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13 July 2026
08h07
Source:
Jornal de Negócios
EUA concluem novos ataques e insistem que o Irão não controla Ormuz
O Comando Central dos EUA (Centcom) indicou, em comunicado, que foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos de mísseis e drones, além de pequenas embarcações. Segundo o Centcom, foram utilizados pela primeira em simultâneo caças, navios, drones aéreos e drones navais."O estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global. O Irão não o controla", declarou o Centcom.De acordo com a agência de notícias oficial iraniana Irna, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas esta manhã num bombardeamento norte-americano contra a cidade de Mahchahr, no sudoeste do Irão.O ataque levou a nova resposta por parte do Irão, que retaliou atingindo países em todo o Médio Oriente. As sirenes de alerta de mísseis soaram esta manhã no Bahrein, sede da 5.ª Esquadra da Marinha norte-americana, mas sem informação imediata sobre danos.Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Teerão acusou os Estados Unidos de terem "violado abertamente quase todos os termos" do acordo concluído em junho, provocando o "regresso da insegurança" no estreito de Ormuz.O país também acusou Washington de ter "reduzido a nada todos os esforços dos últimos meses" para restaurar a paz na região.Os ataques iranianos de domingo atingiram o Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e até Omã, que partilha com o Irão as águas territoriais que compõem o estreito de Ormuz.O exército norte-americano disse no domingo ter atingido cerca de 140 alvos, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munições, equipamentos de comunicação e outras infraestruturas - ataques muito mais pesados do que nas duas rondas anteriores da última semana."Bombardeámos intensamente ontem à noite", declarou o Presidente Donald Trump à emissora norte-americana NBC.O Irão retaliou atacando países da região que acolhem forças militares dos EUA, insistindo que deve controlar sozinho o estreito e até cobrar taxas às embarcações que o atravessem.A Guarda Revolucionária iraniana reconheceu numa declaração hoje ter iniciado uma nova vaga de ataques em todo o Médio Oriente. "A era dos acordos unilaterais acabou", escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador. "Avisámos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta."Teerão descreveu o estreito como fechado, enquanto os EUA e Trump afirmaram que se mantém aberto.