Voltar
12 julho 2026
21h00
Fonte:
Jornal de Negócios
Israel marca eleições legislativas para 27 de outubro
As próximas eleições legislativas israelitas, as primeiras desde o
ataque inédito do islamista palestiniano Hamas, a 7 de outubro de 2023,
realizar-se-ão em 27 de outubro, anunciou este domingo a conselheira jurídica do
Parlamento, Sagit Afik."Uma vez que a atual
legislatura deverá cumprir o seu mandato até ao fim e que as eleições já estão
fixadas por lei para 27 de outubro, sem que se preveja encurtar o mandato da
Knesset, não é necessário aprovar uma 'lei de dissolução' da Knesset', explicou
Afik num comunicado citado pelas agências internacionais.As eleições de outubro
são amplamente consideradas como um referendo à liderança do primeiro-ministro,
Benjamin Netanyahu, e surgem na sequência da conclusão do mandato completo de
quatro anos, que termina na próxima semana.Se o calendário for
cumprido, estas serão as primeiras eleições convocadas na data estabelecida por
lei em Israel em cerca de 40 anos e as primeiras em que um Governo completa o
seu mandato em mais de meio século, depois de, no mês passado, a oposição ter
fracassado na sua tentativa de promover eleições antecipadas através da
dissolução da 'Knesset', o parlamento israelita.A iniciativa foi então
rejeitada por 61 votos contra 53, depois de os partidos ultraortodoxos Shas e
Judaísmo Unido da Torá, parceiros da coligação do primeiro-ministro Benjamin
Netanyahu, terem retirado o seu apoio após terem chegado a um acordo preliminar
com o Governo sobre a controversa lei do serviço militar para os
ultraortodoxos.Em junho de 2024, o
Supremo Tribunal de Israel determinou que o Exército deveria começar a recrutar
judeus ultraortodoxos após o termo da disposição temporária que lhes permitia
ficar isentos do serviço militar obrigatório.A decisão levou o Governo
a apresentar um projeto de lei para preservar grande parte dessas isenções,
embora preveja a incorporação de uma parte desta comunidade ao serviço militar.A questão do serviço
militar dos ultraortodoxos tornou-se um dos principais focos de tensão política
em Israel, especialmente desde o início da guerra na Faixa de Gaza, que
aumentou as necessidades de efetivos do Exército e obrigou a alargar o serviço
obrigatório e a mobilizar dezenas de milhares de reservistas.