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23 novembro 2022 17h30

Gestão Passiva: o que é, vantagens, riscos e veículos

Gestão Passiva: o que é, vantagens, riscos e veículos

 

 

A Gestão Passiva é uma das principais tendências do momento, com montantes record de investimento.

Afinal, o que significa?

 

 

Em 2021, foram alocados mais de 1.2 biliões de dólares (equivalente a um trilião de USD em nomenclatura [MCF|B1]anglo-saxónica) em fundos de Gestão Passiva, um recorde absoluto. Warren Buffet recomenda esta estratégia e há estudos que demostram que obtém uma performance superior à Gestão Ativa a longo prazo. Mas afinal, o que é a Gestão Passiva?

 

 

Gestão Passiva: o que é?

 

Gestão Passiva designa uma estratégia de alocação de investimento. Caracteriza-se por reproduzir o desempenho de um determinado índice de referência como acontece, por exemplo, com o Vanguard 500 Index Fund Admiral Shares, um dos maiores do mercado, em que o benchmark serve como guia para o trabalho do gestor. Assim, a Gestão Passiva permite ao investidor obter exposição à mesma rentabilidade do benchmark, e as flutuações de valorização estão em linha com o índice de mercado que tenta replicar.

 

Na Gestão Passiva, é o próprio regulamento do fundo que determina os ativos que compõem a carteira e que define o índice de referência. Por exemplo, um fundo passivo de ações de empresas globais poderia investir em empresas que integram o índice MSCI World de uma forma que espelhe o seu valor. Uma outra modalidade de Gestão Passiva são os fundos negociados em bolsa (ETF), que reproduzem um determinado índice de referência.

 

Por definição, a Gestão Passiva significa que não vai superar o mercado de forma significativa, o que também se traduz num menor risco de investimento. Difere da Gestão Ativa que tem como objetivo obter uma rentabilidade superior ao benchmark e permite maior liberdade na seleção dos ativos que vão compor a carteira. Dito doutro modo, a Gestão Passiva é conduzida com o objetivo de acompanhar o benchmark, e a gestão ativa tem como objetivo superar o benchmark, através das decisões de investimento tomadas pelo gestor, mas que também se podem traduzir em perdas face ao que os índices de referência estão a registar. Nesse sentido, a Gestão Passiva é considerada mais estável e segura do que a gestão ativa ou especializada. Mas vantagens não se esgotam aqui.

 

 

Quais as vantagens da Gestão Passiva?

 

A Gestão Passiva apresenta diversas vantagens, desde uma maior diversificação do portfolio (e consequentemente menor risco), um longo histórico de desempenho e previsibilidade.

 

Um fundo de investimento com Gestão Passiva permite aceder a uma grande diversificação de ativos de empresas que compõem o índice de referência escolhido – quer pela quantidade de empresas, quer pelos setores económicos. Isto significa que uma parte dos ativos pode valorizar enquanto outra desvaloriza.

 

Por outro lado, uma vez que o objetivo da Gestão Passiva é acompanhar e não superar o benchmark, há uma menor pressão para obter resultados acima da média e, por isso, a estratégia das carteiras é mais simples. Isto faz com que as necessidades de acompanhamento por parte do investidor sejam reduzidas.

  

Além disso, os índices utilizados como benchmark têm um longo histórico de desempenho, em alguns casos de várias décadas, tendo passado por várias crises e momentos de crescimento. Quando são perspetivados a longo prazo, os estudos apontam para um desempenho eficiente.

 

Gestão Passiva: desempenho do fundo Vanguard 500 Index Fund Admiral Shares

 

Fonte: seeking alpha

 


Por fim, e consequência da sua natureza, os fundos de Gestão Passiva estão menos expostos a riscos, na medida em que acompanharão a rentabilidade do índice usado como referência. Pelas vantagens que apresenta, a Gestão Passiva poderá ser mais indicada para os investidores que preferem aplicações mais previsíveis, diversificadas e com maior previsibilidade de retorno.

 

 

Quais os riscos da Gestão Passiva?

 

Apesar de todas as vantagens, a Gestão Passiva tem os seus riscos. Durante períodos de contração, esta estratégia está sujeita ao chamado risco de mercado – se as ações inerentes ao benchmark desvalorizarem, o índice tenderá a cair como um todo, e desvaloriza o património. Nesta situação, um Gestor Ativo experiente teria protegido o investidor com uma restruturação preventiva noutros setores, algo que vai contra os princípios da Gestão Passiva.

 

Por outro lado, e principalmente em períodos de crescimento, a Gestão Passiva pode levar à perda de oportunidades, em que uma Gestão Ativa teria investido de forma oportunista. Por último, uma outra característica da Gestão Passiva é que muitos dos índices utilizados são ponderados pela capitalização. Ou seja, quanto maior for a capitalização de uma determinada empresa, maior é o seu peso numa carteira de investimento, o que aumenta a exposição às empresas de maior capitalização no mercado, incluindo as que estejam eventualmente sobre valorizadas.

 

 

Gestão Passiva: quais os instrumentos disponíveis?

 

A gestão passiva pode ser alcançada através de alguns instrumentos financeiros, de forma isolada ou em combinação.

 

Os Exchange Traded Funds (ETF) são um dos veículos de investimento mais utilizados. São negociados em bolsa e seguem uma determinada carteira de ativos. Além de replicarem índices de referência, os ETF também podem emular índices setoriais ou temáticos, como tecnologia. A diferença entre os ETF Passivos e Ativos é que os primeiros maximizam o retorno minimizando o número de transações (compras e vendas) no portfolio. Os fundos de investimento tradicionais, geralmente, seguem uma gestão ativa, mas também existem fundos de investimento com uma gestão passiva quando seguem um índice específico.

 

Os fundos de investimento podem ser compostos por ações, por obrigações ou por ambos. Os primeiros investem em ações de empresas cotadas em bolsa, geralmente destinados a uma região, setor ou tema específico. Os fundos de investimento compostos por obrigações investem em títulos de dívida, incluindo os governamentais que, geralmente, apresentam menor risco pelo facto de os governos, em regra, cumprirem as obrigações. Os fundos mistos são uma combinação de ações e obrigações, o que se traduz numa maior diversificação dos tipos dos produtos e, por consequência, também do risco associado.

 

 

O Banco Carregosa ao seu lado em investimentos de Gestão Passiva e Ativa

 

Qual é a melhor estratégia para o seu caso? Não há uma resposta universal, tudo depende dos objetivos, dinâmicas e conhecimentos de cada investidor. No caso da Gestão Passiva, por exemplo, o investidor deve estar preparado para um investimento de longo prazo, com expectativas de retorno moderadas e baixo risco.

 

A Gestão Ativa é indicada para quem procura "bater” o mercado, e obter um desempenho superior ao dos índices utilizados como benchmark. Para escolher a melhor abordagem para o seu caso, no Banco Carregosa encontra uma equipa de profissionais experientes, capacitada para o ajudar a fazer escolhas informadas.

 

Em contextos de risco, o aconselhamento profissional e especializado do Banco Carregosa é essencial para proteger os seus investimentos e o seu património. Entre em contacto com a nossa equipa e beneficie de um acompanhamento permanente, personalizado e experiente.