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22 agosto 2026
13h43
Fonte:
Jornal de Negócios
Fisco alerta para chamadas telefónicas fraudulentas sobre declaração de IRS
A administração fiscal avisa que há cidadãos a receber
chamadas telefónicas fraudulentas em nome do fisco, em que lhes é pedido que
corrijam uma suposta divergência na declaração de IRS.As chamadas fazem parte de uma campanha de 'vishing', em
que "é pedido aos destinatários destas chamadas que carreguem numa
determinada tecla para alegadamente" corrigir uma divergência na
declaração de rendimentos, explica a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)
numa mensagem publicada esta semana no Portal das Finanças.Os contactos telefónicos acontecem numa altura em que já
terminou o prazo para a entrega das declarações de rendimento relativas a 2025
e numa fase em que o fisco já teve de liquidar os ficheiros (dar por concluído
o processo de cálculo do imposto e notificação dos contribuintes do resultado
final, se daí resulta um reembolso, dinheiro a entregar ao Estado, ou nada a
receber nem a pagar).As chamadas "deverão ser ignoradas", recomenda
o fisco.No mesmo aviso, a AT dá conta de que estão a circular
'e-mails' fraudulentos em que os atacantes pedem aos destinatários que
carreguem em determinados 'links' e ainda mensagens de texto por telemóvel
(SMS) com o objetivo de induzir as pessoas a validar dados pessoais.O 'vishing' é um tipo de ataque em que se usam técnicas
de engenharia social, com recurso a mensagens de voz ou a chamadas telefónicas,
com o objetivo de capturar informação sensível de uma vítima, explica o Centro
Nacional de Cibersegurança (CNCS). O termo resulta da combinação das palavras
em língua inglesa 'voice' e 'phishing'.Neste caso, ao simularem uma instituição para ganhar
credibilidade, os atacantes invocam fraudulentamente o nome da Autoridade
Tributária e Aduaneira.Segundo o relatório o "Cibersegurança em
Portugal", divulgado pelo CNCS em abril deste ano, "com o aumento
sustentado da exposição digital de indivíduos e famílias à internet e a certos
serviços digitais aumenta o risco de ciberataques", com casos de
engenharia social e fraude, com destaque, no caso da engenharia social, para
"o aumento do vishing e da CEO Fraud".Em 2024, "os subtipos de engenharia social mais
frequentemente observados foram o 'vishing' (18,31% do total), a CEO Fraud
(17,89%), seguindo-se as técnicas de falso recrutamento (11,6% do total) e
burlas 'Olá, Pai... Olá, Mãe' (8,7%)", refere o CNCS num outro relatório,
de setembro de 2025, de "Riscos & Conflitos".