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17 julho 2026
23h40
Fonte:
Jornal de Negócios
PS não bloqueará comissão de inquérito sobre exames, diz José Luís Carneiro
O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, afirmou esta sexta-feira que o PS não vai bloquear a comissão de inquérito aos exames nacionais, considerando que o ministro da Educação está numa "categoria de inimputabilidade política" porque não assume qualquer responsabilidade."Nós não bloquearemos a comissão de inquérito. Na terça-feira estará o ministro na Assembleia da República, aguardamos pelas explicações que vai dar e admitimos que, em sede de comissão de educação, possam ser desenvolvidos instrumentos de escrutínio de todo este processo", disse o líder o PS esta noite, em entrevista à SIC Notícias.José Luís Carneiro foi questionado sobre os problemas com a correção dos exames nacionais e o que fará o PS em relação a uma comissão de inquérito, cuja proposta de constituição já deu entrada no parlamento pela mão do BE."Mas há algo que nós já sabemos: é que o ministro da Educação decidiu avançar com um processo que tinha dado falhas no ano passado, quando se fez o teste. Aquilo que sempre defendemos é que se deve testar e deve haver planos de contingência", criticou.O líder do PS foi questionado sobre uma afirmação, no debate do estado da nação de quinta-feira, do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, que disse a Fernando Alexandre que, como defensor da meritocracia, sabe que já não devia ser ministro da Educação."O ministro da Educação acabou de passar para a categoria dos ministros que não assumem responsabilidades políticas neste Governo. O que significa que o primeiro-ministro tem o dever de assumir a sua responsabilidade política por quem convidou e por quem mantém no Governo. Estão quase que numa categoria de inimputabilidade política porque não assumem quaisquer responsabilidades", condenou.Para Carneiro, isto já acontecia na saúde e agora acontece também na educação."Aquilo que disse o líder parlamentar foi algo que todos compreendem. Sendo o ministro um defensor do mérito e da meritocracia, se fôssemos aplicar esse seu critério àquilo que se tem passado com os exames, ele não mereceria estar no lugar em que estava naquele dia na Assembleia da República", referiu.Segundo o líder do PS, hoje Fernando Alexandre voltou a "responsabilizar todas as outras partes" e não assumiu a "sua própria responsabilidade política por aquilo que se passou".