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01 outubro 2026 07h19

Trump apresenta até 200 mil milhões de dólares em investimentos sul-coreanos nos EUA

O Presidente norte-americano apresentou até 200 mil milhões de dólares (177 mil milhões de euros) em investimentos sul-coreanos nos EUA, que deverão ser destinados a projetos energéticos, incluindo um gasoduto no Alasca e centrais nucleares."Graças aos acordos que a minha Administração garantiu com a República da Coreia, irão investir até 200 mil milhões de dólares", declarou na quarta-feira Donald Trump, rodeado por vários secretários e dirigentes de empresas envolvidas nestes futuros investimentos.Embora tenha saudado estes projetos, que "vão fortalecer ainda mais a aliança entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos", o Ministério do Comércio sul-coreano atenuou as declarações de Trump, afirmando que ainda não foi tomada qualquer decisão relativamente ao gasoduto.A Administração Trump anunciou também, em comunicado, um projeto de central elétrica no Texas, que vai fornecer mais de 6.400 MW de energia aos centros de dados instalados no local. A central deverá estar plenamente operacional até 2032, precisa-se na nota.O secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, reforçou a mensagem, precisando que a Coreia do Sul vai "investir pouco menos de 200 mil milhões de dólares de fundos públicos em infraestruturas energéticas para reforçar o domínio energético dos EUA".De acordo com Lutnick, o montante mais significativo --- até 120 mil milhões de dólares (106 mil milhões de euros) --- está destinado à construção de "oito enormes centrais nucleares" em Ohio, no Tennessee, na Carolina do Sul e no Kentucky.Cerca de 100 mil milhões de dólares (88 mil milhões de euros) destinam-se aos custos de construção e 20 mil milhões (17,6 mil milhões de euros) a imprevistos, detalha o comunicado do ministério, que acrescenta que 10 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros) serão disponibilizados já no final do ano.O projeto do gasoduto, por sua vez, tem como objetivo transportar o gás extraído do norte do Alasca ao longo de 1.300 quilómetros até um porto no sul deste estado norte-americano, onde será transformado em GNL (gás natural liquefeito) e exportado por navio para a Ásia, o principal mercado.No entanto, este projeto de grande envergadura suscitou críticas, nomeadamente por parte dos defensores da biodiversidade, bem como incertezas quanto à concretização, relacionadas com problemas de custos e questões de viabilidade económica, que têm dificultado o avanço.Seul negou, aliás, que já tenha sido tomada qualquer decisão."O projeto de GNL no Alasca vai ser analisado, desde que seja comercialmente viável e sujeito aos procedimentos jurídicos nacionais pertinentes", indicou o Ministério do Comércio sul-coreano num comunicado."Não foi tomada qualquer decisão quanto à possibilidade de investir neste projeto nem quanto à dimensão de qualquer investimento potencial", acrescentou.O projeto, caso venha a ser concretizado, deverá gerar 12.000 postos de trabalho durante a construção, com prioridade dada aos trabalhadores locais, e, posteriormente, até mil postos de trabalho na fase operacional.A construção deverá demorar três anos a partir da libertação do financiamento, e as exportações de GNL deverão começar dois anos após a conclusão das obras, de acordo com o calendário detalhado na quarta-feira durante a apresentação na Casa Branca.

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