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01 August 2026 15h01

Mário Campos assume hoje liderança do Fisco após 11 anos de Helena Borges na direção

O novo diretor da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), Mário Campos, assume hoje a liderança da instituição, sucedendo a Helena Borges, que dirigiu o fisco durante 11 anos.Mário Campos, de 51 anos, foi escolhido pelo Governo em junho na sequência de um concurso público conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção da Administração Pública (Cresap), cuja lista final de candidatos incluía o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e ex-subdiretor-geral da AT Nuno Santos Félix e o subdiretor-geral responsável pela área do IVA, Fernando Campos Pereira.O mandato de Campos dura cinco anos, período durante o qual novo dirigente terá como incumbência reforçar a transformação digital, a transparência e o combate à evasão, segundo definiu o Governo na carta de missão que fixou os objetivos a atingir até 2031.Formado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico em 1997, e com experiência profissional no Grupo Caixa Geral de Depósitos e nas consultoras Andersen Consulting (atual Accenture) e Deloitte, Mário Campos trabalha na AT há uma década.O dirigente era até desde 07 de março de 2016 subdiretor-geral responsável pela área dos sistemas de informação, fazendo parte, nessa qualidade, do conselho de administração da AT ao longo dos últimos dez anos.Mário Campos acompanhou a quase totalidade do período em que Helena Borges esteve à frente da AT como diretora-geral desde 23 de março de 2015 até 31 de julho de 2026.A antecessora foi nomeada diretora-geral em regime de substituição pelo Governo de Pedro Passos Coelho (PSD/CDS-PP) na sequência do caso conhecido por "Lista VIP", sendo depois nomeada em definitivo pelo executivo de António Costa (PS) em 2016 e reconduzida em 2021.A carta de missão para o mandato que agora se inicia com Mário Campos prevê, como objetivo, que a AT aumente o "cumprimento voluntário", designadamente aprofundando "uma abordagem integrada dos canais de comunicação" e o fortalecimento do "controlo dos comportamentos evasivos".O segundo objetivo passa por reforçar "a confiança e a transparência", onde se inclui o uso da "comunicação como um construtor" para isso.O terceiro diz respeito ao desenvolvimento da "transformação digital", para reforçar a "confiança na digitalização através da garantia da segurança e da proteção de dados", de inovar "nos serviços prestados" e de "reforçar a incorporação de tecnologia e gestão inteligente de dados".O quarto objetivo traça como meta "promover a resiliência organizacional e a sustentabilidade", para renovar competências, reter trabalhadores ou flexibilizar os modelos de trabalho.A escolha de Mário Campos foi anunciada pelo Ministério das Finanças em 12 de junho, tendo o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, assinado o despacho de designação em 26 de junho.Na altura, o Ministério das Finanças salientou a "experiência muito relevante" do engenheiro "no desenvolvimento e na gestão de sistemas de informação, na gestão da inovação, na transformação digital, na modernização de processos, na segurança da informação e na interoperabilidade tecnológica".O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) espera que o novo diretor traga mudanças após "15 anos de retrocesso" na organização, designadamente na área tecnológica, segundo disse à Lusa o presidente da estrutura sindical, Gonçalo Rodrigues, após a escolha de Mário Campos.O presidente do segundo sindicato presente na AT, a Associação Sindical dos Profissionais da Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT), Nuno Barroso, afirmou na altura que Campos acumulou "uma experiência significativa na transformação digital, na modernização de processos e na segurança da informação".

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