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02 outubro 2026
00h11
Fonte:
Jornal de Negócios
Itália pede à UE alívio de regras orçamentais perante subida da inflação
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu esta quinta-feira à União Europeia um
relaxamento das regras orçamentais para fazer face às despesas extra causadas
pelo aumento da inflação e subidas dos custos da energia."À medida que
entramos no quarto trimestre do ano, a esperança de ver a crise no Médio
Oriente resolvida rapidamente foi desapontada e os mercados de energia
continuam extremamente tensos", escreve hoje a chefe do Executivo italiano
numa carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen."Embora a maioria
dos Estados-membros tenha intervindo para atenuar o aumento dos preços dos
combustíveis e das faturas de serviços públicos, o rendimento real disponível
das famílias está a ser duramente afetado, com a inflação global a atingir um novo
pico em setembro", acrescenta.Neste contexto, Giorgia
Meloni pede à União Europeia para poder utilizar uma parte das receitas
adicionais, provenientes do "aumento, a curto prazo, das receitas fiscais
indiretas resultante de uma inflação mais elevada", para amortecer o aumento
dos custos da energia "de forma temporária e direcionada"."Estamos cientes do
risco que envolve a alteração das regras orçamentais recentemente introduzidas,
que perseguem um objetivo que todos partilhamos, ou seja, a sustentabilidade da
dívida", refere a primeira-ministra italiana."No entanto,
consideramos que o quadro orçamental deixa margem para que a Comissão Europeia
possa ter em consideração os fatores relevantes que acabei de destacar",
sublinha Giorgia Meloni.Para se tratar desta
questão, que considera "urgente", a primeira-ministra italiana sugere
que esta seja abordada na próxima reunião do Conselho de "Assuntos
Económicos e Financeiros" (ECOFIN) da União Europeia, que reunirá os
ministros das Finanças e da Economia dos Estados-membros no dia 09 de outubro.A inflação registou uma
clara aceleração em setembro em Itália, 4,2% em relação ao ano anterior,
principalmente devido ao aumento dos preços dos combustíveis, segundo uma
primeira estimativa publicada na quarta-feira pelo Instituto Nacional de
Estatística (Istat).O conflito no Médio
Oriente já tinha levado a inflação para cerca de 3% nos últimos meses na
Península.