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13 setembro 2026
21h04
Fonte:
Jornal de Negócios
Trump diz que EUA sairão do Irão, a não ser que decidam "ficar com o petróleo"
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse neste domingo que os Estados Unidos sairão do Irão, "a não ser que" Washington decida "ficar com o petróleo, como na Venezuela", país onde ainda não vê condições para a realização de eleições."Acabaremos por sair [do Irão], a menos que decidamos permanecer e ficar com o petróleo, como na Venezuela. Já não se fala da Venezuela, pois não? Recebemos milhares e milhares e milhares de milhões de dólares. Pagámos a guerra muitas vezes", disse o Presidente aos jornalistas em Doonbeg, na Irlanda, onde assistia a um torneio no seu próprio clube de golfe.Trump respondia às perguntas sobre a reunião que iria decorrer na segunda-feira entre Omã e o Irão, onde deveriam estar presentes a Arábia Saudita, o Kuwait, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e o Iraque, a propósito do futuro do estreito de Ormuz. No entanto, Omã já veio dizer neste domingo ao final do dia que o encontro foi adiado.Depois de, no sábado, ter antecipado que a guerra no Médio Oriente terminaria após as eleições intercalares de novembro nos EUA, Donald Trump comparou a situação no Irão à da Venezuela, onde, segundo afirmou, "as pessoas viviam numa situação difícil, e agora as empresas petrolíferas estão a chegar e a ganhar muito dinheiro".Questionado sobre a possibilidade de se realizarem eleições na Venezuela, onde os Estados Unidos têm estado a apoiar a Presidente interina, Delcy Rodríguez, desde a captura de Nicolás Maduro em janeiro, Trump realçou que estas acontecerão "quando estiverem prontos"."Era um país muito triste. E agora o povo está muito feliz. O povo da Venezuela está muito feliz. E eles veem o que está a acontecer. E, aliás, estão a ser criados milhares de empregos. Todas as grandes empresas que realmente não podiam ou não queriam ir para lá, estão todas lá agora", acrescentou.Entretanto, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, declarou hoje que o acordo assinado com Omã sobre o estreito de Ormuz, que deveria ser anunciado na segunda-feira, não levará à reabertura desta via navegável até que os Estados Unidos reafirmem os compromissos assumidos no memorando de entendimento para a paz assinado em junho.