Ordens de bolsa recuam 19,9% em dezembro mas fecham 2025 com crescimento homólogo
O montante total de ordens recebidas pelos intermediários financeiros fixou-se em 23,3 mil milhões de euros no último mês do ano, o que traduz uma descida de 19,9% face a novembro, e um crescimento de 5,9% face a igual período do ano passado. O BCP e o BNP Paribas lideraram as quotas de mercado em diferentes segmentos.
O montante total de ordens recebidas pelos intermediários financeiros fixou-se em 23,3 mil milhões de euros no último mês do ano, o que traduz uma descida de 19,9% face a novembro, e um crescimento de 5,9% face a igual período do ano passado. O BCP e o BNP Paribas lideraram as quotas de mercado em diferentes segmentos. O recuo global em dezembro foi impulsionado pelo desempenho negativo dos títulos de dívida. O valor mensal das ordens de dívida pública caiu 20,4% para 14,7 mil milhões de euros (14.670,2 milhões), enquanto a dívida privada sofreu um decréscimo ainda mais acentuado de 35,5% para 2,2 mil milhões de euros (2.166,4 milhões). Em sentido inverso, o investimento em ações registou uma subida de 2,3%, atingindo os 3.041,7 milhões de euros. No mercado de derivados, o crescimento foi de 7,9%, com o volume a ascender aos 238,8 mil milhões de euros, impulsionado sobretudo pelos contratos forward , que representaram mais de 80% do total deste segmento, segundo os dados difundidos pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) O BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (26,4%), seguindo-se a CGD (16,2%) e o Banco de Investimento Global (12,4%). Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal (91,9%), seguindo-se o Banco L.J. Carregosa (4,9%) e o Caixa Económica Montepio Geral (0,8%).
"O valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados subiu 7,9% face ao mês anterior, para 238.805,7 milhões de euros. Os forward foram o instrumento mais negociado no mercado de derivados (82,8% do total), tendo as transações aumentado 14,2% em relação a novembro. As transações sobre futuros diminuíram 16,8%”, refere a Comissão.
No mesmo período, o valor das ordens de residentes registou uma descida de 5,3% e o valor das de não residentes de 22,8%.
Quanto ao mercado de execução, 68,7% das ordens recebidas foram executadas nos mercados regulamentados internacionais, 6,6% nos mercados nacionais, 2,8% fora de mercado e 22% foram internalizadas.
Estados Unidos, Alemanha e França foram os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto Holanda, Reino Unido e França foram o principal destino das ordens sobre títulos de dívida, conclui a CMVM.