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24 dezembro 2025 07h35
Fonte: SAPO

João Queirós, Head of Trading do Banco Carregosa: “O acordo da Galp na Namíbia faz mais sentido no atual contexto do que se estivéssemos numa economia dourada”

SAPO

O mercado reagiu mal ao negócio da Galp com a Total na Namíbia. O Head of Trading do Carregosa explica o que se passa com as ações da petrolífera. E olha para o que 2026 nos trará.


No início de dezembro, a Galp anunciou um negócio com a Total na Namíbia. Ao contrário do muitos investidores pareciam esperara, a entrada da empresa francesa não fez através de dinheiro mas por troca de participações noutras explorações. O mercado não gostou e, desde então, as ações da petrolífera têm estado a ser penalizadas. Estão cerca de 25% abaixo do pico de novembro, o que representa um importante rombo no valor de mercado da empresa que vale quase €10 mil milhões na bolsa de Lisboa e, entre as maiores, só é ultrapassada pela Jerónimo Martins (€12,7 mil milhões) e pela EDP (€15,9 mil milhões).


Apesar do sobressalto, João Queirós, que esteve no episódio desta semana do Money, Money, Money, vê algum racional no negócio ainda que perceba que alguns investidores tenham optado por vender. O responsável de negociação (head of trading) do Banco Carregosa começa por dizer que "não parece que a gestão da Galp tenha cometido um erro para poderem ser despedidos”. E explica porquê. Primeiro, porque a queda não veio do nada: "A Galp deu um pulo há uns 12, 14 meses atrás e agora corrigiu parte dessa subida.” Depois porque, no atual contexto global, de incerteza e tensões geopolíticas, "o acordo faz mais sentido do que propriamente se estivermos numa economia dourada”. Por fim, garante que poderá trazer vantagens a longo prazo para a petrolífera portuguesa.


Este episódio teve moderação de João Silvestre, editor executivo do Expresso, e contou com a participação de João Vieira Pereira, diretor do Expresso, e João Queirós, head of trading do Banco Carregosa. A edição esteve a cargo de João Martins.

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