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11 September 2026
14h11
Source:
Jornal de Negócios
Desconvocada greve dos técnicos do INEM
À saída da reunião, que durou cerca de quatro horas, o presidente do sindicato, Rui Lázaro, disse aos jornalistas que a greve, prevista para 14 e 28 deste mês, foi desconvocada após ser alcançado um acordo com o Governo e com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)."Felizmente, foi possível estabelecer um acordo com o Governo e com o INEM que permite, não só manter a atual resposta de emergência médica do INEM, mas assumindo medidas de compromisso do seu reforço", disse o dirigente.Rui Lázaro afirmou que "houve cedências de parte a parte" e, questionado se é mais fácil falar com o presidente do INEM na presença da ministra da Saúde, afirmou: "Sem dúvida nenhuma".Na reunião, em que estiveram presentes a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Cabral, ficou acordado que o projeto de afetação das 56 ambulâncias de emergência médica permanece tal qual como está hoje, uma das principais reivindicações do sindicato.Segundo o dirigente sindical, as 56 ambulâncias ficam afetas integralmente à assistência pré-hospitalar aos cidadãos."Em casos pontuais, podem ser solicitadas pelas unidades locais de saúde para fazer uma ou outra transferência e, nesse caso, o INEM enviará as ambulâncias menos diferenciadas", explicou.De acordo com Rui Lázaro, também ficou estabelecido no acordo "um alargamento da rede própria, não só de ambulância dos parceiros, através do estabelecimento de postos de emergência médica, mas também na rede própria do INEM, que permite garantir "uma resposta ainda mais robusta", uma medida que disse ser "muito importante".No que respeita à transformação das 46 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) em viaturas ligeiras, Rui Lázaro disse que irá avançar um projeto-piloto que permite abrir 15 ambulâncias SIV em viatura ligeira.Como cinco ambulâncias são novas, não vai haver transformação, "não carecem de nada", disse, explicando que, "nas restantes 10, de forma a não haver risco para os cidadãos, através da perda da capacidade de transporte de doentes, será colocada nestes locais uma ambulância de emergência médica para colmatar esta falta"."Garantimos ainda que destas 10, pelo menos cinco serão através da abertura de ambulâncias próprias do INEM, com tripulações do INEM, valorizando ou tentando dar preferência aos distritos que neste momento não têm nenhuma", sustentou.Rui Lázaro realçou ainda o papel da ministra da Saúde no estabelecimento deste entendimento."Desde o início do processo, inclusive até da preparação da reunião do dia 26 de agosto, como desta, é de realçar o empenho da Sra. Ministra da Saúde, não só em promover as reuniões, mas em que fossem estabelecidas pontes que permitissem chegar a um acordo, que permitissem desconvocar a greve, mas que garantisse também que a resposta aos cidadãos não era comprometida, tal como nós desejávamos", declarou."Ela percebeu o risco, claramente, percebeu as nossas preocupações e, por isso, estabeleceu e contribuiu muito para que fosse estabelecido este entendimento", sustentou.Sublinhou ainda que o sindicato sempre disse que seria "uma das greves mais fáceis para o governo desconvocar", porque não implicava aumento da despesa de salários nem de questões laborais e, afirmou, "efetivou-se, felizmente".A decisão de avançar para uma greve de dois dias foi anunciada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) em 13 de agosto, em protesto contra as medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo presidido por Luís Cabral, num processo que levou ao extremar de posições entre as duas partes nas últimas semanas.