encontrar alguns fundos monetários e multiativos. "Pensamos que os monetários começam a ter um nível de retorno pouco atrativo, estando os investidores a procurar alternativas com um pouco mais de risco e retorno potencial”, esclarece o profissional. 

Nos fundos mais resgatados do Banco Carregosa, o padrão revela maior heterogeneidade face aos mais subscritos, mas com um denominador comum: redução de exposição a estratégias acionistas mais direcionais e temáticas. "Destacam-se resgates em fundos de tecnologia global e inteligência artificial num movimento coerente com a maior seletividade referida nos mercados acionistas e com a realização de mais-valias após fortes valorizações acumuladas”, explica Tiago Gaspar. Em simultâneo, revela que se registam saídas em fundos mistos e multiativos, bem como em algumas estratégias obrigacionistas, sugerindo uma rotação interna dentro do universo obrigacionista, mais do que uma rejeição do segmento de crédito em si.

"A leitura conjunta das subscrições e dos resgates em novembro aponta para um apetite pelo risco ainda contido, mas mais construtivo do que nos meses anteriores”, sublinha o profissional. Na sua opinião, os investidores continuam a privilegiar liquidez, flexibilidade e rendimento previsível, ao mesmo tempo que ajustam seletivamente a exposição a ações, reduzindo posições em temas mais consensuais e reforçando áreas defensivas ou com melhor visibilidade de cash flow. "Este comportamento é consistente com um cenário de soft landing nos EUA, expetativas de flexibilização monetária gradual e um pano de fundo geopolítico incerto, no qual a diversificação, a gestão ativa e a capacidade de adaptação permanecem centrais na construção das carteiras”, afirma.

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