Voltar
21 agosto 2026 09h19

Compra de 13,7% da REN sem impacto no saldo orçamental e dívida pública

O Instituto Nacional de Estatística (INE) esclarece que "a aquisição de capital de uma empresa, nomeadamente comprando ações, constitui uma transação financeira. Como tal, deve ser registada na conta financeira, sem impacto na capacidade/necessidade de financiamento das Administrações Públicas (défice/excedente) e sem efeito direto na dívida pública", avança o esta sexta-feira.Assim, a reentrada do Estado no capital da REN - Redes Energéticas Nacionais, com a aquisição de uma participação de 13,7% pela Parpública, não irá contar para o saldo orçamental ou diretamente para a dívida pública. A REN comunicou, há uma semana, através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o Estado português voltou ao capital da empresa ao chegar a acordo para comprar 13,7% do capital à Pontegadea Inversiones, family office de Amancio Ortega, fundador da Zara. O Estado vai pagar 380 milhões de euros, que incluem 55 milhões de euros em prémio, ou 17% mais sobre o preço das ações no dia do anúncio. O Governo justificou esta quinta-feira o prémio associado à compra com a "influência relevante" que a participação confere na empresa. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, não revelou o valor da operação, que aguarda a avaliação do Tribunal de Contas, mas defendeu que uma posição desta dimensão tem "um poder inerente" e, por isso, um valor adicional.

Partilhe este artigo