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19 setembro 2025 02h05

Teixeira Duarte regressa ao PSI após “anos desafiantes”

Jornal Económico

Construção a Empresa assume que passou por um período de "transformações profundas”, e acredita que voltar a estar entre as principais cotadas da bolsa de Lisboa revela confiança dos investidores.


Nove anos depois a construtora Teixeira Duarte regressa às negociações na bolsa de Lisboa (PSI), na segunda-feira, 22 de setembro, depois de ter atravessado "anos desafiantes com transformações profundas”, afirma ao Jornal Económico (JE), Manuel Maria Teixeira Duarte, presidente do Conselho de Administração do Grupo Teixeira Duarte.


"O Grupo regressou à rentabilidade, reforçou a margem operacional e expandiu a carteira de encomendas”, refere, acrescentando que para todo este processo contribuiu a consolidação de medidas de reorganização e otimização de recursos que resultaram numa maior eficiência das operações, numa melhoria das margens e numa maior capacidade de execução de projetos complexos tanto no mercado interno como externo.


Por outro lado, a carteira de encomendas para o setor da construção, atingiu os 1.630 milhões de euros em junho, refletindo um aumento de 5,9% face a dezembro de 2024.


Desta carteira consta o primeiro projeto da alta velocidade ganho pelo consórcio LusoLav, que o Grupo Teixeira Duarte integra, e que deverá gerar cerca de 440 milhões de euros em obra.


O regresso ao PSI acontece na mesma altura em que a sociedade dos empresários Eduardo Sardo e Gaspar da Silva, Dualis Capital, reforçou a posição na construtora, ficando com mais de 10%.


Também neste período a Teixeira Duarte realizou recentemente um acordo de refinanciamento de 654,4 milhões de euros de dívida bancária contraída junto do BCP, Novobanco e Caixa Geral de Depósitos.


"Foi muito importante para a estabilidade financeira do Grupo e um sinal claro do reconhecimento do valor da Teixeira Duarte no setor e na economia nacional”, sublinha Manuel Maria Teixeira Duarte.


Estas recentes ações demonstram de acordo com o presidente da construtora, um foco na disciplina financeira, na seleção criteriosa de projetos e na melhoria dos processos internos que "foram elementos-chave para o reforço da nossa competitividade”. Como tal, Manuel Maria Texeira Duarte considera que regressar ao principal índice da praça lisboeta representa o reconhecimento do trabalho consistente dos colaboradores da construtora, da solidez dos resultados e da confiança que os investidores depositam na visão estratégica.


A construtora começou a negociar na bolsa em 1998, tendo repetido entradas e saídas no PSI desde então, até deixar o índice pela última vez em 2016. Durante os primeiros seis meses de 2025, as ações representativas do capital social da Teixeira Duarte, S.A. sofreram uma valorização de 291,14% passando de 0,079 euros em 31 de dezembro de 2024, para 0,309 euros em 30 de junho de 2025. Nestes últimos dias chegaram a atingir os 0,58 euros.


Risco reduzido e Angola como investimento externo


Ouvido pelo JE, Pedro Oliveira, trader do Banco Carregosa vê este regresso da construtora ao PSI como positivo e que valeu uma valorização de cerca de 20 a 30% após esse anúncio.


"Isto traz maior visibilidade para a empresa estando cotada no principal índice que é bastante importante também a nível de investimento. Ou seja, um maior acesso a liquidez de capital, uma maior credibilidade e uma imagem mais reforçada por estar no principal índice”, afirma.


O responsável defende que os riscos são reduzidos, embora por estar mais visível no mercado acabe sempre por ter um risco de volatilidade do próprio”.


Sobre as oportunidades de investimento, Pedro Oliveira olha para Portugal, Angola e outros países africanos como ”importante criar bases para atrair outro tipo de geografias no futuro”.


Teixeira Duarte volta à bolsa de Lisboa na segunda-feira, 22 de setembro, com 1.630 milhões em carteira Manuel Maria Teixeira Duarte

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