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21 agosto 2026
11h35
Fonte:
Jornal de Negócios
Relatório completo sobre reforma das pensões já está disponível
Apresentado esta terça-feira, o relatório final
do grupo de trabalho criado há um ano e meio para apresentar propostas com
vista a uma reforma da Segurança Social já está publicamente disponível na íntegra.O documento de 607 páginas pode ser consultado neste
link. O grupo de trabalho coordenado pelo economista Jorge Bravo
foi criado há um ano e meio através de um despacho
que previa "a apresentação de medidas tendentes à reforma da Segurança
Social com vista a garantir a Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social"O despacho já identificava a intenção de promover uma
analise integrada das contas da Segurança Social e da Caixa geral de Aposentações (CGA), de desenvolver
mecanismos complementares de reforma "de iniciativa coletiva e individual" e o
regime público de capitalização, bem como a reavaliação do regime de reforma
antecipada.Os autores defendem a transição
para um sistema de contas individuais virtuais, geridas de forma pública e sem capitalização,
que tornem as pensões mais próximas das contribuições, com resultados ainda por
detalhar. Defendem a transição dos trabalhadores em idade ativa no caso do trabalho prestado desde o momento da transição em diante. Isso implicaria, para futuro, acabar com os mecanismos redistributivos que constam da
atual forma de cálculo das pensões.Em alternativa, os autores propõe diversas alterações ao
nível do cálculo das penalizações e bonificações ou da fórmula de atualização
das pensões. É também dado grande ênfase ao desenvolvimento de mecanismos
complementares de reforma que passem por exemplo pela criação de contas de
adesão automática para um sistema de capitalização (aplicado em mercados
financeiros), com contribuições de Estado, trabalhadores e empregadores, mas
com estes últimos a serem compensados por via fiscal.Pelo caminho ficou a intenção
prevista no despacho inicial de proceder a uma revisão atuarial da atual
taxa social única (TSU), ou taxa contributiva global, que é o principal
elemento de financiamento do atual sistema. O Ministério do Trabalho diz que espera contributos "da sociedade, investigadores, academia, organizações, e quem se queira associar, até 18 de setembro de 2026".