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11 setembro 2026 14h16

Inflação nos EUA acima do esperado. Subida das taxas de juro fica mais provável

O indicador-chave dos preços no consumidor nos Estados Unidos subiu mais do que o esperado no mês passado, reforçando os argumentos dos responsáveis da Reserva Federal (Fed) para subirem as taxas de juro na reunião da próxima semana.Excluindo alimentação e energia, o índice de preços no consumidor (IPC) subiu 0,3% em agosto face ao mês anterior. A estimativa mediana da Bloomberg apontava para uma subida de 0,2%. Em termos homólogos, avançou 2,4%.O relatório divulgado esta sexta-feira pelo Bureau of Labor Statistics mostrou que o IPC global subiu 0,4% face ao mês anterior e 3,4% em termos homólogos. Os preços da energia subiram 2,1% em agosto, os preços dos alimentos variaram pouco, e o "owners' equivalent rent" (a renda equivalente estimada para proprietários, a maior componente do índice) avançou 0,2%.De seguida, os investidores passaram a atribuir uma probabilidade quase certa de uma subida de taxas na próxima semana, e uma probabilidade elevada a uma segunda subida ainda este ano.O relatório do Bureau of Labor Statistics sugere que a inflação avançou pouco em direção ao objetivo da Fed no mês passado, num contexto de pressões contínuas vindas da guerra no Médio Oriente, das tarifas e da construção de centros de dados. O banco central norte-americano deverá ver os números como o fator decisivo a favor da primeira subida de taxas em três anos, depois de alguns responsáveis terem sugerido que a decisão da reunião de 15 e 16 de setembro poderia depender precisamente destes dados."A retoma da subida dos preços do petróleo, da gasolina e do gasóleo reforça as preocupações de que os custos energéticos mais altos possam contagiar outros bens e serviços, e as próprias expectativas de inflação", afirmou Kathy Bostjancic, economista-chefe da Nationwide, numa nota. "Por isso, esperamos agora que a Fed suba as taxas" na próxima semana, acrescentou, citada pela Bloomberg.O presidente da Fed, Kevin Warsh, tem-se mostrado relutante em antecipar a próxima decisão do banco central, mas, num discurso no mês passado, afirmou que caso não conseguisse "ter a confiança de que a inflação subjacente está a caminhar para o nosso objetivo, de forma clara e a um ritmo suficiente".A economia norte-americana enfrenta, entretanto, uma nova subida dos preços da energia, à medida que as guerras no Médio Oriente e entre a Rússia e a Ucrânia afetam a oferta. Esta semana,  e o preço a retalho do gasóleo nos Estados Unidos atingiu um máximo histórico.O relatório do IPC de agosto é o último grande indicador de inflação antes da reunião de setembro da Fed. Um relatório separado, divulgado na quinta-feira, mostrou que os preços no produtor subiram no mês passado ao ritmo mais rápido desde maio, impulsionados por uma escalada nos preços da energia.O indicador de inflação preferido da Fed, o índice de preços das despesas de consumo pessoal, é divulgado no final do mês. Os economistas esperam atualmente que a inflação global, medida por esse indicador, termine o ano acima dos 3%, ainda bem acima do objetivo de 2% do banco central.(Notícia atualizada às 14:25)

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