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23 outubro 2026 11h11

Presidente do IHRU rejeita críticas, mas admite que não foi feliz nas declarações sobre habitação

O presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Benjamim Pereira, garante que não desvalorizou as dificuldades dos jovens no acesso à habitação e admite que não foi feliz em todas as expressões que utilizou nas declarações que prestou à imprensa na quinta-feira, à margem de um evento da Gaiurb, em Vila Nova de Gaia.Numa nota de esclarecimento divulgada esta sexta-feira, Benjamim Pereira afirma que procurou estabelecer um paralelismo com o passado, sublinhando que a habitação sempre foi um problema em Portugal e que os portugueses se sacrificaram muito para conseguir comprar casa. "Como é evidente, não se pode exigir aos jovens de hoje os sacrifícios de outrora", afirma, acrescentando que isso significaria que pouco teria sido conseguido em mais de 50 anos de democracia.O responsável lamenta ainda que as notícias não tenham destacado o respeito que manifestou pelo direito de manifestação e a compreensão pelas exigências dos manifestantes. Garante também que não fez qualquer referência à emigração e sublinha que os jovens "fazem-nos muita falta", defendendo que têm sido convidados a ficar em Portugal, tal como os emigrantes são convidados a regressar.Na nota, Benjamim Pereira destaca ainda as medidas do Governo de apoio aos jovens, incluindo o IRS Jovem, as garantias públicas e as isenções de IMT e de Imposto do Selo. Enquanto presidente do IHRU, salienta o cumprimento das metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com 31.700 fogos, que, destaca, permitiram o aproveitamento integral dos fundos europeus."Embora sem qualquer intenção, aceito não ter sido feliz em todas as expressões que utilizei", reconhece, reafirmando a confiança no trabalho que está a desenvolver e na orientação definida pelo Governo.

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